<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-32031277</id><updated>2012-02-15T22:48:58.613-08:00</updated><title type='text'>Postura Ativa</title><subtitle type='html'>Este blog será apoio para o Postura Ativa
WWW.POSTURAATIVA.WORDPRESS.COM</subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://posturativa.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32031277/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://posturativa.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><author><name>Stella</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15642808401317693150</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='25' src='http://bp3.blogger.com/_xOxxLZ7II_I/R_kpbvES1fI/AAAAAAAAAKs/twV4d9yREss/S220/paorkut.bmp'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>50</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-32031277.post-7068886508434313504</id><published>2009-11-02T11:47:00.000-08:00</published><updated>2009-11-02T11:58:22.890-08:00</updated><title type='text'>ACERVO  HISTÓRICO Progressão do aprendizado delitivo no eterno 'País do Futuro'</title><content type='html'>de Geisel a Lula&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;ACERVO  HISTÓRICO&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Progressão do aprendizado delitivo no eterno 'País do Futuro'.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Governo Ernesto Geisel ( 1974- 1979)&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Caso Wladimir Herzog &lt;br /&gt;Caso Manuel File Filho &lt;br /&gt;Caso Lutfala &lt;br /&gt;Caso Atalla &lt;br /&gt;Ângelo Calmon de Sá (ministro acusado de passar um gigantesco cheque Sem fundos) &lt;br /&gt;Lei Falcão (1976) &lt;br /&gt;Pacote de Abril (1977) &lt;br /&gt;Grandes Mordomias dos Ministros &lt;br /&gt;Governo João Figueiredo (1979- 1985)&lt;br /&gt;Caso Capemi &lt;br /&gt;Caso do Grupo Delfim &lt;br /&gt;Escândalo da Mandioca &lt;br /&gt;Escândalo da Brasilinvest &lt;br /&gt;Escândalo das Polonetas &lt;br /&gt;Escândalo do Instituto Nacional de Assistência Médica do INAMPS &lt;br /&gt;Caso Morel &lt;br /&gt;Crime da Mala &lt;br /&gt;Caso Coroa-Brastel &lt;br /&gt;Escândalo das Jóias &lt;br /&gt;Governo Sarney ( 1985- 1990)&lt;br /&gt;CPI DA Corrupção &lt;br /&gt;Escândalo do Ministério das Comunicações (Grande número de concessões de rádios e TVs para políticos aliados ou não Ao Sarney. A concessão é em troca de cargos, votos ou apoio Ao presidente) &lt;br /&gt;Caso Chiarelli (Dossiê do Antônio Carlos Magalhães contra o senador Carlos Chiarelli ou 'Dossiê Chiarelli') &lt;br /&gt;Caso Imbraim Abi-Ackel &lt;br /&gt;Escândalo da Administração de Orestes Quécia &lt;br /&gt;Escândalo do Contrabando das Pedras Preciosas &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Governo Fernando Collor (1990- 1992)&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Escândalo da Aprovação da Lei da Privatização das Estatais &lt;br /&gt;Programa Nacional de Desestatização &lt;br /&gt;Escândalo do INSS (ou Escândalo da Previdência Social) &lt;br /&gt;Escândalo do BCCI (ou caso Sérgio Corrêa da Costa) &lt;br /&gt;Escândalo da Ceme (Central de Medicamentos) &lt;br /&gt;Escândalo da LBA &lt;br /&gt;Esquema PP &lt;br /&gt;Esquema PC (Caso Collor) &lt;br /&gt;Escândalo da Eletronorte &lt;br /&gt;Escândalo do FGTS &lt;br /&gt;Escândalo da Ação Social &lt;br /&gt;Escândalo do BC &lt;br /&gt;Escândalo da Merenda &lt;br /&gt;Escândalo das Estatais &lt;br /&gt;Escândalo das Comunicações &lt;br /&gt;Escândalo da Vasp &lt;br /&gt;Escândalo do Fundo de Participação &lt;br /&gt;Escândalo do BB &lt;br /&gt;Governo Itamar Franco (  1992- 1995)&lt;br /&gt;Centro Federal de Inteligência (Criação da CFI para combater corrupção em todas as esferas do governo) &lt;br /&gt;Caso Edmundo Pinto &lt;br /&gt;Escândalo do DNOCS (Departamento Nacional de Obras contra a Seca) (ou caso Inocêncio Oliveira ) &lt;br /&gt;Escândalo da IBF ( Indústria Brasileira de Formulários) &lt;br /&gt;Escândalo do INAMPS ( Instituto Nacional de Assistência Previdência Social) &lt;br /&gt;Irregularidades no Programa Nacional de Desestatização &lt;br /&gt;Caso Nilo Coelho &lt;br /&gt;Caso Eliseu Resende &lt;br /&gt;Caso Queiroz Galvão (em Pernambuco) &lt;br /&gt;Escândalo da Telemig (Minas Gerais) &lt;br /&gt;Jogo do Bicho (ou Caso Castor de Andrade) (no Rio de Janeiro) &lt;br /&gt;Caso Ney Maranhão &lt;br /&gt;Escândalo do Paubrasil (Paubrasil Engenharia e Montagens) &lt;br /&gt;Escândalo da Administração de Roberto Requião &lt;br /&gt;Escândalo da Cruz Vermelha Brasileira &lt;br /&gt;Caso José Carlos da Rocha Lima &lt;br /&gt;Escândalo da Colac (no Rio Grande do Sul) &lt;br /&gt;Escândalo da Fundação Padre Francisco de Assis Castro Monteiro (em Ibicuitinga, Ceará) &lt;br /&gt;Escândalo da Administração de Antônio Carlos Magalhães (Bahia) &lt;br /&gt;Escândalo da Administração de Jaime Campos (Mato Grosso) &lt;br /&gt;Escândalo da Administração de Roberto Requião (Paraná) &lt;br /&gt;Escândalo da Administração de Ottomar Pinto (em Roraima) &lt;br /&gt;Escândalo da Sudene de Pernambuco &lt;br /&gt;Escândalo da Prefeitura de Natal (no Rio Grande do Norte) &lt;br /&gt;CPI do Detran (em Santa Catarina) &lt;br /&gt;Caso Restaurante Gulliver (tentativa do governador Ronaldo Cunha Lima matar o governador antecessor Tarcísio Burity, por causa das denúncias de Irregularidades naSudene de Paraíba) &lt;br /&gt;CPI do Pó (em Paraíba) &lt;br /&gt;Escândalo da Estacom (em Tocantins) &lt;br /&gt;Escândalo do Orçamento da União (ou Escândalo dos Anões do Orçamento ou CPI do Orçamento) &lt;br /&gt;Compra e Venda dos Mandatos dos Deputados do PSD &lt;br /&gt;Caso Ricupero (também conhecido como 'Escândalo das Parabólicas'). &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Governo Fernando Henrique (1995- 2003)&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Escândalo do Sivam &lt;br /&gt;Escândalo da Pasta Rosa &lt;br /&gt;Escândalo da CONAN &lt;br /&gt;Escândalo da Administração de Paulo Maluf &lt;br /&gt;Escândalo do BNDES (verbas para socorrerem ex-estatais privatizadas) &lt;br /&gt;Escândalo da Telebrás &lt;br /&gt;Caso PC Farias &lt;br /&gt;Escândalo da Compra de Votos Para Emenda DA Reeleição &lt;br /&gt;Escândalo da Venda da Companhia Vale do Rio Doce (CVRD) &lt;br /&gt;Escândalo da Previdência &lt;br /&gt;Escândalo da Administração do PT (primeira denúncia contra o Partido dos Trabalhadores desde a fundação em 1980, feito pelo militante do partido Paulo de Tarso Venceslau) &lt;br /&gt;Escândalo dos Precatórios &lt;br /&gt;Escândalo do Banestado &lt;br /&gt;Escândalo da Encol &lt;br /&gt;Escândalo da Mesbla &lt;br /&gt;Escândalo do Banespa &lt;br /&gt;Escândalo da Desvalorização do Real &lt;br /&gt;Escândalo dos Fiscais de São Paulo (ou Máfia dos Fiscais) &lt;br /&gt;Escândalo do Mappin &lt;br /&gt;Dossiê Cayman (ou Escândalo do Dossiê Cayman ou Escândalo do Dossiê Caribe) &lt;br /&gt;Escândalo dos Grampos Contra FHC e Aliados &lt;br /&gt;Escândalo do Judiciário &lt;br /&gt;Escândalo dos Bancos &lt;br /&gt;CPI do Narcotráfico &lt;br /&gt;CPI do Crime Organizado &lt;br /&gt;Escândalo de Corrupção dos Ministros no Governo FHC &lt;br /&gt;Escândalo da Banda Podre &lt;br /&gt;Escândalo dos Medicamentos &lt;br /&gt;Quebra do Monopólio do Petróleo (criação DA ANP) &lt;br /&gt;Escândalo da Transbrasil &lt;br /&gt;Escândalo da Pane DDD do Sistema Telefônico Privatizado (o 'Caladão') &lt;br /&gt;Escândalo dos Desvios de Verbas do TRT-SP (Caso Nicolau dos Santos Neto , o 'Lalau') &lt;br /&gt;Escândalo da Administração da Roseana Sarney (Maranhão) &lt;br /&gt;Corrupção na Prefeitura de São Paulo (ou Caso Celso Pitta) &lt;br /&gt;Escândalo da Sudam &lt;br /&gt;Escândalo da Sudene &lt;br /&gt;Escândalo do Banpará &lt;br /&gt;Escândalo da Quebra do Sigilo do Painel do Senado &lt;br /&gt;Escândalos no Senado em 2001 &lt;br /&gt;Escândalo da Administração de Mão Santa (Piauí) &lt;br /&gt;Caso Lunus (ou Caso Roseana Sarney ) &lt;br /&gt;Acidentes Ambientais da Petrobrás &lt;br /&gt;Abuso de Medidas Provisórias (5.491) &lt;br /&gt;Escândalo do Abafamento das CPIs no Governo do FHC &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;e agora...&lt;br /&gt;Uma pequena AMOSTRA do &lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Governo Lula &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;CALMA... Vai ter muito mais!!!&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Caso Pinheiro Landim &lt;br /&gt;Caso Celso Daniel &lt;br /&gt;Caso Toninho do PT &lt;br /&gt;Escândalo dos Grampos Contra Políticos da Bahia &lt;br /&gt;Escândalo do Proprinoduto (também conhecido como Caso Rodrigo Silveirinha ) &lt;br /&gt;CPI do Banestado &lt;br /&gt;Escândalo da Suposta Ligação do PT com o MST &lt;br /&gt;Escândalo da Suposta Ligação do PT com a FARC &lt;br /&gt;Privatização das Estatais no Primeiro Ano do Governo Lula &lt;br /&gt;Escândalo dos Gastos Públicos dos Ministros &lt;br /&gt;Irregularidades do Fome Zero &lt;br /&gt;Escândalo do DNIT (envolvendo os ministros Anderson Adauto e Sérgio Pimentel) &lt;br /&gt;Escândalo do Ministério do Trabalho &lt;br /&gt;Licitação Para a Compra de Gêneros Básicos &lt;br /&gt;Caso Agnelo Queiroz (O ministro recebeu diárias do COB para os Jogos Panamericanos) &lt;br /&gt;Escândalo do Ministério dos Esportes (Uso da estrutura do ministério para organizar a festa de aniversário do ministro Agnelo Queizoz) &lt;br /&gt;Operação Anaconda &lt;br /&gt;Escândalo dos Gafanhotos (ou Máfia dos Gafanhotos) &lt;br /&gt;Caso José Eduardo Dutra &lt;br /&gt;Escândalo dos Frangos (em Roraima) &lt;br /&gt;Várias Aberturas de Licitações da Presidência da República Para a Compra de Artigos de Luxo &lt;br /&gt;Escândalo da Norospar (Associação Beneficente de Saúde do Noroeste do Paraná) &lt;br /&gt;Expulsão dos Políticos do PT &lt;br /&gt;Escândalo dos Bingos (Primeira grave crise política do governo Lula) (ou Caso Waldomiro Diniz) &lt;br /&gt;Lei de Responsabilidade Fiscal (Recuos do governo federal da LRF) &lt;br /&gt;Escândalo da ONG Ágora &lt;br /&gt;Escândalo dos Corpos (Licitação do Governo Federal para a compra de 750 copos de cristal para vinho, champagne,  licor e whisky) &lt;br /&gt;Caso Henrique Meirelles &lt;br /&gt;Caso Luiz Augusto Candiota (Diretor de Política Monetária do BC, é acusado de movimentar as contas no exterior e demitido por não explicar a movimentação) &lt;br /&gt;Caso Cássio Caseb &lt;br /&gt;Caso Kroll &lt;br /&gt;Conselho Federal de Jornalismo &lt;br /&gt;Escândalo dos Vampiros &lt;br /&gt;Escândalo das Fotos de Herzog &lt;br /&gt;Uso dos Ministros dos Assessores em Campanha Eleitoral de 2004 &lt;br /&gt;Escândalo do PTB (Oferecimento do PT para ter apoio do PTB em troca de cargos, material de campanha e R$ 150 mil reais a cada deputado) &lt;br /&gt;Caso Antônio Celso Cipriani &lt;br /&gt;Irregularidades na Bolsa-Escola &lt;br /&gt;Caso Flamarion Portela &lt;br /&gt;Irregularidades na Bolsa-Família &lt;br /&gt;Escândalo de Cartões de Crédito Corporativos da Presidência &lt;br /&gt;Irregularidades do Programa Restaurante Popular (Projeto de restaurantes populares beneficia prefeituras administradas pelo PT) &lt;br /&gt;Abuso de Medidas Provisórias no Governo Lula entre 2003 e 2004 (mais de 300) &lt;br /&gt;Escândalo dos Correios (Segunda grave crise política do governo Lula. Também conhecido como Caso Maurício Marinho) &lt;br /&gt;Escândalo do IRB &lt;br /&gt;Escândalo da Novadata &lt;br /&gt;Escândalo da Usina de Itaipu &lt;br /&gt;Escândalo das Furnas &lt;br /&gt;Escândalo do Mensalão (Terceira grave crise política do governo. Também conhecido como  Mensalão) &lt;br /&gt;Escândalo do Leão &amp; Leão (República de Ribeirão Preto ou Máfia do Lixo ou Caso Leão &amp; Leão) &lt;br /&gt;Escândalo da Secom &lt;br /&gt;Esquema de Corrupção no Diretório Nacional do PT &lt;br /&gt;Escândalo do Brasil Telecom (também conhecido como Escândalo do Portugal Telecom ou Escândalo da Itália Telecom) &lt;br /&gt;Escândalo da CPEM &lt;br /&gt;Escândalo da SEBRAE (ou Caso Paulo Okamotto) &lt;br /&gt;Caso Marka/FonteCindam &lt;br /&gt;Escândalo dos Dólares na Cueca &lt;br /&gt;Escândalo do Banco Santos &lt;br /&gt;Escândalo Daniel Dantas - Grupo Opportunity (ou Caso Daniel Dantas) &lt;br /&gt;Escândalo da Interbrazil &lt;br /&gt;Caso Toninho da Barcelona &lt;br /&gt;Escândalo da Gamecorp-Telemar (ou Caso Lulinha) &lt;br /&gt;Caso dos Dólares de Cuba &lt;br /&gt;Doação de Roupas da Lu Alckmin &lt;br /&gt;Doação de Terninhos de Marísa da Silva &lt;br /&gt;Escândalo da Nossa Caixa &lt;br /&gt;Escândalo da Quebra do Sigilo Bancário do Caseiro Francenildo (Quarta grave crise política do governo Lula. Também conhecido como Caso Francenildo Santos Costa) &lt;br /&gt;Escândalo das Cartilhas do PT &lt;br /&gt;Escândalo do Banco BMG (Empréstimos para aposentados) &lt;br /&gt;Escândalo do Proer &lt;br /&gt;Escândalo dos Fundos de Pensão &lt;br /&gt;Escândalo dos Grampos na Abin &lt;br /&gt;Escândalo do Foro de São Paulo &lt;br /&gt;Esquema do Plano Safra Legal (Máfia dos Cupins) &lt;br /&gt;Escândalo do Mensalinho &lt;br /&gt;Escândalo das Vendas de Madeira da Amazônia (ou Escândalo Ministério do Meio Ambiente). &lt;br /&gt;69 CPIs Abafadas pelo Geraldo Alckmin (em São Paulo) &lt;br /&gt;Escândalo de Corrupção dos Ministros no Governo Lula &lt;br /&gt;Crise da Varig &lt;br /&gt;Escândalo das Sanguessugas (Quinta grave crise política do governo Lula. Inicialmente conhecida como Operação Sanguessuga e Escândalo das Ambulâncias) &lt;br /&gt;Escândalo dos Gastos de Combustíveis dos Deputados &lt;br /&gt;CPI da Imigração Ilegal &lt;br /&gt;CPI do Tráfico de Armas &lt;br /&gt;Escândalo da Suposta Ligação do PT com o PCC &lt;br /&gt;Escândalo da Suposta Ligação do PT com o MLST &lt;br /&gt;Operação Confraria &lt;br /&gt;Operação Dominó &lt;br /&gt;Operação Saúva &lt;br /&gt;Escândalo do Vazamento de Informações da Operação Mão-de-Obra &lt;br /&gt;Escândalo dos Funcionários Federais Empregados que não Trabalhavam &lt;br /&gt;Mensalinho nas Prefeituras do Estado de São Paulo &lt;br /&gt;Escândalo dos Grampos no TSE &lt;br /&gt;Escândalo do Dossiê (Sexta grave crise política do governo Lula) &lt;br /&gt;ONG Unitrabalho &lt;br /&gt;Escândalo da Renascer em Cristo &lt;br /&gt;CPI das ONGs &lt;br /&gt;Operação Testamento &lt;br /&gt;CPI do Apagão Aéreo ( Câmara dos Deputados) &lt;br /&gt;Operação Hurricane (também conhecida  Operação Furacão ) &lt;br /&gt;Operação Navalha &lt;br /&gt;Operação Xeque-Mate &lt;br /&gt;Escândalo da Venda da Varig&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/32031277-7068886508434313504?l=posturativa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32031277/posts/default/7068886508434313504'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32031277/posts/default/7068886508434313504'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://posturativa.blogspot.com/2009/11/acervo-historico-progressao-do.html' title='ACERVO  HISTÓRICO Progressão do aprendizado delitivo no eterno &apos;País do Futuro&apos;'/><author><name>Stella</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15642808401317693150</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='25' src='http://bp3.blogger.com/_xOxxLZ7II_I/R_kpbvES1fI/AAAAAAAAAKs/twV4d9yREss/S220/paorkut.bmp'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-32031277.post-2600284289072502679</id><published>2009-09-11T11:16:00.000-07:00</published><updated>2009-09-11T11:23:43.266-07:00</updated><title type='text'>recebi por email</title><content type='html'>ANÁLISE INTRIGANTE!!&lt;br /&gt;Você consegue entender isso??? &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tabela &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_xOxxLZ7II_I/SqqVaXMT3WI/AAAAAAAAANA/sDfq4R-vVCg/s1600-h/tabela.JPG"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 295px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_xOxxLZ7II_I/SqqVaXMT3WI/AAAAAAAAANA/sDfq4R-vVCg/s320/tabela.JPG" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5380276984982265186" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Provável explicação:&lt;br /&gt;A Amazônia tem ouro, nióbio, petróleo, as maiores jazidas de manganês e ferro do mundo, diamante, esmeraldas, rubis, cobre, zinco, prata, a maior biodiversidade do planeta (o que pode gerar grandes lucros aos laboratórios estrangeiros) e outras inúmeras riquezas que somam 14 trilhões de dólares.&lt;br /&gt;Já o nordeste não tem tanta riqueza. Será por isso que lá não há ONGs estrangeiras ajudando os famintos?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há mais ONGs estrangeiras indigenistas e ambientalistas na Amazônia brasileira do que em todo o continente africano, que sofre com a fome, a sede, as guerras civis, as epidemias de AIDS e Ebola, os massacres e as minas terrestres. Você não acha isso, no mínimo, muito suspeito?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É uma reflexão interessante.. É por amor ao próximo ou por amor à riqueza da terra? &lt;br /&gt;Você pensa e decide.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/32031277-2600284289072502679?l=posturativa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32031277/posts/default/2600284289072502679'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32031277/posts/default/2600284289072502679'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://posturativa.blogspot.com/2009/09/recebi-por-email.html' title='recebi por email'/><author><name>Stella</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15642808401317693150</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='25' src='http://bp3.blogger.com/_xOxxLZ7II_I/R_kpbvES1fI/AAAAAAAAAKs/twV4d9yREss/S220/paorkut.bmp'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_xOxxLZ7II_I/SqqVaXMT3WI/AAAAAAAAANA/sDfq4R-vVCg/s72-c/tabela.JPG' height='72' width='72'/></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-32031277.post-3867898871843073397</id><published>2009-07-05T07:56:00.000-07:00</published><updated>2009-07-05T07:57:43.223-07:00</updated><title type='text'>IL CAPO HA SEMPRE RAGIONE</title><content type='html'>Com quais valores se pode educar atualmente uma criança? É dever ensinar aos filhos: sejam honestos, estudem, não mintam, tenham brio, sejam respeitosos? &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em tempos idos isso funcionava. Famílias geravam cidadãos capazes de distinguir entre o certo e o errado, de repudiar o que funcionasse mal. A escola mais que ensinar o alfabeto inculcava desde cedo no indivíduo noções de sociabilidade que incluíam o sentido de pátria. Mesmo a classe política tinha, pelo menos, mais compostura.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Naturalmente sempre houve desonestidade, malandragem, mentira, descaramento, mas a parcela do Brasil que pensava, estudava, trabalhava se distinguia a ponto de dar exemplo. E se costumava dizer que o exemplo vinha de cima, dos pais e das autoridades. Tudo isso ficou para trás. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Certamente o Brasil evoluiu acompanhando a escalada do desenvolvimento mundial, em que pese manter contrastes regionais e disparidades de classe. Entretanto, sofreu brutal involução em termos de valores. Com relação especialmente à classe política, com as honrosas exceções que por ventura existam se pode dizer que o Brasil acanalhou legando como exemplo às futuras gerações mentira, desonestidade, descaramento, falsidade, corrupção.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dirão os defensores dos crimes e dos erros que se presencia, que foi sempre assim desde que Cabral pisou a Ilha de Vera Cruz. Sem duvida tivemos, para usar uma expressão de José Ortega y Gasset, uma “embriogenia defeituosa”. Toco no assunto longamente em dois de meus livros. Num curto artigo isso é impossível. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sobre a sociedade seria necessária outra longa análise que avaliasse as transformações mundiais nas quais o Brasil está inserido, tanto para o bem quanto para o mal. Internamente teríamos que pesquisar as mudanças pelas quais passaram a família, a escola, a religião, enfim, nossos mecanismos de controle social. Deixemos isso, talvez, para outro livro e nos fixemos, ainda que rapidamente, no governo:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em termos governamentais vivemos um paradoxo, pois chegou ao poder o partido que se dizia o único ético, ideológico, dono da verdade. Na quarta eleição presidencial o PT conseguiu colocar no cargo mais alto da República a figura cuidadosamente, longamente trabalhada pelo marketing de um homem de origem humilde. A criatura petista, se relembrada por sua veemente oratória de esquerda simbolizava a redenção do país que, inclusive, seria libertado dos políticos corruptos. Lula e seu partido imaculado nos libertariam dos “300 picaretas”, do Sarney “ladrão”. Nunca mais seriamos conspurcados por caçadores de marajás, por oligarquias indecentes que no poder se locupletam descaradamente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas eis o paradoxo: no poder o PT, que dizia ter o monopólio da ética, se tornou pior que os demais partidos, muito mais imoral, despudoradamente amoral, de um cinismo abjeto quando trata com a mesma naturalidade com que outrora defendia bandeiras de moralidade, suas falcatruas, “mensalões”, dossiês, caixas dois e todos os imorais da República aos quais se associaram.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Seus figurões, como José Dirceu, Antonio Palocci, Gushiken e tantos outros, assim como ministros companheiros ou agregados de outros partidos foram caindo um a um por grossa corrupção. Mas, o que se vê são petistas sempre voltando ao poder porque são cidadãos acima de qualquer suspeita, indivíduos para os quais a lei não funciona, pessoas incomuns eleitas por pessoas comuns que dizem: “se eu estivesse lá faria a mesma coisa. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Vemos, por exemplo, José Dirceu, a todo vapor na campanha de Dilma Rousseff, a ungida de Lula da Silva, aquela que desfeiteia em público com impropérios os que ousam desobedecê-la. O ex-ministro da Casa Civil, deputado cassado, “chefe da quadrilha”, transita com desenvoltura pelo mundo da riqueza que, por sinal, gosta dos lucros que lhe trazem o “pobre operário” e seu partido ex-ético. Dirceu continua a mandar. Faz parte da alta hierarquia mafiosa da República dos pelegos. E Lula, poderoso capo que comanda os três Poderes, ordena ao Senado a permanência de Sarney, não importando o uso e o abuso da coisa pública que vem fazendo indecentemente o oligarca do Maranhão. Afinal, interessa o apoio do PMDB a Dilma Rousseff. É preciso impedir a temida CPI da Petrobras. A ética que se lixe,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aliás, Lula da Silva tem se aliado também à escória mundial. Terroristas e déspotas dos mais asquerosos são por ele louvados como seus amigos, seus líderes, seus ídolos. Na América Latina está irmanado ao tirano Fidel Castro, ao ditador Hugo Chávez e seus asseclas. Agora Lula diz que o G8 não tem mais expressão. Sonhará ele com outra ordem mundial? Nessa nova ordem é preciso esmagar a pequena Honduras em nome de alegado golpe que não passou de defesa constituição do país contra a ingerência de Hugo Chávez, ditador de fato da Venezuela. Mas o tirano Ahmadinejad com sua eleição fraudada no Irã tem todo apoio de Lula da Silva e do PT.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E que não se diga que é preconceito externar essas verdades. Origem pobre nunca quis dizer mau-caratismo ou safadeza. O rico presidente da República, criatura fabricada por seu desmoralizado partido, tornou-se o capo da máfia governamental. Resultado: no Brasil degradado em República dos Bananas, Il capo ha sempre ragione. Tristes trópicos!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Maria Lucia Victor Barbosa&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/32031277-3867898871843073397?l=posturativa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32031277/posts/default/3867898871843073397'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32031277/posts/default/3867898871843073397'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://posturativa.blogspot.com/2009/07/il-capo-ha-sempre-ragione.html' title='IL CAPO HA SEMPRE RAGIONE'/><author><name>Stella</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15642808401317693150</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='25' src='http://bp3.blogger.com/_xOxxLZ7II_I/R_kpbvES1fI/AAAAAAAAAKs/twV4d9yREss/S220/paorkut.bmp'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-32031277.post-565545689605104858</id><published>2009-06-20T10:30:00.000-07:00</published><updated>2009-06-20T10:31:51.611-07:00</updated><title type='text'>O AIATOLÁ LULA DA SILVA</title><content type='html'>O presidente Lula da Silva para uso interno, ou seja, no Brasil, é visto por companheiros e admiradores como uma espécie de aiatolá, uma criatura dotada de poderes supremos. Ele paira acima de qualquer suspeita, de qualquer lei, faça o que fizer, diga o que lhe passar pelo bestunto. Frei Betto chamou Lula da Silva de ‘luz do mundo”. A propaganda tratou de divinizar o “pobre operário” no altar da pátria como um redentor capaz de redimir pobres e oprimidos. Funcionou bem a religião de Estado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em tempos idos o PT foi uma espécie de seita religiosa com dogmas, credos e auréola. Seus adeptos diziam orgulhosamente pertencer ao único partido ético do Brasil e o fanatismo dos militantes era tal que granjeou ao PT a alcunha de Partido do Taleban, zombaria que os seguidores de Lula-lá reagiam com ira revolucionária. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Da época da “santidade” petista nada restou, pois a chegada ao poder sempre transforma revolucionários naquilo que sempre foram contra. E eles costumam serem mais corruptos, mais aproveitadores, mais gananciosos, mais apegados aos privilégios do que seus antecessores, pouco se lixando para os que outrora disseram defender. Ex-revolucionários costumam ir à forra sublimando seus recalques, vingando-se da vida anterior medíocre, sem brilho, sem a fascinante grandeza que os cobiçados cargos conferem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O PT foi à forra quando na quarta tentativa emplacou o ex-sindicalista. O grande sacerdote José Dirceu tornou o Estado território sagrado dos companheiros. E do cargo mais alto da República Sindicalista, com o aiatolá Lula, a sacerdotisa Dilma, ou quem for eles não saem mais. Para manter a permanência, contudo, é necessário que Lula garanta e proteja sua “guarda” nada revolucionária que incorpora não só a elite dos companheiros, como os “basij”, “reservistas” constituídos pelos adeptos de outros partidos, de banqueiros, de grandes empreiteiros, de grandes empresários, enfim, o eleitorado pouco mencionado, mas vital para que o PT permaneça por pelo menos mais vinte anos no poder, tempo sempre ventilado sutilmente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Internamente, segundo pesquisas de opinião, o prestígio de Lula da Silva cresce não só na massa dos agraciados com as bolsas esmolas, mas também em meio à elite financeira que sustenta as custosas campanhas de Lula e dos petistas. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Externamente, contudo, o bestialógico do presidente da República, constante em suas numerosas viagens, além de incidentes diplomáticos como o havido no caso do assassino e terrorista italiano, Cesare Battisti, protegido do Ministro da Justiça, devem esta minando a imagem do próprio país no exterior. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A última conversa de botequim de Lula da Silva aconteceu na ONU, quando comentou em forma de piada futebolística sobre as eleições no Irã e os protestos de milhões de iranianos, eleitores de Mir Hossein Mousavi, que alegam ter havido fraudes no pleito que reelegeu Mahmoud Ahmadinejad. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O presidente brasileiro afirmou que as manifestações violentas nas quais pessoas morreram e outras ficaram feridas, eram apenas “coisa entre flamenguistas e vascaínos”, “choro de perdedores.” Duvidando das fraudes grosseiras cada vez mais evidentes na eleição iraniana, Lula da Silva contou que pretende fazer mais uma viagem, desta vez ao Irã, e que Ahmadinejad pode vir ao Brasil na hora que quiser. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Anteriormente Ahmadinejad, o homem que odeia os Estados Unidos, prega a destruição de Israel, nega o Holocausto cancelara sua vinda ao Brasil por conta dos protestos de judeus e de movimentos sociais. Contudo, o presidente brasileiro respalda também as detenções arbitrárias e a brutal censura que se estende no Irã aos partidários de Mousavi, inclusive, as feitas na Internet. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Digamos que para uso externo Lula da Silva não fez bonito diante das críticas dos líderes europeus às eleições iranianas, e mesmo perante a neutralidade norte-americana. Ele parecendo exultante diante da vitória do companheiro Ahmadinejad e se uniu a Hugo Chávez, a quem considera um democrata, e ao déspota da Coréia do Norte, Kim Jong-il, nos cumprimentos ao iraniano reeleito, o que evidencia a atual tendência da política externa brasileira de se agregar à escória mundial. E o gracejo, “flamenguistas e vascaínos”, traduziu mais um vexame internacional que fez corar os brasileiros que prezam a democracia, a liberdade e possuem respeito pelos direitos humanos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não é à-toa que ONGs internacionais deploram o papel que o Brasil vem tendo no tocante ao apoio dado a países que não respeitam os direitos humanos. Mas, para uso interno, o aiatolá Lula da Silva provoca êxtases e ainda terá reforço considerável na mídia que lhe dá azia, segundo sua afirmação. Além de não sair da TV, de deitar falação no programa semanal de rádio, Café com o Presidente, ele terá uma coluna de perguntas e respostas em jornais e um blog especial – imitação do blog do presidente Barack Obama – para comunicação mais coloquial com eleitores. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Conforme Franklin Martins, ministro da Comunicação Social: “em 2008 (as verbas de publicidade) alcançaram 5.297 órgãos de comunicação em 1.149 municípios – um aumento da ordem de 961%” (O Estado de S. Paulo, 16/06/2009). E, assim sendo, internamente, o aiatolá Lula da Silva seguirá sendo um sucesso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Maria Lucia Victor Barbosa&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/32031277-565545689605104858?l=posturativa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32031277/posts/default/565545689605104858'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32031277/posts/default/565545689605104858'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://posturativa.blogspot.com/2009/06/o-aiatola-lula-da-silva.html' title='O AIATOLÁ LULA DA SILVA'/><author><name>Stella</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15642808401317693150</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='25' src='http://bp3.blogger.com/_xOxxLZ7II_I/R_kpbvES1fI/AAAAAAAAAKs/twV4d9yREss/S220/paorkut.bmp'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-32031277.post-7638121870475889651</id><published>2008-06-03T14:12:00.000-07:00</published><updated>2008-06-03T14:14:36.616-07:00</updated><title type='text'>Cuidado com a vulnerabilidade externa</title><content type='html'>A economia brasileira vem aumentando substancialmente a sua vulnerabilidade externa. Não deixa ser curiosa essa afirmação, diante do fato de o País contar com um volume recorde de US$ 200 bilhões em reservas cambiais, registrar expressivo ingresso de investimentos estrangeiros e de ter acabado de ser promovido ao grau de investimento por duas das três principais agências de classificação de risco internacionais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Apesar desses indicadores positivos, no entanto, há um dado que tem preocupado. A conta de transações correntes do balanço de pagamentos está deficitária em US$ 14,7 bilhões, nos 12 meses acumulados até abril deste ano. Essa conta é o resultado dado pelo saldo da balança comercial (exportações e importações), mais o saldo do balanço de serviços (pagamentos de juros sobre endividamento externo, remessas de lucros e dividendos ao exterior, gastos de viagens internacionais, etc.). Mais do que o volume desse montante em si, chama a atenção a velocidade de deterioração do seu resultado. Há apenas um ano, esse mesmo dado era superavitário em US$ 13,9 bilhões. Ou seja, houve uma inversão de posição de credora para devedora da ordem de quase US$ 29 bilhões em apenas 12 meses, revelando uma trajetória preocupante.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A principal causa da deterioração do resultado em transações correntes tem sido a excessiva valorização do real ante as demais moedas. O câmbio baixo incentiva importações, ao mesmo tempo que desestimula as exportações, especialmente as de maior valor agregado. Os dados da Fundação Centro de Estudos do Comércio Exterior (Funcex) são, nesse ponto, elucidativos. O volume quantum (que não considera a variação de preços) de exportações de industrializados nos 12 meses acumulados até abril cresceu apenas 0,9%, enquanto as importações desse mesmo item cresceram 21,3%. O que continua assegurando um saldo comercial positivo na balança comercial são os produtos básicos, um vez que, apesar de terem crescido apenas 1,6% em volume, os preços exportados cresceram 23,2%, no mesmo período.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O problema é que estamos cada vez mais dependentes de produtos básicos, cujos demanda e preços no mercado internacional tendem a ser mais voláteis. Além disso, como o valor agregado doméstico é muito baixo, a sua contribuição para a geração de tecnologia, renda e empregos locais é bastante limitada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O câmbio baixo também é um estímulo às remessas de lucros e dividendos para o exterior, que têm crescido significativamente, impactando a balança de serviços. Um argumento recorrente daqueles que minimizam o problema é que os ingressos de investimentos externos, diretos e portfólio têm superado, com folga, o déficit externo. De fato, isso vem ocorrendo, mas não garante a blindagem do País. Historicamente, sempre que o Brasil incorreu em déficits externos elevados, acima de 4% do produto interno bruto (PIB), ficou mais vulnerável. No final da década de 1990, o déficit externo superou os 5% do PIB e, apesar do então recorde no ingresso de investimentos diretos estrangeiros, isso não impediu a crise cambial do início de 1999.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nos últimos meses, observam-se ações do governo em medidas que podem colaborar para incentivar as exportações e a produção local. Houve medidas cambiais e também o anúncio da Política de Desenvolvimento Produtivo. No entanto, o elevado diferencial entre a taxa de juros doméstica e a internacional, associada à queda da percepção de risco, dada também pela reclassificação obtida junto às agências, tem acentuado a valorização do real. As medidas podem amenizar esses efeitos, mas não os alteram substancialmente no curto prazo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A experiência brasileira já demonstrou que, em se tratando de câmbio, é melhor prevenir do que remediar. O câmbio flutuante em algum momento promoveria uma correção no seu preço. O ajuste, no entanto, poderá ser tardio e traumático. É melhor se antecipar e corrigir a distorção cambial enquanto as condições são favoráveis, o que somente será bem-sucedido se coadunado com ajustes nas áreas fiscal e monetária. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;*Antonio Corrêa de Lacerda, professor-doutor da PUC-SP, doutor em Economia pela Unicamp, é co-autor, entre outros livros, de Economia &lt;br /&gt;Brasileira (Saraiva) E mail aclacerda@pucsp.br &lt;/em&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/32031277-7638121870475889651?l=posturativa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32031277/posts/default/7638121870475889651'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32031277/posts/default/7638121870475889651'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://posturativa.blogspot.com/2008/06/cuidado-com-vulnerabilidade-externa.html' title='Cuidado com a vulnerabilidade externa'/><author><name>Stella</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15642808401317693150</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='25' src='http://bp3.blogger.com/_xOxxLZ7II_I/R_kpbvES1fI/AAAAAAAAAKs/twV4d9yREss/S220/paorkut.bmp'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-32031277.post-4421383823340240902</id><published>2008-05-30T12:02:00.000-07:00</published><updated>2008-05-30T12:05:41.778-07:00</updated><title type='text'>O déficit do governo caiu ou subiu?</title><content type='html'>VINICIUS TORRES FREIRE &lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;Mesmo com receita recorde, balanço de União, Estados e cidades mostra que falta mais dinheiro para fechar a conta&lt;br /&gt; &lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;O "GOVERNO" não fechava seu balanço no azul, num início do ano, desde que começou a fazer essa conta direitinho, faz uns 17 anos. Era o que a gente ouvia ontem, de maneira mais ou menos enrolada, depois que foram divulgados os "resultados fiscais do setor público". Ouvia-se que o governo teve superávit nominal entre janeiro e abril. Mas estão dourando a pílula -o déficit do setor público aumentou, no acumulado de 12 meses. &lt;br /&gt;O "governo", no caso, não é apenas aquele administrado por Lula. As contas do setor público, de onde sai a numeralha de superávits e déficits, primários e nominais, é o balanço de receita de impostos e despesas de governo federal (inclusive INSS e Banco Central), Estados, municípios e estatais. Como o governo federal é maior e dispõe de mais facilidade de manipular receita e despesa, recebe mais destaque, ataques etc. &lt;br /&gt;Como se dizia, o déficit do setor público acumulado em 12 meses aumentou, de março para abril. Por que fazer a conta somando os dados dos últimos 12 meses, como se o ano houvesse terminado em abril? Para evitar o efeito muita vez ilusório de flutuações típicas de um período do ano ("sazonais"). Pensando na economia doméstica: a gente tende a se dar mal se achar que teve um "superávit" (ficou no azul) baseado só no salário de dezembro, pois nesse mês se recebe o décimo terceiro. &lt;br /&gt;O governo teve déficit nominal nos últimos 12 meses -isso inclui a conta de juros. O governo ("setor público") vem tendo superávit primário (que não inclui a conta de juros) faz uma década e pouco, mas ainda fica no vermelho quando põe no balanço a conta dos juros da dívida pública. Fica no vermelho no equivalente a 1,9% do PIB. São R$ 50 bilhões. Mais que todo o orçamento federal da saúde para este ano. &lt;br /&gt;Isto posto, ressalte-se, o déficit do setor público cresceu de março para abril devido à poupança menor de Estados, cidades e das estatais federais. Estados e municípios também pouparam menos de janeiro a abril. &lt;br /&gt;Tanto o resultado melhor nos últimos 12 meses como o deste ano, alardeado ontem, deveram-se quase todos ao governo federal, de Lula. &lt;br /&gt;Por que o resultado do governo federal melhorou de dezembro para cá (no déficit nominal)? Cerca de 45% da melhora deveu-se à queda relativa da despesa com juros. Uns outros 13% devido à redução do déficit do INSS (da Previdência). O resto veio de maior superávit primário (despesas menos receitas, sem contar gastos com juros). Bom? &lt;br /&gt;Bem, a receita federal de impostos vem crescendo muito, 12% ao ano. &lt;br /&gt;Tem havido muita receita extraordinária, e o governo gastava menos em parte porque não tinha Orçamento aprovado até março. Mas o resultado positivo deste início de ano tende a não se repetir -o próprio Orçamento federal prevê um aumento de gastos de 12% em 2008. A despesa com juros vai engrossar. E o PIB não deve crescer como em 2007. &lt;br /&gt;Enfim, o superávit primário acumulado em 12 meses, ora em 4,23% do PIB, tende a se aproximar mais do resultado previsto na meta oficial (de 3,8%). Em março, o superávit era maior, de 4,46% do PIB. Se o ano tivesse terminado em abril, o superávit primário teria sido inferior àquele que o Ministério da Fazenda pretende atingir a fim de financiar seu fundo soberano.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/32031277-4421383823340240902?l=posturativa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32031277/posts/default/4421383823340240902'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32031277/posts/default/4421383823340240902'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://posturativa.blogspot.com/2008/05/o-dficit-do-governo-caiu-ou-subiu.html' title='O déficit do governo caiu ou subiu?'/><author><name>Stella</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15642808401317693150</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='25' src='http://bp3.blogger.com/_xOxxLZ7II_I/R_kpbvES1fI/AAAAAAAAAKs/twV4d9yREss/S220/paorkut.bmp'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-32031277.post-897340019591864309</id><published>2008-05-26T14:19:00.001-07:00</published><updated>2008-05-26T14:46:28.625-07:00</updated><title type='text'>É preciso acordar!</title><content type='html'>O potencial de dano causado pelo atual governo ainda não foi devidamente avaliado. Digo potencial porque, até o momento, mesmo o que já foi causado ainda não se fez sentir na sua plenitude e, portanto, muito menos há projeções confiáveis do que nos aguarda. Apesar de uma parcela da opinião pública e da imprensa fervilhar com notícias e comentários sobre questões éticas ou mesmo criminais, relacionadas ao partido dominante e seus acólitos, o dano mais profundo nesse aspecto não é o que fazem e têm feito, mas sim o fato de haverem alcançado um patamar relativamente confortável de inimputabilidade. Ser inimputável é um atributo que todos invejam.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lula, uma espécie de saúva rainha que garante o futuro do formigueiro, é o nosso Macunaíma, o herói sem nenhum caráter com o qual, a julgar pelas faladas pesquisas, a nação resolveu se identificar. Alguns vêem a seqüência de sacrifícios humanos que o tem preservado como fruto de um maquiavelismo ardiloso para evitar sombras e alternativas. Pessoalmente, creio que se trata de outro fenômeno: proteção, a qualquer custo, do logotipo do projeto de poder. Independentemente do elevado grau de egolatria em que a figura mergulha cada vez mais, o fato é que sem o autodenominado 'metamorfose ambulante' o formigueiro desmorona. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ninguém, na oposição, se deu ao trabalho de enxergar e interferir nesse processo antes que esse absurdo grau de blindagem fosse atingido. Houve época em que teria sido relativamente fácil evitar a fabricação do mito, mas no meio político a vocação dominante é para cuidar do próprio umbigo. Há poucos dias, quando ninguém mais esperava, alguém quebrou um copo em meio ao silêncio do banquete. Foi preciso que um General do Exército, de carreira brilhante construída passo a passo, através de trabalho e estudo (coisas totalmente estranhas ao apedeuta-mór) dissesse o óbvio: está sendo colocada em risco a soberania nacional e a integridade do nosso território, fruto do empenho e do sacrifício de gerações. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lembro-me que na minha juventude de estudante, o lema nacionalista compatível com a ingenuidade daqueles tempos era 'Integrar para não Entregar'. Não é uma frase brilhante, mas pelo menos era bem intencionada e incentivava o desenvolvimento e a busca de um encontro com as regiões mais distantes e desfavorecidas do país. O lema agora parece ser outro. Algo como 'Desintegrar para Entregar', fingindo-se ignorar as conseqüências da criação das tais 'nações'  indígenas junto à fronteira. Os militares brasileiros têm sido estóicos no seu disciplinado silêncio, mesmo quando injustamente atacados por gente que se auto-proclama 'defensores da democracia' nos ditos 'anos de chumbo'. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na verdade, a esmagadora maioria deles constituída de ferrenhos defensores do despotismo e da submissão do país a projetos revolucionários comunistas de inspiração soviética, cubana, maoísta e quejandos. Mas o silêncio que os militares não romperam para se defender, foi rompido ao ser posta em causa a soberania nacional, alertando, pela voz do General Heleno e dos que o secundaram, sobre os absurdos que se vem cometendo com malícia e cinismo inigualável. O General foi corajoso e claro, mas manteve-se rigorosamente dentro dos limites das suas atribuições. Nós, que não temos outras atribuições além do simples dever de cidadãos, podemos ir um pouco mais além. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A desintegração que vem sendo plantada não alcança apenas fronteiras ou tão-somente o plano físico da nação. O simples fato de se atreverem a tomar medidas como as que atualmente cursam em Roraima, mostra o grau de desarticulação a que chegamos, pois o razoável seria que tais absurdos nem fossem tentados ou encontrassem imediata reação por parte da opinião pública, do Congresso e de outras instituições permanentes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao contrário, assistimos a invasões em salvas por grupos de cangaço acumpliciados com o próprio partido governante; distribuição de pedaços de território para 'nações' indígenas; outros pedaços para supostos 'quilombolas' que jamais tiveram existência legal e nem factual; dinheiro à farta para ONGs que brotam como cogumelos à sombra do governo; invasões de propriedades, de usinas energéticas e de órgãos públicos, sempre contando com a compreensão dos 'cumpanhêros'.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se há algo característico na linha doutrinária a que esse governo se filia é a dedicação, que não pode ser casual, ao plantio generalizado de antagonismos: pobres contra ricos; negros contra brancos (o mestiço foi abolido); nordestinos contra sudestinos; índios contra não-índios; patrões contra empregados e assim por diante. Mais do que duas categorias atrapalha. O discurso sindical, no qual foram criados, vive disso. A política sindical que praticam não é capaz de atuar de outra forma. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cultiva antagonismos irreconciliáveis para vender serviços de intermediação. Por seu turno os sindicalistas - ninguém estranhe - amam o usufruto das vantagens oferecidas pela projeção pessoal e pela capacidade de se fazerem temidos. No plano internacional vige uma atitude seletivamente complacente que já vai se tornando muito perigosa. Demonstrações de fraqueza, a história ensina, só se prestam a atrair hostilidade. De um lado, bravatas contra os países 'ricos', cujos dirigentes apreciam o nosso presidente com a condescendência curiosa de quem observa um personagem exótico da National Geographic; do outro, rasgação-de-seda junto a ditadores e pretendentes a tal, particularmente na vizinhança. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O dinheiro do contribuinte brasileiro, que paga tanto em troca de tão pouco, está à disposição para fazer concessões a outros bravateiros. Os militares, educados para amar mais à pátria do que a si próprios, saíram do silêncio para dizer que não se esqueceram da sua missão nem abdicaram dela. Se há instituições integradoras no Brasil, estas são as Forças Armadas. Na minha juventude, conheci lugares Brasil adentro que só existiam graças ao avião da FAB que lá pousava com obsessiva regularidade. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Exército sempre foi a organização onde cor, etnia, credo e origem social ou econômica nunca se constituíram em obstáculo para nada. Leia-se um pouco a biografia do Marechal Rondon, tão comentado quando é lembrada a questão indígena, para saber o que é isso. Os militares podem defender nossas fronteiras com fuzis de 43 anos de uso, como informa o General Heleno, mas não podem nos defender de nós mesmos. Se a sociedade brasileira consentir em ser dividida em partes e cotas antagônicas, tornar-se estúpida a ponto de se deixar paralisar pelas parvoíces do 'politicamente correto', não haverá exército no mundo capaz de nos proteger, pois só poderão, em qualquer circunstância, agir em consonância com o que nós somos e queremos ser.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ódios e antagonismos, que apesar das nossas mazelas e deficiências nunca prosperaram, estão sendo aqui introduzidos pelo mais medíocre e obtuso dos caminhos: a importação forçada de conceitos e idéias idiotas, nascidas do mais rasteiro sub-academicismo americano e europeu, gerador do tal 'multiculturalismo' pelo qual, eles próprios, vêm pagando um preço terrível. Na nossa versão dessa guerra cultural, a plástica e original 'civilização dos trópicos', prognosticada pelo genial Gilberto Freyre, vai sendo, por sua vez, lançada ao lixo por um bando de aleijões intelectuais, ressentidos e invejosos daqui e d'além.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se algum dia vier a ocorrer a fragmentação física do Brasil - Deus permita que, então, eu já esteja na Sua companhia, isso só terá sido possível porque antes nos fragmentamos internamente. De pouco nos valerá, então, o brio e a lealdade das nossas maltratadas Forças Armadas, porque já não haverá o que defender. Quando o General Heleno lembra que as instituições permanentes servem antes à Nação que ao governo, devemos entender que há um espaço onde os combatentes somos todos nós. A guerra cultural não se trava com fuzis e metralhadoras, mas também exige coragem, inteligência, planejamento estratégico, logística e tudo mais. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Brasil está se tornando o paraíso dos atrevidos, onde tudo se exige de uns e tudo se permite a outros; onde bandidos são considerados vítimas da sociedade e cidadãos que reagem taxados de irresponsáveis; onde empreendedores são vistos com desprezo, mas invasores são intocáveis; onde o trabalhador tem seu dinheiro tomado, compulsoriamente, para sindicatos e centrais, mas o presidente veta a exigência de qualquer prestação de contas desses recursos ao Tribunal de Contas; onde instituições vitais são tratadas a pão e água, enquanto se distribuem bilhões para uma malta onde cabe de tudo um pouco, desde desertores e assassinos, até simples espertalhões do mundo artístico. Acho que é preciso acordar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;*João de Oliveira Nemo é sociólogo e consultor de empresas. &lt;/strong&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/32031277-897340019591864309?l=posturativa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32031277/posts/default/897340019591864309'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32031277/posts/default/897340019591864309'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://posturativa.blogspot.com/2008/05/preciso-acordar_26.html' title='É preciso acordar!'/><author><name>Stella</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15642808401317693150</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='25' src='http://bp3.blogger.com/_xOxxLZ7II_I/R_kpbvES1fI/AAAAAAAAAKs/twV4d9yREss/S220/paorkut.bmp'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-32031277.post-5636752529002256890</id><published>2008-05-26T14:19:00.000-07:00</published><updated>2008-05-26T14:23:02.354-07:00</updated><title type='text'>É preciso acordar!</title><content type='html'>O potencial de dano causado pelo atual governo ainda não foi devidamente avaliado. Digo potencial porque, até o momento, mesmo o que já foi causado ainda não se fez sentir na sua plenitude e, portanto, muito menos há projeções confiáveis do que nos aguarda. Apesar de uma parcela da opinião pública e da imprensa fervilhar com notícias e comentários sobre questões éticas ou mesmo criminais, relacionadas ao partido dominante e seus acólitos, o dano mais profundo nesse aspecto não é o que fazem e têm feito, mas sim o fato de haverem alcançado um patamar relativamente confortável de inimputabilidade. Ser inimputável é um atributo que todos invejam.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lula, uma espécie de saúva rainha que garante o futuro do formigueiro, é o nosso Macunaíma, o herói sem nenhum caráter com o qual, a julgar pelas faladas pesquisas, a nação resolveu se identificar. Alguns vêem a seqüência de sacrifícios humanos que o tem preservado como fruto de um maquiavelismo ardiloso para evitar sombras e alternativas. Pessoalmente, creio que se trata de outro fenômeno: proteção, a qualquer custo, do logotipo do projeto de poder. Independentemente do elevado grau de egolatria em que a figura mergulha cada vez mais, o fato é que sem o autodenominado 'metamorfose ambulante' o formigueiro desmorona. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ninguém, na oposição, se deu ao trabalho de enxergar e interferir nesse processo antes que esse absurdo grau de blindagem fosse atingido. Houve época em que teria sido relativamente fácil evitar a fabricação do mito, mas no meio político a vocação dominante é para cuidar do próprio umbigo. Há poucos dias, quando ninguém mais esperava, alguém quebrou um copo em meio ao silêncio do banquete. Foi preciso que um General do Exército, de carreira brilhante construída passo a passo, através de trabalho e estudo (coisas totalmente estranhas ao apedeuta-mór) dissesse o óbvio: está sendo colocada em risco a soberania nacional e a integridade do nosso território, fruto do empenho e do sacrifício de gerações. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lembro-me que na minha juventude de estudante, o lema nacionalista compatível com a ingenuidade daqueles tempos era 'Integrar para não Entregar'. Não é uma frase brilhante, mas pelo menos era bem intencionada e incentivava o desenvolvimento e a busca de um encontro com as regiões mais distantes e desfavorecidas do país. O lema agora parece ser outro. Algo como 'Desintegrar para Entregar', fingindo-se ignorar as conseqüências da criação das tais 'nações'  indígenas junto à fronteira. Os militares brasileiros têm sido estóicos no seu disciplinado silêncio, mesmo quando injustamente atacados por gente que se auto-proclama 'defensores da democracia' nos ditos 'anos de chumbo'. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na verdade, a esmagadora maioria deles constituída de ferrenhos defensores do despotismo e da submissão do país a projetos revolucionários comunistas de inspiração soviética, cubana, maoísta e quejandos. Mas o silêncio que os militares não romperam para se defender, foi rompido ao ser posta em causa a soberania nacional, alertando, pela voz do General Heleno e dos que o secundaram, sobre os absurdos que se vem cometendo com malícia e cinismo inigualável. O General foi corajoso e claro, mas manteve-se rigorosamente dentro dos limites das suas atribuições. Nós, que não temos outras atribuições além do simples dever de cidadãos, podemos ir um pouco mais além. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A desintegração que vem sendo plantada não alcança apenas fronteiras ou tão-somente o plano físico da nação. O simples fato de se atreverem a tomar medidas como as que atualmente cursam em Roraima, mostra o grau de desarticulação a que chegamos, pois o razoável seria que tais absurdos nem fossem tentados ou encontrassem imediata reação por parte da opinião pública, do Congresso e de outras instituições permanentes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao contrário, assistimos a invasões em salvas por grupos de cangaço acumpliciados com o próprio partido governante; distribuição de pedaços de território para 'nações' indígenas; outros pedaços para supostos 'quilombolas' que jamais tiveram existência legal e nem factual; dinheiro à farta para ONGs que brotam como cogumelos à sombra do governo; invasões de propriedades, de usinas energéticas e de órgãos públicos, sempre contando com a compreensão dos 'cumpanhêros'.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se há algo característico na linha doutrinária a que esse governo se filia é a dedicação, que não pode ser casual, ao plantio generalizado de antagonismos: pobres contra ricos; negros contra brancos (o mestiço foi abolido); nordestinos contra sudestinos; índios contra não-índios; patrões contra empregados e assim por diante. Mais do que duas categorias atrapalha. O discurso sindical, no qual foram criados, vive disso. A política sindical que praticam não é capaz de atuar de outra forma. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cultiva antagonismos irreconciliáveis para vender serviços de intermediação. Por seu turno os sindicalistas - ninguém estranhe - amam o usufruto das vantagens oferecidas pela projeção pessoal e pela capacidade de se fazerem temidos. No plano internacional vige uma atitude seletivamente complacente que já vai se tornando muito perigosa. Demonstrações de fraqueza, a história ensina, só se prestam a atrair hostilidade. De um lado, bravatas contra os países 'ricos', cujos dirigentes apreciam o nosso presidente com a condescendência curiosa de quem observa um personagem exótico da National Geographic; do outro, rasgação-de-seda junto a ditadores e pretendentes a tal, particularmente na vizinhança. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O dinheiro do contribuinte brasileiro, que paga tanto em troca de tão pouco, está à disposição para fazer concessões a outros bravateiros. Os militares, educados para amar mais à pátria do que a si próprios, saíram do silêncio para dizer que não se esqueceram da sua missão nem abdicaram dela. Se há instituições integradoras no Brasil, estas são as Forças Armadas. Na minha juventude, conheci lugares Brasil adentro que só existiam graças ao avião da FAB que lá pousava com obsessiva regularidade. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Exército sempre foi a organização onde cor, etnia, credo e origem social ou econômica nunca se constituíram em obstáculo para nada. Leia-se um pouco a biografia do Marechal Rondon, tão comentado quando é lembrada a questão indígena, para saber o que é isso. Os militares podem defender nossas fronteiras com fuzis de 43 anos de uso, como informa o General Heleno, mas não podem nos defender de nós mesmos. Se a sociedade brasileira consentir em ser dividida em partes e cotas antagônicas, tornar-se estúpida a ponto de se deixar paralisar pelas parvoíces do 'politicamente correto', não haverá exército no mundo capaz de nos proteger, pois só poderão, em qualquer circunstância, agir em consonância com o que nós somos e queremos ser.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ódios e antagonismos, que apesar das nossas mazelas e deficiências nunca prosperaram, estão sendo aqui introduzidos pelo mais medíocre e obtuso dos caminhos: a importação forçada de conceitos e idéias idiotas, nascidas do mais rasteiro sub-academicismo americano e europeu, gerador do tal 'multiculturalismo' pelo qual, eles próprios, vêm pagando um preço terrível. Na nossa versão dessa guerra cultural, a plástica e original 'civilização dos trópicos', prognosticada pelo genial Gilberto Freyre, vai sendo, por sua vez, lançada ao lixo por um bando de aleijões intelectuais, ressentidos e invejosos daqui e d'além.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se algum dia vier a ocorrer a fragmentação física do Brasil - Deus permita que, então, eu já esteja na Sua companhia, isso só terá sido possível porque antes nos fragmentamos internamente. De pouco nos valerá, então, o brio e a lealdade das nossas maltratadas Forças Armadas, porque já não haverá o que defender. Quando o General Heleno lembra que as instituições permanentes servem antes à Nação que ao governo, devemos entender que há um espaço onde os combatentes somos todos nós. A guerra cultural não se trava com fuzis e metralhadoras, mas também exige coragem, inteligência, planejamento estratégico, logística e tudo mais. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Brasil está se tornando o paraíso dos atrevidos, onde tudo se exige de uns e tudo se permite a outros; onde bandidos são considerados vítimas da sociedade e cidadãos que reagem taxados de irresponsáveis; onde empreendedores são vistos com desprezo, mas invasores são intocáveis; onde o trabalhador tem seu dinheiro tomado, compulsoriamente, para sindicatos e centrais, mas o presidente veta a exigência de qualquer prestação de contas desses recursos ao Tribunal de Contas; onde instituições vitais são tratadas a pão e água, enquanto se distribuem bilhões para uma malta onde cabe de tudo um pouco, desde desertores e assassinos, até simples espertalhões do mundo artístico. Acho que é preciso acordar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;*João de Oliveira Nemo é sociólogo e consultor de empresas. &lt;/strong&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/32031277-5636752529002256890?l=posturativa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32031277/posts/default/5636752529002256890'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32031277/posts/default/5636752529002256890'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://posturativa.blogspot.com/2008/05/preciso-acordar.html' title='É preciso acordar!'/><author><name>Stella</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15642808401317693150</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='25' src='http://bp3.blogger.com/_xOxxLZ7II_I/R_kpbvES1fI/AAAAAAAAAKs/twV4d9yREss/S220/paorkut.bmp'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-32031277.post-5106897229039723246</id><published>2008-05-16T14:20:00.000-07:00</published><updated>2008-05-16T14:22:31.628-07:00</updated><title type='text'>Tributos tiram mais dos pobres, diz Ipea</title><content type='html'>&lt;strong&gt;Carga fiscal para a baixa renda é maior do que para os mais ricos, segundo instituto, que defende elevar IR para classe alta&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pobres pagam 44% mais imposto, em proporção à sua renda, que os ricos, segundo estudo do instituto com dados de 2002 e 2003 &lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;JULIANA ROCHA&lt;/strong&gt; DA SUCURSAL DE BRASÍLIA &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O presidente do Ipea, Marcio Pochmann, alertou ontem de que a reforma tributária que foi enviada pelo governo ao Congresso não ajudará a reduzir as desigualdades sociais e de renda no Brasil. Em palestra no Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social, chamado de Conselhão, Pochmann apresentou dados mostrando que os pobres pagam 44% mais imposto, em proporção à sua renda, que os ricos.&lt;br /&gt;Segundo o levantamento do Ipea (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada), com dados de rendimento de 2002 e 2003, os 10% mais pobres do país gastam 32,8% da renda com impostos. A renda média dessa faixa da população era de R$ 49,8 por mês.&lt;br /&gt;Embora não paguem Imposto de Renda, são famílias que consomem bens com alta carga de impostos indiretos, como os da cesta básica.&lt;br /&gt;Já os 10% mais ricos do país gastam 22,7% do seu rendimento com impostos. A renda mensal destes era de R$ 2.178. Pochmann justificou que a reforma tributária do governo será benéfica para os Estados, mas não para a população mais pobre.&lt;br /&gt;"Não temos uma reforma tributária que fizesse com que os ricos de fato pagassem impostos de forma mais progressiva e, por conta disso, o maior ônus da tributação recai sobre os mais pobres. A proposta apresentada está dialogando com a eficiência econômica e com a repartição dos tributos do ponto de vista dos entes federativos", afirmou.&lt;br /&gt;Na mesma palestra, ele criticou o fato de o Brasil ter apenas duas faixas de IR para a pessoa física, de 15% e 27,5%, embora sejam progressivas.&lt;br /&gt;Ele afirmou que os países desenvolvidos (que oferecem serviços públicos de melhor qualidade que o Brasil) têm até 12 faixas diferentes de IR, com alíquotas que chegam a 60%. Citou exemplos como a Alemanha, que tem três alíquotas entre 22,9% e 53% do rendimento anual. Ou a França, com 12 alíquotas entre 5% e 57%.&lt;br /&gt;Pochmann lembrou a época da ditara militar no Brasil, em que o país tinha 12 faixas de renda para o IR, com alíquotas que chegavam a 55%.&lt;br /&gt;"O regime militar, por exemplo, tinha política de imposto de renda mais voltada para a redução da iniqüidade. Chegamos a ter 13 faixas de tributação, e os níveis mais baixos pagavam menos imposto que atualmente. O IR com apenas duas faixas retira o potencial redistributivo que poderia ter", afirmou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mansão e favela&lt;br /&gt;Pochmann apresentou dados que mostram a incidência de tributos mais forte entre os pobres. Segundo ele, 1,8% da renda dos mais pobres é gasta com IPTU, enquanto 1,4% da renda dos mais ricos é gasta com o imposto. "O IPTU das mansões é proporcionalmente menor que o da favela", disse.&lt;br /&gt;O efeito dos impostos indiretos, segundo ele, também é maior para as classes de baixa renda. Os 10% mais pobres do país sofrem com incidência de 29,7% de carga tributária, enquanto para os mais ricos essa carga de tributos indiretos é de 10,7%. O estudo mostra, por exemplo, que 16% da renda dos 10% mais pobres é gasta com ICMS, enquanto o gasto dos mais ricos com esse imposto é de 5,7% da renda.&lt;br /&gt;Na comparação apenas da tributação direta, como o Imposto de Renda, os mais pobres não pagam nada, e os mais ricos, 3,8% de sua renda.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/32031277-5106897229039723246?l=posturativa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32031277/posts/default/5106897229039723246'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32031277/posts/default/5106897229039723246'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://posturativa.blogspot.com/2008/05/tributos-tiram-mais-dos-pobres-diz-ipea.html' title='Tributos tiram mais dos pobres, diz Ipea'/><author><name>Stella</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15642808401317693150</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='25' src='http://bp3.blogger.com/_xOxxLZ7II_I/R_kpbvES1fI/AAAAAAAAAKs/twV4d9yREss/S220/paorkut.bmp'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-32031277.post-6388076248710709948</id><published>2008-05-16T14:17:00.000-07:00</published><updated>2008-05-16T14:20:28.507-07:00</updated><title type='text'>A política industrial do governo Lula</title><content type='html'>&lt;strong&gt;LUIZ CARLOS MENDONÇA DE BARROS - FSP&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;O GOVERNO anunciou nesta semana sua política industrial. Como tem sido o padrão do governo Luiz Inácio Lula da Silva, existe um incrível descompasso entre sua forma e seu conteúdo. O palco montado no auditório do BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social), no Rio de Janeiro, merecia algo mais substantivo. Prova disso é que, quando escrevo esta coluna, as medidas e as metas anunciadas com pompa e circunstância já caíram no esquecimento. Fala-se hoje mais sobre o cofrinho do ministro Mantega do que sobre a política industrial, que, segundo o discurso oficial, mudaria nossa indústria em três anos. &lt;br /&gt;Em primeiro lugar, quero dizer que acredito na necessidade de um país como o Brasil ter uma política industrial. Não concordo com os que negam que a articulação entre o setor privado e o governo seja um caminho eficiente para desenvolver o tecido industrial de um país em desenvolvimento. Para alguns economistas, o Brasil não deveria buscar a criação de uma indústria aeronáutica, e sim dedicar-se prioritariamente ao agronegócio, que seria sua grande vocação. Eu sempre fui um entusiasta da Embraer e, quando presidente do BNDES, tive a chance de participar de sua consolidação no restrito grupo de empresas do setor. O sucesso da Embraer é um exemplo do que pode ser feito. &lt;br /&gt;Tenho idéias muito claras sobre o que deve buscar uma política industrial em uma economia emergente como a brasileira. A primeira, e talvez a mais importante, é a de que nenhuma política industrial tem viabilidade se não respeitar o mercado. Em outras palavras, ela precisa ter as forças de mercado a seu favor e nunca andar na mão oposta. Um exemplo rico dessa lição foi a terrível experiência com a Cobra, empresa de computadores implantada no período da ditadura militar. Qualquer análise mais profunda deste setor à época mostrava que seria impossível o sucesso desse projeto megalomaníaco. &lt;br /&gt;A segunda lição que a história nos ensina é que a política industrial deve acompanhar a evolução do capitalismo brasileiro. O getulismo foi válido em um momento histórico particular, da mesma forma que o desenvolvimentismo de Juscelino Kubitschek respondeu às necessidades de outra época de nossa história. Na economia brasileira de hoje, o desenho de uma política industrial deve incorporar a realidade do mundo global deste início de século, principalmente com sua busca contínua de produtividade e eficiência. Tentar proteger setores de baixa eficiência está fadado ao fracasso. &lt;br /&gt;A terceira lição nos ensina que a política industrial deve responder às necessidades do setor privado, eliminando ou reduzindo os principais obstáculos estruturais ao seu desenvolvimento. Um exemplo seria um programa, articulado com o setor privado, para desenvolver nossa infra-estrutura de transporte e movimentação de bens. Tornar nosso ambiente de negócios mais adequado ao funcionamento das economias de mercado de hoje seria outro item relevante. &lt;br /&gt;Nada disso está presente na política industrial do governo Lula. Analisando com mais profundidade o que foi detalhado nesta semana, encontramos apenas remendos de curto prazo, via créditos do BNDES e alguma renúncia fiscal, para minorar os efeitos do real valorizado sobre alguns setores exportadores. Muito pouco!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/32031277-6388076248710709948?l=posturativa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32031277/posts/default/6388076248710709948'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32031277/posts/default/6388076248710709948'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://posturativa.blogspot.com/2008/05/poltica-industrial-do-governo-lula.html' title='A política industrial do governo Lula'/><author><name>Stella</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15642808401317693150</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='25' src='http://bp3.blogger.com/_xOxxLZ7II_I/R_kpbvES1fI/AAAAAAAAAKs/twV4d9yREss/S220/paorkut.bmp'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-32031277.post-5761490710481362200</id><published>2008-05-06T14:31:00.000-07:00</published><updated>2008-05-06T14:33:00.415-07:00</updated><title type='text'>Brasil possui uma "Itaipu atrasada" em novas usinas</title><content type='html'>&lt;strong&gt;Há 15 mil MW em usinas autorizadas que não saíram do papel, aponta Aneel&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De cada 10 MW prometidos, agência acredita que 3 MW podem entrar em operação nos próximos anos; governo diz que não faltará energia &lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;AGNALDO BRITO&lt;br /&gt;DA REPORTAGEM LOCAL FSP 05/05/2008&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Metade da capacidade de geração de energia elétrica prometida por empreendedores ao país não tem qualquer previsão para entrada em operação. Somadas, essas usinas espalhadas por todo o território brasileiro equivalem ao potencial da usina hidrelétrica de Itaipu, a maior do país e responsável por sustentar 20% da eletricidade consumida pelo Brasil. É o que revela o último levantamento da Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica) atualizado em abril e disponível na página do órgão regulador na internet.&lt;br /&gt;Entre concessões de hidrelétricas e autorizações de Pequenas Centrais Hidrelétricas (PCHs), parques eólicos ou termelétricas, o país aguarda a construção de usinas que, somadas, dariam ao sistema mais 29,5 mil MW (megawatts) em capacidade de geração, um incremento de 30% sobre o atual potencial instalado no país.&lt;br /&gt;No total, são 508 empreendimentos planejados. O governo reconhece o problema, mas mantém a promessa: não vai faltar energia.&lt;br /&gt;Levantamento da Folha nos relatórios da Aneel mostra que 15 mil MW, ou 51% da promessa de nova capacidade, autorizados ou concedidos pela Aneel não possuem qualquer previsão de instalação. São obras que possuem "graves impedimentos para entrada em operação", segundo relato da Aneel. Segundo o grupo de fiscalização da agência, as obras receberam uma tarja vermelha.&lt;br /&gt;A capacidade instalada em atraso pode ser ainda maior se considerados os problemas enfrentados por um conjunto de 17,8% das obras, que também possuem impedimentos para entrada em operação, embora não recebam a legenda de "graves impedimentos" no documento. São 5,24 mil MW em potencial nessa situação.&lt;br /&gt;No levantamento, esses empreendimentos ou "não tiveram as obras iniciadas" ou também aguardam licenciamento ambiental. Como são obras de menor porte, grande número de licenças é concedida pelas agências ambientais dos Estados, e não pelo Ibama.&lt;br /&gt;Esses projetos recebem a cor amarela, de atenção. "Muitas dessas obras possuem pequenos problemas que podem ser resolvidos em pouco tempo. Podem, portanto, serem enquadradas como obras em andamento", afirma a Aneel.&lt;br /&gt;Para João Carlos de Oliveira Mello, presidente da consultoria Andrade &amp; Canellas, que acompanha a evolução da infra-estrutura energética no país, a dúvida maior não está nos empreendimentos com atrasos considerados relativamente simples, mas na metade da capacidade instalada sem previsão de instalação.&lt;br /&gt;"São pequenos projetos, mas que somados representam um volume importante de geração. São relevantes porque, de fato, não há grande quantidade de energia nova que entrará no sistema elétrico brasileiro nos próximos dois, três anos. Esse atraso é preocupante."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Baixa garantia&lt;br /&gt;Dos 29,5 mil MW prometidos por empreendedores à Aneel, 9,22 mil MW formam a capacidade que a Aneel acredita que deverá entrar no sistema elétrico brasileiro nos próximos anos, equivalente a 31,2% do total. De cada 10 MW prometidos por empreendedores, apenas 3 MW podem sair do papel efetivamente.&lt;br /&gt;O Brasil terminou o ano de 2007 com um potencial de geração instalado de 100,3 mil MW e tem uma expectativa "conservadora" de elevá-lo até dezembro deste ano a 103,5 mil MW, o que exigiria a entrada em operação de uma nova capacidade de mais 3.200 MW.&lt;br /&gt;Esse potencial equivale a uma usina do porte de Santo Antônio, cuja concessão foi arrematada em dezembro por um consórcio liderado pela Odebrecht, ou Jirau, que deve ser leiloada no próximo dia 19. Ambas ficam no rio Madeira.&lt;br /&gt;As estimativas da Aneel, contidas no relatório, indicam que neste ano 2,55 mil MW em potencial de geração serão ligados ao SNI (Sistema Interligado Nacional). A previsão, conforme o cronograma inicial, era ter 4,3 mil MW em capacidade nova. O governo federal aguarda a entrada de mais 2.583 MW.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/32031277-5761490710481362200?l=posturativa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32031277/posts/default/5761490710481362200'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32031277/posts/default/5761490710481362200'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://posturativa.blogspot.com/2008/05/brasil-possui-uma-itaipu-atrasada-em.html' title='Brasil possui uma &quot;Itaipu atrasada&quot; em novas usinas'/><author><name>Stella</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15642808401317693150</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='25' src='http://bp3.blogger.com/_xOxxLZ7II_I/R_kpbvES1fI/AAAAAAAAAKs/twV4d9yREss/S220/paorkut.bmp'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-32031277.post-6200294567372974016</id><published>2008-04-06T12:52:00.000-07:00</published><updated>2008-04-06T12:55:42.600-07:00</updated><title type='text'>Em direção a lugar nenhum</title><content type='html'>&lt;strong&gt;O presidente não se constrange em cumprir uma agenda de vereador federal, inaugurando insignificâncias e promessas &lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;DIAS ATRÁS , mais uma vez, o presidente Lula comparou seu PAC (Plano de Aceleração do Crescimento) ao Plano de Metas, do governo Kubitschek, e ao 2º PND (Plano Nacional de Desenvolvimento), do governo Geisel. É um delírio. Esses últimos expressavam considerável esforço de pensamento sobre a economia brasileira. &lt;br /&gt;Propunham-se a realizar mutações ou alterações de qualidade, separando épocas. O PAC não é nada. &lt;br /&gt;O Plano de Metas produziu um salto impressionante na infra-estrutura e nas indústrias de base, associado à passagem da industrialização a um novo patamar, com a implantação do setor automobilístico, dotado de elevada capacidade de encadeamento. Somou-se a isso a construção de Brasília, chamada "metassíntese", que refez os eixos de deslocamento no interior do país e, para o bem e para o mal, alterou todo o processo de ocupação do território nacional. O 2º PND, por sua vez, completou o ciclo de industrialização por substituição de importações, conduzindo-o até os insumos básicos e a indústria de bens de capital, expandindo atividades estratégicas, como a produção de petróleo e a transmissão de grandes blocos de eletricidade, além de, igualmente, abrir setores novos, entre os quais a indústria nuclear. &lt;br /&gt;Muito se pode debater sobre acertos e erros desses planos, bem como sobre os respectivos contextos, mas não lhes faltavam ousadia e implicações de longo prazo. Para ficarmos no Plano de Metas, realizado sob fortes restrições externas, ele envolveu diretamente cerca de 25% da capacidade produtiva do país. Foram estudados os pontos de germinação e de estrangulamento, a interdependência dos setores e a demanda derivada dos investimentos, definindo-se então metas ambiciosas para cinco áreas prioritárias: energia, transportes, indústrias de base, alimentação e educação. Os resultados impressionam até hoje. Em cinco anos, a malha de estradas pavimentadas cresceu 100%, a produção siderúrgica, 82%, a geração de eletricidade, 36%, o transporte ferroviário de cargas, 32%, e assim por diante. &lt;br /&gt;Ao reiterar comparações entre essas experiências e o PAC, até mesmo com vantagem para este último, o presidente Lula mostra que não teme o ridículo. Pois, repito, o PAC não é nada. Ou melhor, é apenas uma catalogação de projetos preexistentes, quase sempre miúdos, concebidos isoladamente, sem visão sistêmica ou capacidade estruturante, sem perspectiva histórica, sem a vocação de produzir mutações. &lt;br /&gt;Os documentos oficiais que apresentam a previsão de investimentos federais e os indicadores macroeconômicos durante a implantação do PAC mostram o tamanho da pequenez. A União deve investir 0,6% do PIB, e as estatais, 3,7%. Nem esses diminutos recursos são novos, pois estavam previstos no Orçamento ou nos planos das empresas, especialmente a Petrobras e a Eletrobrás. A gestão macroeconômica hostil ao crescimento se mantém: o superávit primário e os juros permanecerão altos, o câmbio ficará onde os especuladores desejam. Continuamos crescendo menos que a média do mundo, perdendo posições. &lt;br /&gt;A rotina de governo tornou-se um permanente espetáculo. A tímida execução do Orçamento da União e os investimentos das estatais viraram PAC, e o PAC é Lula. Não há mais coisa pública. É um tremendo retrocesso político e cultural. O presidente não se constrange em cumprir uma agenda de vereador federal, inaugurando, freneticamente, insignificâncias e promessas. Comporta-se como um animador de auditórios. É ágil para discursar, mas seu governo não executa: nos últimos meses, apenas 12% dos recursos anunciados foram efetivamente desembolsados. &lt;br /&gt;As claques aplaudem. O povo gosta. Políticos sôfregos pegam carona. &lt;br /&gt;E o Brasil não vai a lugar nenhum. &lt;br /&gt;Quem viver verá. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;CESAR BENJAMIN , 53, editor da Editora Contraponto e doutor honoris causa da Universidade Bicentenária de Aragua (Venezuela), é autor de "Bom Combate" (Contraponto, 2006). &lt;/em&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/32031277-6200294567372974016?l=posturativa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32031277/posts/default/6200294567372974016'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32031277/posts/default/6200294567372974016'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://posturativa.blogspot.com/2008/04/em-direo-lugar-nenhum.html' title='Em direção a lugar nenhum'/><author><name>Stella</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15642808401317693150</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='25' src='http://bp3.blogger.com/_xOxxLZ7II_I/R_kpbvES1fI/AAAAAAAAAKs/twV4d9yREss/S220/paorkut.bmp'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-32031277.post-743038163734445494</id><published>2007-12-11T11:51:00.000-08:00</published><updated>2007-12-11T11:54:42.183-08:00</updated><title type='text'>AVISO</title><content type='html'>ENQUANTO NÃO MIGRO DE VEZ PARA O BLOGGER&lt;br /&gt;CONTINUO POSTANDO NO BLIG&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;http://posturaativa.blig.ig.com.br/&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://posturaativa.blig.ig.com.br/"&gt;&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/32031277-743038163734445494?l=posturativa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32031277/posts/default/743038163734445494'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32031277/posts/default/743038163734445494'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://posturativa.blogspot.com/2007/12/aviso.html' title='AVISO'/><author><name>Stella</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15642808401317693150</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='25' src='http://bp3.blogger.com/_xOxxLZ7II_I/R_kpbvES1fI/AAAAAAAAAKs/twV4d9yREss/S220/paorkut.bmp'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-32031277.post-1795314115399613574</id><published>2007-11-19T13:23:00.000-08:00</published><updated>2007-11-19T13:26:29.019-08:00</updated><title type='text'>Miséria persiste apesar do Bolsa Família</title><content type='html'>&lt;strong&gt;MARTA SALOMON - DA SUCURSAL DE BRASÍLIA &lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Moradora de uma invasão distante menos de 50 quilômetros da Praça dos Três Poderes e desempregada há dois anos, Marlucia Alves Farias, 27, recebe o valor máximo pago pelo Bolsa Família: R$ 112 mensais.&lt;br /&gt;Apesar do benefício, Marlucia e os cinco filhos estão entre os 12,6 milhões de brasileiros considerados miseráveis, de acordo com a faixa de renda per capita considerada pelo próprio programa para definir a pobreza extrema.&lt;br /&gt;Estudo feito pelo Ministério do Desenvolvimento Social a pedido da Folha mostra que esse não é um caso isolado entre os beneficiários do Bolsa Família. No Nordeste, região que concentra a metade das famílias atendidas pelo principal programa social do governo Lula, a renda familiar média após o pagamento do benefício não alcança R$ 60 por pessoa. Está em R$ 59,11 mensais.&lt;br /&gt;Na região Norte, a média fica apenas R$ 0,47 acima da linha da extrema pobreza. No país, essa média é de R$ 64,55, bastante distante da renda com que uma família superaria a condição de pobreza, pelos critérios do programa.&lt;br /&gt;"O problema é que há famílias muito pobres mesmo", observa Rosani Cunha, secretária do Desenvolvimento Social responsável pelo Bolsa Família. Ela avalia que o valor pago pelo governo federal -entre R$ 18 e R$ 112 mensais, dependendo do grau de pobreza e do número de filhos em idade escolar- não é suficiente para tirar muitas das famílias da situação de extrema pobreza.&lt;br /&gt;No Maranhão, Estado com o menor índice de desenvolvimento humano no país, as famílias do programa registram renda média de R$ 55,58 por pessoa da família após o pagamento do benefício.&lt;br /&gt;A 272 quilômetros da capital, na cidade de Belágua, os miseráveis do Bolsa Família são maioria. "Aqui, só quem é funcionário público tem renda fixa, o restante são trabalhadores rurais que plantam para sobreviver, com famílias numerosas, de 9, 11, 12 filhos", conta a assistente social Daniela Araújo Vieira, responsável pelo programa no município.&lt;br /&gt;O estudo do Desenvolvimento Social mostra que a renda média dos beneficiários do Bolsa Família é inversamente proporcional ao ganho percentual de renda com o programa. No Maranhão, por exemplo, onde a média é mais baixa, o ganho medido foi de 66,2%. Em Goiás, Santa Catarina e no Rio Grande do Sul, os ganhos de renda com o programa foram, em média, de até 30%.&lt;br /&gt;O ministério não calculou o número total de famílias com renda inferior a R$ 60 após o pagamento do benefício. Mas informa que parte dos 11 milhões de famílias beneficiadas entrou no programa com renda média inferior a R$ 6 por mês por pessoa. A renda máxima que permite acesso ao programa é de R$ 120 mensais.&lt;br /&gt;Segundo Rosani Cunha, o governo não cogita aumentar o valor do benefício depois do reajuste de 18,25% concedido há apenas três meses. Mas espera votos no Congresso em projeto de lei para pagar até R$ 60 extras a famílias que tenham jovens entre 15 e 17 anos matriculados em escolas. A proposta eleva o benefício máximo do Bolsa Família para R$ 172, a partir de 2008. "Isso teria impacto nas famílias mais pobres", sustenta. Neste ano, o programa custará R$ 8,7 bilhões aos cofres públicos.&lt;br /&gt;A saída para os que permanecem miseráveis após o pagamento do Bolsa Família, na avaliação do ministério, seria garantir o acesso dessas famílias a outras políticas públicas destinadas a enfrentar as demais dimensões da pobreza, além da renda.&lt;br /&gt;Pesquisa recente do ministério mostrou que mais da metade (56,2%) dos titulares do programa tem baixa escolaridade e não passou da quarta série do ensino fundamental; 1,8 milhão dos titulares seriam analfabetos. Cerca de 20% lançam esgoto em valas ou a céu aberto e moram em casas de taipa ou madeira. Só 36,4% das famílias beneficiadas têm acesso a sistema de esgoto sanitário.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://posturaativa.blig.ig.com.br/"&gt;&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/32031277-1795314115399613574?l=posturativa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32031277/posts/default/1795314115399613574'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32031277/posts/default/1795314115399613574'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://posturativa.blogspot.com/2007/11/misria-persiste-apesar-do-bolsa-famlia.html' title='Miséria persiste apesar do Bolsa Família'/><author><name>Stella</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15642808401317693150</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='25' src='http://bp3.blogger.com/_xOxxLZ7II_I/R_kpbvES1fI/AAAAAAAAAKs/twV4d9yREss/S220/paorkut.bmp'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-32031277.post-4649515889449917925</id><published>2007-11-19T13:21:00.000-08:00</published><updated>2007-11-19T13:23:40.404-08:00</updated><title type='text'>Sujeira na igreja</title><content type='html'>&lt;strong&gt;FRANCESCO SCAVOLINI&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;A função do magistério eclesiástico é guiar o povo de Deus, mas parece que alguns guias perderam, eles mesmos, o rumo &lt;br /&gt;"QUANTA SUJEIRA existe na igreja! Até mesmo no meio daqueles que, sendo sacerdotes, deveriam pertencer inteiramente a Deus". Essas palavras foram pronunciadas pelo então cardeal Ratzinger durante a meditação da Via Sacra no Coliseu, em Roma, na Sexta-Feira Santa de 2005, poucos dias antes da morte do papa João Paulo 2º. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É provável que, com as referidas palavras, o futuro papa quisesse referir-se não somente aos casos de abuso sexual envolvendo o clero mas também aos desvios e erros doutrinários com graves conseqüências éticas e morais para a vida da igreja e da sociedade. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É bom lembrar que o reconhecimento de erros e abusos não ficou só no papel, pois a Santa Sé tem punido exemplarmente os responsáveis, tendo também confirmado para toda a igreja que os delitos de abuso sexual devem ser tratados como crimes hediondos também perante as autoridade civis. Infelizmente, parece que, no Brasil, algumas das autoridades da Igreja Católica nem sempre seguem o exemplo da Santa Sé. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por exemplo, se essas autoridades tivessem punido e afastado o padre Lancelotti uns anos atrás, quando ele, violando as normas canônicas, apoiou pública e abertamente, tanto em 2000 como em 2004, a candidata a prefeita Marta Suplicy (Marta, que defendia e defende ainda hoje o aborto, o divórcio, o casamento entre homossexuais, a descriminalização das drogas, foi fazer até comício dentro da igreja do padre Lancelotti, no altar, tendo ao lado o mesmo padre, que pedia votos para ela), teriam certamente cumprido sua tarefa de preservar o povo católico e a sociedade de gravíssimos desvios éticos e morais, poupando também a igreja do grave escândalo que a atinge. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De fato, a principal função do magistério eclesiástico é a de guiar o povo de Deus no caminho da fé. Contudo, parece que alguns desses guias perderam, eles mesmos, o rumo. Vou citar somente um exemplo. &lt;br /&gt;Em agosto de 2005, no cume da crise de corrupção que aturdia o governo, o presidente Lula, buscando o apoio da igreja, enviou uma carta à CNBB (Conferência Nacional dos Bispos do Brasil) em que, reafirmando explicitamente o seu catolicismo, não só tomou posição em defesa da vida em todos os seus aspectos e em todo o seu alcance mas também prometeu que o seu governo não tomaria nenhuma iniciativa que contradissesse os princípios cristãos. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Música para o ouvido dos bispos e do povo católico, não fosse que, um mês mais tarde, o governo Lula decidiu apresentar ao Congresso, por meio da ministra Nilcéa Freire, o projeto para a liberação do aborto. &lt;br /&gt;Esse projeto, incorporado ao texto do substitutivo da então relatora Jandira Feghali, está em tramitação no Congresso e permite a descriminalização total e absoluta do aborto (sim, caro leitor, se o referido projeto for aprovado pelo Congresso, qualquer bebê poderá ser eliminado até poucos minutos antes do nascimento sem que os matadores sejam punidos). &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E o católico Lula, será que foi punido por ter enganado a igreja ? Não, caro leitor, mesmo depois de tudo isso, mesmo depois de ter sancionado a lei que permite a manipulação e a destruição de embriões humanos, mesmo depois de ter recentemente chamado de hipócrita a igreja, o católico Lula, bem como o católico Lancelotti, não foi punido pela igreja. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lula, aliás, foi premiado com a recente visita do ex-arcebispo de São Paulo, dom Cláudio Hummes, que foi celebrar missa para o presidente e uns poucos convidados na capela do Palácio da Alvorada e, durante a homilia, comparou Lula a Jesus (será que esqueceram o documento da CNBB de 12 agosto de 2005, em que está escrito: "É preciso buscar as raízes históricas da perversa cultura de corrupção implantada no país. &lt;br /&gt;Ela se nutre da impunidade, acobertada pela conivência, que se torna cumplicidade, incentivada por corporativismos históricos, habituados a usar em benefício de interesses particulares as estruturas do poder público"?). &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quero terminar este artigo com as palavras de Bento16 que concluíram a meditação da nona estação da referida Via Sacra: "Senhor (...) a veste e o rosto tão sujos da Tua igreja nos atordoam. Porém, somos nós mesmos que os sujamos! Somos nós mesmos que Te traímos cada vez depois de todas as nossas grandes palavras, os nossos grandes gestos. Tem piedade da Tua igreja (...) Te levantaste de novo, ressurgiste e podes novamente nos levantar também. Salva e santifica a Tua igreja. Salva e santifica todos nós". &lt;br /&gt; &lt;br /&gt;FRANCESCO SCAVOLINI, 51, doutor em jurisprudência pela Universidade de Urbino (Itália), é especialista em direito canônico.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/32031277-4649515889449917925?l=posturativa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32031277/posts/default/4649515889449917925'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32031277/posts/default/4649515889449917925'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://posturativa.blogspot.com/2007/11/sujeira-na-igreja.html' title='Sujeira na igreja'/><author><name>Stella</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15642808401317693150</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='25' src='http://bp3.blogger.com/_xOxxLZ7II_I/R_kpbvES1fI/AAAAAAAAAKs/twV4d9yREss/S220/paorkut.bmp'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-32031277.post-4514753020825550521</id><published>2007-11-04T18:16:00.000-08:00</published><updated>2007-11-04T18:24:40.284-08:00</updated><title type='text'>A mediocridade da eficiência</title><content type='html'>&lt;strong&gt;FERNANDO BONASSI FSP - &lt;br /&gt;04 de outubro de 2005 &lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Considerando que a mediocridade da eficiência é uma tendência que tem norteado as decisões desnorteadas de administradores, capatazes e patrões, convém que se esclareça para sua cabeça: a mediocridade da eficiência se justifica pela necessidade de lucratividade avantajada, rentabilidade ilimitada e incompetência generalizada. Não importa se os acionistas interesseiros permanecerão vivos entre os pobres traiçoeiros que lhes espreitam à saída das festas, premiações e casamentos. A mediocridade da eficiência é mais importante do que a vida de meia dúzia de burgueses ignorantes, por mais inocentes ou tratantes que sejam em seus desejos ou dejetos. Trata-se de uma teoria econômica radical: "Se é economia essa porcaria, é para economizar na limpeza, oras!".&lt;br /&gt;Claro que os filósofos materialistas não se cansam de espalhar no ventilador da História para onde se dirigem esses recursos que, no curso da memória dos acontecimentos, financiam campanhas de desesperança e a desmoralização dos sonhos de mudança, que esses socialistas concursados teimam em plagiar dos anarquistas marginalizados.&lt;br /&gt;A mediocridade da eficiência é uma religião que abençoou a preguiça da razão! Não transforma, transtorna; não goza, "tira um sarro"; não cria, esgota. É enxuta como a cintura de uma prostituta de dieta; direta como um atropelamento e objetiva em suas assertivas para não dar tempo ao tempo dos pensamentos subjetivos que insistem em atrapalhar os resultados almejados.&lt;br /&gt;A mediocridade da eficiência é mesmo uma ciência exata como um tapa: dá, por exemplo, com a mão dos salários aquilo que só os otários podem suportar e tira com a dos impostos, descontos e taxas o que termina por bancar a impostura dos assessores professores, seguranças contratados, motoristas turbinados e demais dependentes do seio esplêndido em que mamam por gerações, sem desocupar nossas preocupações quanto à saúde dessa mãe sugada, abatida e condenada à dupla jornada.&lt;br /&gt;Já que nem todos têm a possibilidade de se tornarem cidadãos de verdade, que permaneçam arrochados, esquecidos ou simplesmente excluídos, varridos das grandes centros para o limbo das periferias, onde podem se atirar uns contra os outros, numa brincadeira suicida que só a juventude tem o saco roxo para participar. &lt;br /&gt;Claro que numas horas dessas também podem fumar ou cheirar qualquer coisa de arrepiar a espinha para se esquecerem da sina de nem enxergar o que pode lhes acontecer. Mas a mediocridade da eficiência está presente em todas as classes de pessoas, amigos e parentes. Está na elite de velhacos que acumula e nas mulas que se açoitam como escravos. A mediocridade da eficiência está nos modelos de gerência onde é preciso poupar inteligência para dar um mínimo de indecência à maioria das aposentadorias duplicadas, viagens e vantagens oferecidas em surdina, além dos cargos amealhados de sacanagem na comissão por porcentagem.&lt;br /&gt;A mediocridade da eficiência é uma saliência que administra por impulso do pulso de regredir, de guardar dinheiro, seja nacional, seja estrangeiro, que aliás é mais forte e, já que não tem pátria, costuma-se preferir.&lt;br /&gt;A mediocridade da eficiência considera o planejamento uma perda de tempo ou que tempo é uma velocidade de cruzeiros, e isso não tem nada a ver com previsão, mas com revisão, divisão e subtração.&lt;br /&gt;A mediocridade da eficiência empata o débito com o crédito numa contabilidade de analfabetos, uma vez que a educação parece ser um prejuízo lamentável à nação, conforme atestam as dotações de um orçamento que até parecem doações, ou excremento, com o que destinam ao desatino do futuro.&lt;br /&gt;A mediocridade da eficiência advoga a repetição, a continuidade, a concentração. Não pode imaginar a imaginação no poder!&lt;br /&gt;A mediocridade da eficiência é que garante a inocência dos culpados, que podem ser alocados em serviços terceirizados, constrói conjuntos habitacionais comunistas para deleite da mais-valia dos empreendedores vigaristas, ergue as pontes que desabam e os prédios que despencam e forja as sentenças com que se penam ou se apiedam...&lt;br /&gt;A mediocridade da eficiência facilita as coisas, dá um jeito no jeitinho e se contenta com o pouquinho que a sustenta, embalando as sobras para os sacoleiros que obram por malas recheadas de sujeiras afanadas e criando paraísos fiscais de facilidades gerais para ilhas de miséria infernais. A mediocridade da eficiência se alimenta de orçamentos retalhados, juros elevados e diplomas saturados de méritos e inutilidade. A mediocridade da eficiência torna todos meio especializados nos ínfimos inexplicáveis de todos incompreensíveis! É a mediocridade da eficiência que põe armas inteligentes nas mãos de soldados destemperados, destreinados ou burros mesmo. &lt;br /&gt;Fecha salas de aulas com poucos alunos, desconsidera a experiência da velhice e a inocência das crianças, cujas naturezas improdutivas incomodam os ativistas credenciados por mercados em expansão ou explosão terrorista...&lt;br /&gt;A mediocridade da eficiência é, assim, democrática à sua maneira: oferece igualdade aos desiguais, fraternidade aos estranhos demais e liberdade para escolher quais os locais onde os indigentes vão querer cair para morrer. Envolve a todos os reprodutivos num conluio ativo para paralisar ou privatizar o que está em movimento, o que há de novo ou o que é criativo.&lt;br /&gt;Tudo é feito para ficar bem fundo. Afundar a ousadia do mundo. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://posturaativa.blig.ig.com.br/"&gt;&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/32031277-4514753020825550521?l=posturativa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32031277/posts/default/4514753020825550521'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32031277/posts/default/4514753020825550521'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://posturativa.blogspot.com/2007/11/mediocridade-da-eficincia.html' title='A mediocridade da eficiência'/><author><name>Stella</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15642808401317693150</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='25' src='http://bp3.blogger.com/_xOxxLZ7II_I/R_kpbvES1fI/AAAAAAAAAKs/twV4d9yREss/S220/paorkut.bmp'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-32031277.post-8418066207281151653</id><published>2007-10-25T16:57:00.000-07:00</published><updated>2007-10-25T17:33:39.937-07:00</updated><title type='text'>Ameaça à soberania</title><content type='html'>Claudio Dantas Sequeira  Da equipe do Correio &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A infiltração ideológica do governo de Hugo Chávez no Brasil vai muito além do lançamento do livro Simón Bolívar – o Libertador. O Correio descobriu que o mandatário venezuelano tem um projeto político especial para o país, no qual assenta as bases de uma luta revolucionária em prol do socialismo do século 21. Parece piada, mas não é. O trabalho de campo está sendo coordenado pelo venezuelano Maximilian Arvelaiz, homem de confiança de Chávez. Há quase um mês, ele percorre várias capitais brasileiras com a missão de reorganizar os Círculos Bolivarianos e outras unidades de apoio à causa chavista. Essa articulação culminará na realização da primeira Assembléia Bolivariana Nacional em dezembro, no Rio de Janeiro. No encontro, será lançada a versão tupiniquim do Movimento Bolivariano. Trata-se de uma frente antiimperialista dedicada a transformar o Estado numa "democracia socialista", como consta do próprio estatuto desse futuro organismo, obtido com exclusividade pela reportagem. As linhas teóricas do documento repetem, sem timidez, o ideário da Reforma Constitucional chavista e sua meta de construir um "poder popular" para formar uma "federação socialista latino-americana". O Movimento terá hino, símbolo e bandeira próprios, e prevê cooptação de posições estratégicas em partidos, sindicatos, associações de bairros, grupos religiosos, ligas camponesas e empresas. Arvelaiz não está sozinho. Para apoiá-lo, Caracas enviou mais 15 diplomatas à embaixada em Brasília e consulados, inclusive um adido de inteligência. Para não despertar suspeitas, o Palácio de Miraflores deu a justificativa oficial de que se trata de um "reforço diplomático" para impulsionar as relações bilaterais. Nada mais coerente quando o próprio presidente Lula classifica Chávez como parceiro importantíssimo e força a imediata aprovação no Congresso do Protocolo de Adesão da Venezuela ao Mercosul. De fato, hoje será votado o parecer do deputado Dr. Rosinha (PT-RR) sobre o assunto na Comissão de Defesa Nacional e Relações Exteriores da Câmara. Círculos&lt;br /&gt;O enviado especial de Chávez tem se reunido com os coordenadores dos vários Círculos Bolivarianos espalhados pelo Brasil para instruí-los da mudança de status dessas células sociais. Deixam de ser apenas unidades para a disseminação da doutrina bolivariana e se tornam parte de uma estrutura nacional, uma frente política aparelhada. O documento trazido por Arvelaiz e que sofreu adaptações à realidade nacional orienta à "formação de mulheres e homens dispostos a assumir a responsabilidade de conduzir a pátria brasileira e latino-americana até nossa definitiva independência". "Para nós, a construção do socialismo no Brasil tem de recolher de forma crítica e inovadora experiências históricas de larga duração, oriundas dos setores nacionalistas revolucionários do velho PTB, de correntes dos velhos PCB e PSB, da Organização Revolucionária Marxista-Política Operária (ORM-POLOP) e da chamada 'nova esquerda'", informa o texto de apresentação do evento no site &lt;a href="http://assembleiabolivariananacional2007.blogspot.com"&gt;&lt;a onclick="return top.js.OpenExtLink(window,event,this)" href="http://assembleiabolivariananacional2007.blogspot.com/" target="_blank"&gt;http://assembleiabolivariananacional2007.blogspot.com&lt;/a&gt;.&lt;/a&gt; A página é mantida pelo Círculo Bolivariano Leonel Brizola (fundacional), cujo coordenador é o jornalista Aurélio Fernandes, membro da CUT-RJ e do diretório nacional do PDT. Fernandes criou a chamada Casa Bolivariana, que reúne todas organizações similares do Rio. É o caso do Círculo Bolivariano Che Guevara, que reúne universitários. Eduardo, um dos responsáveis, confirmou à reportagem que o Movimento Bolivariano recebe apoio do Consulado Geral da Venezuela, capitaneado pelo embaixador Mario Guglielmelli Vera. "A gente conta com a ajuda deles, não só formando uma base de solidariedade à revolução na Venezuela e em Cuba, mas ajudando na construção de uma revolução no Brasil." Ele ressaltou o trabalho intenso do novo cônsul, mas garantiu que se trata de apoio político e não financeiro. Segundo ele, quem banca os Círculos são os próprios integrantes e não há financiamento externo. No entanto, o capítulo novo do estatuto do Movimento determina que as finanças terão origem em contribuições não só dos militantes, mas "doações de pessoas e entidades jurídicas" — o que inclui qualquer tipo de patrocinador. Cada instância do Movimento deve anualmente "preparar um plano de arrecadação de fundos" e "tomar iniciativas com empreendimentos econômicos e financeiros, de propriedade coletiva, que venham representar entrada de recursos". O Movimento terá como fachada jurídica a Associação Nacional pela Educação Popular e a Cidadania. Em nome dela estarão todas as propriedades e documentos legais. O petista Afonso Magalhães, diretor do Círculo Bolivariano de Brasília, simpatiza com a iniciativa, mas pondera. "Temos de conduzir isso com os movimentos populares, sem se afastar da base social do PT e do Lula, senão a gente fica isolado, com um discurso ideologizado". Magalhães, que esteve com o enviado de Chávez, orientou a Caracas evitar a radicalização com o governo. "Se alimentar antagonismo com Lula, vai dividir em vez de unir". Os Círculos Bolivarianos reúnem em sua direção intelectuais, políticos, sindicalistas, empresários e estudantes. Há membros do PT, PSol, PDT, CUT e MST. O Rio de Janeiro é o estado com maior números de unidades bolivarianas (sete), grande parte sob o guarda-chuva do Círculo Bolivariano Leonel Brizola. Distrito Federal, Rio Grande do Sul, Santa Catarina, São Paulo, Bahia e Amazonas também têm organizações.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Trechos Estatuto do Movimento Bolivariano do Brasil&lt;br /&gt;"É uma organização política que se define como bolivariana, guevarista e brizolista. Fundamenta na teoria marxista sua visão crítica e revolucionária, contra o capitalismo (…) Se propõe a combater por meio da luta ideológica frontal. Utilizaremos todas as formas de luta tendentes à resolução da luta de classes que tem como objetivo a tomada do poder" "Lutamos por uma sociedade socialista que prepare as condições para uma sociedade sem classes e sem estado: a sociedade comunista. Um movimento da luta socialista pela libertação nacional brasileira, pela unidade e independência da América Latina"&lt;br /&gt;"O povo trabalhador deve se organizar e lutar para construir o Poder Popular através da conquista do Estado e o controle dos meios de produção. Precisamos de uma educação política que garanta a unidade da teoria à prática local concreta"&lt;br /&gt;"O Congresso Bolivariano Nacional é a instância máxima do Movimento. Reúne delegados de todos os círculos bolivarianos dos estados e municípios"&lt;br /&gt;"A Assembléia Bolivariana Nacional reunirá a Coordenação Nacional, os coletivos e equipes nacionais e dois representantes por estado"&lt;br /&gt;"As principais missões que deverão agrupar os companheiros e ter planos de ação são: Educação Política, Comunicação e Propaganda, Finanças, Mobilização. Haverá ainda o Coletivo de Relações Internacionais"&lt;br /&gt;"O Movimento deverá implementar e organizar seus militantes na forma de círculos bolivarianos, agrupando os companheiros, desde a base, em seus locais de luta no trabalho, na moradia e no estudo. Para o melhor funcionamento dos círculos, a coordenação nacional elaborará normas de funcionamento específicas"&lt;br /&gt;"Em todas as atividades do Movimento devem estar presentes a Bandeira e o Hino (a serem definidos). Todos os meios de comunicação possíveis, como rádio, folhetos, filmes, vídeos serão utilizados para divulgação"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Protesto em Caracas&lt;br /&gt;Manifestantes ostentam cartaz com imagem do presidente Hugo Chávez e a frase "Hugo I em traje democrático". Milhares de pessoas protestaram ontem em Caracas contra as reformas constitucionais que permitiriam ao chefe de Estado venezuelano se reeleger por mandatos consecutivos. A polícia atirou bombas de gás lacrimogêneo contra a multidão, depois que um pequeno grupo lançou garrafas contra os agentes perto da Assembléia Nacional.&lt;br /&gt;análise&lt;br /&gt;DA NOTÍCIA&lt;br /&gt;Regras rasgadas&lt;br /&gt;A organização de Círculos Bolivarianos no Brasil teve início em 2004, no rastro da virada diplomática do presidente venezuelano, Hugo Chávez, para angariar apoio a seu projeto político no exterior. Mas, sob a fachada de inocentes unidades de divulgação da doutrina bolivariana e dos fundamentos do Socialismo do Século 21, se descobre uma articulação política com ares de ingerência e risco à soberania. Ao prever "o uso de toda forma de luta" para transformar o Estado brasileiro em parte de uma "federação socialista", o Movimento Bolivariano rasga as regras de convivência democrática e traz à memória o fantasma da guerra ideológica que animou duas décadas de ditadura militar no país. Poderiam ser palavras ao vento, não fossem as gestões diplomáticas realizadas pelo Palácio de Miraflores, ganhando eco no seio de partidos políticos, organizações sociais e grupos juvenis.&lt;br /&gt;Esses círculos brasileiros se espelham em seus similares venezuelanos, que são financiados pelo governo. Lá, eles chegam a 1,2 mil e funcionam como uma interface essencial entre o presidente e o povo, solapando a representatividade do Legislativo.&lt;br /&gt;Em seis dias, será lançado em Brasília o livro Simón Bolívar, o Libertador. Em dezembro será a vez do "Movimento Bolivariano". Qual será o próximo passo? (CDS)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Correio Braziliense, 24/10/2007&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/32031277-8418066207281151653?l=posturativa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32031277/posts/default/8418066207281151653'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32031277/posts/default/8418066207281151653'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://posturativa.blogspot.com/2007/10/ameaa-soberania.html' title='Ameaça à soberania'/><author><name>Stella</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15642808401317693150</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='25' src='http://bp3.blogger.com/_xOxxLZ7II_I/R_kpbvES1fI/AAAAAAAAAKs/twV4d9yREss/S220/paorkut.bmp'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-32031277.post-6126724846422224331</id><published>2007-10-09T20:53:00.000-07:00</published><updated>2007-10-09T20:58:40.167-07:00</updated><title type='text'>Blogueiros, cuidado quando criticarem os ricos e poderosos</title><content type='html'>&lt;em&gt;Doreen Carvajal Em Paris - UOL MÍDIA GLOBAL&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando um bilionário nascido no Uzbequistão e um ex-embaixador britânico sem papas na língua se chocaram por causa de um blog crítico, o primeiro resultado foi equivalente a censura na Internet.O "web log" (ou blog) diário do ex-embaixador do Reino Unido no Uzbequistão, Craig Murray, desapareceu depois que o provedor de Internet de Murray na Grã-Bretanha recebeu uma enxurrada de intimações ameaçadoras exigindo a retirada da informação "potencialmente difamatória" sobre Alisher Usmanov, um magnata da mineração uzbeque que tem uma crescente participação no time de futebol inglês Arsenal.&lt;br /&gt;Duas semanas depois, Murray não está mais blogando, mas suas opiniões corrosivas deverão voltar à tona através de um provedor de Internet da Holanda, cujas leis contra difamação são mais brandas, que oferece refúgio para blogueiros polêmicos dos EUA e da Inglaterra. E com essa viagem Murray despertou o apoio e a revolta geral de blogueiros e provedores de Internet, que se queixam de que as exigências das empresas estão ficando mais freqüentes em vários países.&lt;br /&gt;"Eu pessoalmente prevejo que a próxima área de crescimento não é a censura aos sites de fabricação de bombas na Web", disse Richard Clayton, um pesquisador de segurança informática da Universidade de Cambridge e membro da Iniciativa OpenNet, que rastreia a censura à Internet em todo o mundo, "mas sim queixas sobre difamação e processos jurídicos."A odisséia de Murray começou no início de setembro, quando ele publicou em seu blog uma descrição pejorativa de Usmanov.A firma de advocacia de Londres Schillings, especializada em entretenimento e mídia, revidou o ataque em nome de Usmanov com advertências legais ao provedor de Internet do blog, Fasthosts, exigindo a eliminação da publicação dentro de 24 horas.&lt;br /&gt;Seguiram-se outras cartas, e na quarta queixa a Fasthosts simplesmente desativou o site -juntamente com dois outros servidores, fechando mais de uma dúzia de outros sites, incluindo o de um membro do Parlamento britânico."É extremamente assustador que isso possa acontecer, porque eles podem retirar uma coisa que nem foi verificada no tribunal, sem qualquer sanção legal a não ser uma carta de um advogado caro", disse Murray em entrevista. "Fico muito contente de que isso seja verificado no tribunal. Por que eles não fazem isso? Porque atrairá pessoas que conhecem a verdade sobre o assunto."&lt;br /&gt;Depois que seu blog foi silenciado, vários outros blogueiros com opiniões diversas em política começaram a organizar uma coalizão para buscar proteções jurídicas, segundo Tim Ireland, um consultor de marketing on-line cujo blog também desapareceu quando os servidores foram fechados.A Associação de Provedores de Serviços de Internet (Ispa na sigla em inglês), o principal grupo setorial dos provedores britânicos, também vai realizar este mês uma reunião de seus membros para discutir a questão."&lt;br /&gt;A ameaça é e sempre será o dinheiro", disse Ireland. "O poder cria as leis. Temos de retirar pelo menos um aspecto da lei antidifamação no Reino Unido, que dá uma vantagem injusta às pessoas que têm dinheiro.&lt;br /&gt;"Enquanto isso, as acusações de Murray, que também estão em sua autobiografia, "Murder in Samarkand" (Assassinato em Samarkand), continuam se disseminando para outros blogs, indicando as potenciais conseqüências de se tentar abafar informações.&lt;br /&gt;Rollo Head, um porta-voz de Usmanov, disse que o empresário e seus assessores estão satisfeitos com os instrumentos usados para contestar as informações prejudiciais e enganosas. "Estamos muito tranqüilos com a estratégia que adotamos em relação ao site da Web", ele disse.Usmanov contratou a Schillings, que é especializada em "proteção de reputação" e se gaba de defender astros. Harriet Campbell, uma advogada da firma, se recusou a discutir o impacto da estratégia adotada, dizendo em uma mensagem eletrônica que, "como qualquer firma de advocacia profissional, a Schillings não comenta suas instruções ou a abordagem das questões de seus atuais clientes".&lt;br /&gt;Mas em seu site na Web a firma oferece uma lista de dicas para contestar os críticos on-line em plano internacional, descrevendo um cliente, um rico executivo, que foi acusado de comportamento antiético e crimes financeiros em um site dos EUA.&lt;br /&gt;Nesse caso, a firma britânica empregou tática semelhante. Contatou o provedor de Internet, "avisando-lhe que apesar de as alegações terem sido fisicamente publicadas nos EUA elas eram difamatórias sob a lei britânica pois podiam ser acessadas no país".&lt;br /&gt;O provedor retirou o material, segundo a Schillings, e "quando a fonte foi revelada e ficou sem publicidade, rapidamente fez um acordo para evitar um processo de difamação".&lt;br /&gt;Companhias dos EUA, Canadá e Austrália já atuaram contra blogueiros para remover material com direitos autorais ou pediram a remoção de comentários críticos publicados por visitantes dos blogs.&lt;br /&gt;Mas os blogueiros britânicos são especialmente vulneráveis a queixas de difamação por causa de uma decisão jurídica anterior que considerou os provedores de Internet como divulgadores de material difamatório se não reagirem quando alertados sobre um problema. O resultado é que os provedores são obrigados a decidir quem está dizendo a verdade.&lt;br /&gt;"É uma coisa que os provedores têm de administrar como parte da administração de suas empresas", disse Brian Ahearne, um porta-voz do grupo setorial de provedores. "Não é algo em que a Ispa queira se envolver, e eles não deveriam ser juiz e júri a respeito disso.&lt;br /&gt;"Algumas firmas de advocacia adotaram uma abordagem ainda mais direta, ameaçando os blogueiros com advertências legais ríspidas.Richard Brunton, um escritor escocês que tem dois blogs, disse que em abril passado começou a receber avisos de uma firma de lazer do Reino Unido que ficou irritada com comentários publicados por visitantes do seu blog, no qual ele resenha produtos, desde videogames a assoalhos de bambu.&lt;br /&gt;Brunton disse que parecia que alguns funcionários contrariados tinham publicado comentários com referências específicas a empregados da companhia. Então ele os eliminou, segundo disse, mas depois recebeu intimações legais sobre comentários críticos publicados por pessoas que descreveram suas experiências com a empresa.&lt;br /&gt;Brunton e o blogueiro britânico Tim Ireland disseram que as empresas parecem se mobilizar para agir contra comentários críticos quando os blogs aparecem entre os primeiros resultados de uma pesquisa no Google. Esse foi o caso dos comentários cáusticos de Murray sobre Usmanov, que surgiram no topo dos resultados em buscas com o nome do bilionário.&lt;br /&gt;"As pessoas aprenderam uma lição para o futuro", disse Ireland. "É por isso que estamos na luta. Na próxima vez pode ser qualquer um."&lt;br /&gt;Tradução: Luiz Roberto Mendes Gonçalves&lt;br /&gt;&lt;a id="v10bb" href="http://www.iht.com/pages/index.html" target="_blank"&gt;Visite o site do International Herald Tribune&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://posturaativa.blig.ig.com.br/"&gt;http://posturaativa.blig.ig.com.br/&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/32031277-6126724846422224331?l=posturativa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32031277/posts/default/6126724846422224331'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32031277/posts/default/6126724846422224331'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://posturativa.blogspot.com/2007/10/blogueiros-cuidado-quando-criticarem-os.html' title='Blogueiros, cuidado quando criticarem os ricos e poderosos'/><author><name>Stella</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15642808401317693150</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='25' src='http://bp3.blogger.com/_xOxxLZ7II_I/R_kpbvES1fI/AAAAAAAAAKs/twV4d9yREss/S220/paorkut.bmp'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-32031277.post-6624186905599226215</id><published>2007-09-27T23:13:00.000-07:00</published><updated>2007-09-27T23:17:19.590-07:00</updated><title type='text'>Lula, o senhor de escravos</title><content type='html'>&lt;em&gt;Carlos Alberto Montaner - 12 de agosto de 2007&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;Em 1850, o Congresso dos EUA aprovou por uma maioria esmagadora a Lei do Escravo Fugitivo. Os escravos que escapavam deveriam ser devolvidos a seus senhores imediatamente. Ninguém podia socorrê-los. Aquele que ajudasse um negro fugitivo seria severamente multado. Quem o entregasse a seu senhor receberia uma gratificação. Os escravos nem sequer podiam recorrer à justiça. Eles não tinham direitos. O debate que precedeu a aprovação da lei, lido nos dias de hoje, é muito esclarecedor. Ele ficou centrado nos direitos de propriedade. A lógica brandida por aqueles doutos varões (na época, as mulheres nem votavam nem eram eleitas) se fundamentava na tradição jurídica: a grandeza do país dependia da segurança jurídica que amparava as coisas possuídas. Os escravos não eram pessoas. Eram coisas (os gregos os chamavam de “ferramentas falantes”) e as coisas não tinham direitos. Dessa forma, todos os cavalheiros verdadeiramente patriotas deviam proceder de acordo com a lei e devolver ao proprietário aquela coisa escura e assustadora que havia escapado de suas mãos.&lt;br /&gt;A história surge a propósito da devolução a Fidel Castro dos dois jovens negros, campeões de boxe, que se refugiaram no Brasil durante os recentes Jogos Panamericanos. Eles se chamavam Guillermo Rigondeaux e Erislandy Lara. Tinham planos de mudarem para a Alemanha pelas mãos de empresários profissionais com os quais estavam secretamente mantendo contato, e onde se transformariam em profissionais dentro de pouco tempo; dada a habilidade que possuíam para aplicar e receber golpes, seguramente se converteriam em milionários. Aparentemente, o próprio Fidel Castro, que é o proprietário destes rapazes, se comunicou com Lula da Silva e exigiu que ele colaborasse com a imediata devolução da mercadoria. Lula, que entende a lógica dos senhores de escravos, se compadeceu do velho e enfermo ditador. O pobre Fidel tinha criado estes boxeadores e os havia formado com bons treinadores. Os negros eram seus. Mandou então a polícia realizar o seu trabalho.&lt;br /&gt;Esta triste história revela exatamente a natureza do regime cubano, a forma como Fidel Castro exerce autoridade sobre seus súditos e o tipo de relação que mantém com as demais nações. Pouco depois do incidente, declarou que os desportistas cubanos não participariam da próxima competição internacional. Ela será realizada nos EUA e teme uma deserção em massa dos atletas. Para sua desgraça, a Lei do Escravo Fugitivo foi revogada após a Guerra Civil e os EUA já não respeitam os direitos de propriedade. O presidente Bush não é Lula e não devolveria os ingratos desertores. Há apenas dois anos, meia centena de bailarinos cubados que tinha ido a Las Vegas para apresentar um espetáculo musical manifestaram seu desejo de ser livres e fazer com sua vida o que desejavam, e o pérfido império permitiu que eles ficassem no país. Fidel Castro sentiu que tinham se apropriado de algo seu. São assim esses gringos malvados.&lt;br /&gt;Para Fidel Castro, Cuba é uma grande fazenda onde é seu tudo o que existe ou cresce. Como as vacas são suas, matar uma clandestinamente para dar de comer à família faminta se paga com sete anos de prisão. Mais do que o código penal estabelece para quem comete um homicídio. São suas, inclusive, as lagostas que caminham lentamente no fundo do litoral cubano. Pescá-las para amenizar a fome é um delito tão grave como era caçar animais furtivamente nas propriedades reais quando os reis mandavam no mundo.&lt;br /&gt; O difícil de entender é a vil colaboração do presidente Lula da Silva com esta infâmia moral. Não se presume que estamos diante do primeiro presidente latino-americano que provém da classe operária, o primeiro que poderia entender melhor que ninguém a tragédia dos oprimidos? Pensaria que a liberdade destes dois pobres boxeadores negros não tem a menor importância? Pode ser. Assim pensavam os senhores de escravos. Afinal de contas, o Brasil foi o último país do mundo a abolir a escravatura. Isso aconteceu em 1888. Cuba, em 1886, foi o penúltimo a dar liberdade aos cativos. Entretanto, subsiste nos dois países a mentalidade dos traficantes de pessoas, quer dizer, de coisas. Eu sabia que Fidel Castro era um desses senhores de escravos. Ignorava que Lula era outro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.posturaativa.blig.com.br/"&gt;www.posturaativa.blig.com.br&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/32031277-6624186905599226215?l=posturativa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32031277/posts/default/6624186905599226215'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32031277/posts/default/6624186905599226215'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://posturativa.blogspot.com/2007/09/lula-o-senhor-de-escravos.html' title='Lula, o senhor de escravos'/><author><name>Stella</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15642808401317693150</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='25' src='http://bp3.blogger.com/_xOxxLZ7II_I/R_kpbvES1fI/AAAAAAAAAKs/twV4d9yREss/S220/paorkut.bmp'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-32031277.post-8941406818753628791</id><published>2007-08-26T18:35:00.000-07:00</published><updated>2007-08-26T18:40:51.441-07:00</updated><title type='text'>Quem quer o Brasil moderno?</title><content type='html'>&lt;em&gt;Gaudêncio Torquato&lt;/em&gt;  Estadão de 26-08-2007&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há no País uma mania de torcer pela desgraça? O autor deste desatino, expresso em mais uma fala extravagante, é ninguém menos que o presidente da República. Que desalmado é capaz de torcer por tragédias aéreas, pela violência que consome a precária reserva de segurança dos habitantes das metrópoles ou pelo tétrico desfile de pessoas desesperadas nos corredores dos hospitais da Paraíba e de Alagoas, onde médicos em greve cruzam os braços diante de pacientes em estado grave?&lt;br /&gt;Lula se queixa de uma torcida contra seu governo. Pode até haver críticas injustas a ações governamentais, principalmente de adversários políticos, mas não há como negar que certos projetos exibem traços eleitoreiros. E que continua no palanque, como denota sua fala no encerramento da Marcha das Margaridas, em Brasília. O mandatário-mor passa boa parte do dia usando o verbo e prometendo verbas. A liturgia eleitoreira impregna a alma lulista. E ela é responsável por exageros e generalizações. Possivelmente o perfil de Lula como eterno candidato passe despercebido das platéias que o ouvem, principalmente quando se trata de multidões em praças públicas. A massa deixa escapar o senso crítico. Diante dela, o sentimento do líder em relação à sua própria multiplicação ganha força. Em se tratando de Lula, a hipótese chega às alturas. O ex-metalúrgico tem obsessiva necessidade de lembrar que é o maior, o melhor, o único capaz de conduzir o povo à Terra Prometida. Lembra João Agripino, ex-ministro e ex-governador da Paraíba, montanha de vaidade, que costumava dizer: “Deus estava com mania de grandeza quando me criou.”&lt;br /&gt;Críticas aos programas sociais do governo apontam o caráter mercadológico e assistencialista que favorece a cultura da acomodação. Quem não se lembra do espalhafatoso Fome Zero, que se perdeu no baú do esquecimento? O Bolsa-Família beneficia 46 milhões de pessoas com uma injeção de R$ 72 mensais para as famílias. Alguns técnicos o consideram um bom programa de transferência de renda. Mas é distributivismo em forma pura, descolado do compromisso com avanços. Joga as pessoas na sacola da mesada mensal. Basta anotar que, em vez de diminuir, o programa se expande. Que lógica é esta? A pobreza, então, aumenta? É criminoso constatar que a maternidade se transforma em commodity. Meninas de 12, 14 ou 16 anos engravidam só para terem direito ao auxílio-maternidade e abrirem uma conta no açougue, na bodega, na padaria ou na loja de celulares. Dessa forma, o governo apenas joga cimento fresco na carcomida base que Sérgio Buarque de Holanda descreve: “O gosto maior pelo ócio do que pelo negócio; certa frouxidão e anarquismo, falta de coesão, desordem, indisciplina e indolência.”&lt;br /&gt;Outra recorrência no dicionário de S. Exa. é a afirmação de que governa mais para os pobres. Aplausos. O arremate, porém, merece reparos. É quando confunde elite com rico perdulário e grupos da velha política. Nesse caso, mistura joio com trigo. A súcia de apaniguados e rufiões que vivem à sombra do Estado não pode ser inserida no espaço asséptico onde profissionais liberais, empresários e comerciantes, professores e quadros especializados exercem com dignidade seu trabalho. Estes também fazem parte da elite que puxa a locomotiva do País. Aliás, a crítica às elites é recorrência na tradição política. Tem sido a bengala oportunista que políticos e governantes adotam para recriminar adversários e quem não comunga de seu ideário. O sociólogo Fernando Henrique, vale lembrar, usava outra designação: “Catastrofistas e fracassomaníacos.” Que, agora, Lula tenta também resgatar.&lt;br /&gt;O viés maniqueísta de atribuir à elite o sinônimo de maldade, compartilhado por segmentos que se proclamam de esquerda e presente no aparelho vocal do nosso presidente, acaba de ser desmontado por pesquisa efetuada pelo sociólogo Alberto Carlos Almeida e que resultou no livro A Cabeça do Brasileiro. A fotografia de um País mais violento, mais corrupto, mais patrimonialista, menos ético, mais preconceituoso, mais estatizante – um Brasil com jeito de mais do mesmo – enche mais os olhos de estratos da base da pirâmide social do que os do meio ou do topo, que detêm maior escolaridade. Para 80% dos que não sabem ler e escrever, um contrato arrumado no governo para um favorecido político não é corrupção, mas um favor, um jeitinho. Coisa que pode ser perdoada. Já para 72% dos formados em curso superior, trata-se de um ilícito. A violência policial, a incúria, o uso do cargo público em benefício próprio, a ajuda do governo às empresas, o assistencialismo, ou seja, o Brasil ortodoxo encaixa-se melhor na cachola de dois terços da população, que forma a base menos escolarizada.&lt;br /&gt;Os beneficiados com o Bolsa-Família – um em cada quatro brasileiros – fecharam contrato de apoio irremovível à figura de Lula. Já as elites aplaudem e vaiam quando há motivos. Veja-se o Programa Nacional de Segurança Pública com Cidadania (o que seria segurança sem cidadania, algo como matança indiscriminada?), que acaba de ser lançado. O combate à criminalidade é uma demanda prioritária. O que é necessário para dar certo? A combinação de inteligência, estrutura, armamento, quadros policiais preparados. Uma polpuda verba – R$ 6,707 bilhões até o fim de 2012 – foi prometida. Neste ponto, floresce a desconfiança. Como garantir uma coisa que dependerá de outro governante? A descontinuidade administrativa é uma característica dos nossos governos e este fato é percebido (e denunciado) e não digerido pelo paladar das elites.&lt;br /&gt;A mesma desconfiança ocorre em relação aos 40 denunciados no caso do mensalão. O STF deverá acolher a denúncia. Mas o ponto final do processo deverá ultrapassar o mais previsível dos calendários.&lt;br /&gt;Por último, resta ao ministro Luiz Dulci, conselheiro do discurso, cochichar no ouvido presidencial: “O acordo que fizemos com a elite política é o mais amplo da História recente deste país.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://posturaativa.blig.ig.com.br/"&gt;http://posturaativa.blig.ig.com.br&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/32031277-8941406818753628791?l=posturativa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32031277/posts/default/8941406818753628791'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32031277/posts/default/8941406818753628791'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://posturativa.blogspot.com/2007/08/quem-quer-o-brasil-moderno.html' title='Quem quer o Brasil moderno?'/><author><name>Stella</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15642808401317693150</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='25' src='http://bp3.blogger.com/_xOxxLZ7II_I/R_kpbvES1fI/AAAAAAAAAKs/twV4d9yREss/S220/paorkut.bmp'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-32031277.post-4698633568914341398</id><published>2007-08-15T08:14:00.000-07:00</published><updated>2007-08-15T08:17:11.101-07:00</updated><title type='text'>Lições da crise anunciada</title><content type='html'>PAULO RABELLO DE CASTRO  - FSP&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A INTENSIDADE e a rapidez da intervenção dos bancos centrais da Europa, do Japão e dos EUA, desde a quinta passada, prenunciam os contornos do que apelidamos de "primeiro confronto sino-americano do século 21". Convenhamos que o objetivo recorrente de Henry Paulson, o poderoso secretário do Tesouro dos EUA, ao visitar tantas vezes a China, não é o de estar fotografando a Grande Muralha ou as paredes vermelho-páprica da Cidade Proibida. A questão é cambial. E fica mais delicada pelo volume de transações sobre um estoque mundial de ativos financeiros de US$ 200 trilhões! A política belicista de George W. Bush abriu um déficit gêmeo (externo e fiscal) acumulado em US$ 7 trilhões, financiado pela emissão de dívidas do Tesouro americano e papéis de empresas e débitos das famílias (casa própria, automóvel etc).&lt;br /&gt;Outra parte desse imenso déficit é bancada por emissão de dólares ou pela venda de ativos de residentes americanos. A avaliação de risco de crédito do governo dos EUA continua sendo triplo A. Mas o que dizer da enorme quantidade de débitos das empresas e das famílias que se endividaram em proporção muito superior às poupanças daquele país e de seus ganhos de produtividade?&lt;br /&gt;Técnicas sofisticadas de diversificação de riscos ("derivativos de créditos" e "securitização") permitem empacotar as dívidas dos clientes e passá-las adiante a aplicadores finais, que, via de regra, nem sabem qual a exata composição de sua "carteira de riscos". Como o planeta é uma economia "fechada" e limitada pela disponibilidade dos elementos da produção mundial, a grande alavancagem de crédito é disputada, palmo a palmo, pelas principais nações, que dependem da conjunção de capitais, talentos humanos, recursos naturais e organização política. Nessa guerra econômico-comercial, capitaneada por chineses e americanos, não cabem nações sem projeto definido, como o Brasil. Perde quem ceder espaço produtivo. E o Brasil tem cedido muito...&lt;br /&gt;Mas, nos EUA, o relativo equilíbrio fiscal e comercial legado por Clinton foi revertido em suprema gastança pela gestão imperial de quem o sucedeu. Alan Greenspan, do Fed, baixou o juro básico para 1% entre 2001 e 2004. Contudo, antes de deixar o Fed, iniciou o "ajuste", trazendo os juros de volta aos 5%.&lt;br /&gt;O impacto desse movimento é mais dramático que sua recente descrição, pelo FMI, como "saudável ajuste de valor de ativos", tampouco está restrito à esfera imobiliária nos créditos mais arriscados (subprime). Os devedores, quando constrangidos, apertam todos os itens do seu orçamento, pois empinaram o papagaio de suas compras e investimentos ao máximo, por anos. Quanto maior a altura, pior o tombo... Não se trata, portanto, de mera "correção", como afirmam analistas de mercado. O que está em jogo é o desfecho do "rouba-monte" entre Ásia e EUA, da China contra o dólar.&lt;br /&gt;Isso é que faz o secretário Paulson cruzar freneticamente o oceano, buscando uma aceleração do valor de moeda chinesa, a fim de acolchoar melhor a "correção" inflacionária do dólar nos EUA.&lt;br /&gt;Por outro lado, a crise não é tão "assustadora", como acoimou o colega Paul Krugman nesta Folha. Assustadora mesmo é a posição dos países que afirmam tardiamente, com equivocado orgulho, estarem "blindados" da crise. Blindado está quem não participou do ciclo de crescimento e prosperidade. Por ter perdido o bonde, o Brasil não cresceu e, agora, comemora o fim da festa, que também perdeu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://posturaativa.blig.com.br/"&gt;http://posturaativa.blig.com.br&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/32031277-4698633568914341398?l=posturativa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32031277/posts/default/4698633568914341398'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32031277/posts/default/4698633568914341398'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://posturativa.blogspot.com/2007/08/lies-da-crise-anunciada.html' title='Lições da crise anunciada'/><author><name>Stella</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15642808401317693150</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='25' src='http://bp3.blogger.com/_xOxxLZ7II_I/R_kpbvES1fI/AAAAAAAAAKs/twV4d9yREss/S220/paorkut.bmp'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-32031277.post-7501927516869788885</id><published>2007-08-07T12:59:00.000-07:00</published><updated>2007-08-07T13:02:44.974-07:00</updated><title type='text'>A grande conspiração</title><content type='html'>&lt;em&gt;Gaudêncio Torquato &lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;Cícero, ao responder a adversários coléricos, costumava iniciar a peroração com a lembrança: “Oratorem irasci minime decet” (não é decente que o orador se deixe levar pela cólera). O advogado e grande tribuno romano sabia que todas as vezes que a oratória sai do terreno do bom senso para descer a escarpa sinuosa da raiva leva consigo o desatino, a inverdade, a injustiça. Só a cólera explica a tremenda injustiça que Lula comete contra empresários e banqueiros que estariam por trás das vaias que, nos últimos tempos, rondam seu palanque. Ao dizer que não conhece nenhum deles com “biografia que lhe permita sequer falar em democracia nesse país”, atinge frontalmente figuras como Antônio Ermírio de Moraes, Jorge Gerdau e Lázaro Brandão, comandantes, respectivamente, dos impérios Votorantim (50 mil funcionários), Gerdau (32 mil) e Bradesco (80 mil). Tem razão quando diz que banqueiros e empresários “foram os que ganharam muito dinheiro” no ciclo que comanda. Ao insinuar, porém, que eles brincam com a democracia e tramam contra o êxito de seu governo, o orador beira a insensatez ou, para usar uma expressão de Elias Canetti, “sua verdade radicaliza no exagero”. Se Deus fez o homem perfeito, com duas orelhas, uma para ouvir vaias e outra para ouvir aplausos, como lembrou no discurso em Mato Grosso, deu-lhe também uma boca para dizer coisas sensatas.&lt;br /&gt;Debitemos, porém, a extravagância discursiva de Sua Excelência ao momento de extrema sensibilidade que a Nação vive, agravado pela tragédia de Congonhas, cujos desdobramentos reacendem estopins políticos e voltam a incensar o discurso retrógrado: o de pobres contra ricos. Calma com o andor. As manifestações que se expandem, cujo foco clama por menos promessas e mais resultados, nascem no seio das classes médias, grupamento mais sensível aos impactos decorrentes do déficit de governança, dentro do qual se inserem a inação do Poder Executivo, o vazio do Poder Legislativo e a lerdeza do Poder Judiciário. É inegável que o ciclo Lula melhorou substancialmente o ganho de renda dos setores mais carentes - algo em torno de 32% em termos reais, mais que os 20,8% da era FHC. Pesquisa recente mostra ter havido redução de 21% no coeficiente de Gini brasileiro, que mede a desigualdade de distribuição de renda. É, porém, inquestionável o empobrecimento da classe média, cuja renda cresceu, nos últimos anos, entre 7,3% (para quem ganha mais de 20 salários mínimos) e 14,7% (para quem ganha entre um e dois salários mínimos). No cômputo geral, contabiliza-se uma média de 10% de perda no poder de compra desta classe. Ora, os mais sacrificados são os que mais vocalizam indignação. Manifestações e vaias estão entre armas escolhidas para a defesa.&lt;br /&gt;Aos incautos ou difusores da má-fé vai o alerta: não venham com a desculpa de que as elites tramam contra o governo Lula. Há, no País, 15 mil famílias que respondem por 80% dos títulos públicos federais. São elas que ganham com a política monetária, os juros altos, a especulação. É exagero dizer que freqüentam passeatas. Se há empresários identificados com movimentos que clamam por eficiência governamental, é bobagem imaginar que tenham força para mobilizar milhares de pessoas. Ninguém é dono da expressão das ruas. Por isso, o PT comete mais um grave erro de avaliação ao acusar a direita e a imprensa de fazerem ataques ao governo na tentativa de antecipar o debate eleitoral de 2008. Só mesmo ingênuos e tapados por viseira ideológica são capazes de dizer que a imprensa fez a “construção fantasmagórica” do mensalão, inventou o apagão aéreo e monta um cenário de “golpe de Estado”. É inimaginável ouvir do próprio presidente da República, pessoa reconhecidamente habilidosa, que a mesma “gente que fez a Marcha com Deus pela Liberdade”, nos idos de 1964, foi responsável pelo suicídio de Vargas e “levou João Goulart a renunciar” (sic) é a que acorre às ruas contra ele. Dar canelada na bola (Jango foi deposto) é até compreensível, mas confundir o Pacaembu com o Morumbi é imperdoável.&lt;br /&gt;Na leitura do PT, há um complô para desestabilizar o ex-metalúrgico. Por isso, as ruas começam a ser ocupadas pelas elites, comandadas por Ermírio, Gerdau e Benjamim Steinbruch. (Pela cartilha petista, dirigentes do partido, intelectuais e quadros que lotam os milhares cargos no governo não figuram na lista elitista; e o operário fabril Luiz Inácio dá expediente noturno nos tornos mecânicos do ABC paulista, para onde se desloca na cabine de um fusquinha.) A trama, de tão maquiavélica, transforma o presidente em inocente útil ao convidar Nelson Jobim, amigo dos tucanos, para ocupar a pasta da crise nacional. O gaúcho, nesse caso, seria o comandante de tropas inimigas, devendo se beneficiar com o “golpe das elites”. Direitista irreparável, lutaria pelo cetro presidencial. A baita criatividade transborda no alerta que o PT faz aos filiados, conclamando-os à velha luta de classes, para a qual existe até novo slogan oferecido pela marquetagem de plantão: “Presidente, arrume seu povo.”&lt;br /&gt;Debite-se, também, o excesso imaginativo do partido ao corredor escuro que atravessa. Perdeu a identidade e quer recuperá-la, custe o que custar. Por isso se esforça para desfraldar velhas bandeiras, alterar cores, trocar o pano. Tenta preservar Lula, mas critica o neoliberalismo do governo. Como explicar o ensaio de privatização no entorno da Infraero ante a estratégia de fortalecimento do Estado? Este é o dilema a ser enfrentado no 3º Congresso do partido ao final deste mês. Não será fácil a reinvenção. Partido é parte da sociedade. Mas o PT quer ser o todo. Se alguém rejeita seu ideário, é elitista. Se a mídia critica, faz o jogo da direita. Facções internas vivem eterna disputa. Quadros mais equilibrados, como Tarso Genro, são patrulhados. O PT, como os adversários do tribuno Cícero, é um poço de cólera.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://posturaativa.blig.ig.com.br/"&gt;http://posturaativa.blig.ig.com.br/&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/32031277-7501927516869788885?l=posturativa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32031277/posts/default/7501927516869788885'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32031277/posts/default/7501927516869788885'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://posturativa.blogspot.com/2007/08/grande-conspirao.html' title='A grande conspiração'/><author><name>Stella</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15642808401317693150</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='25' src='http://bp3.blogger.com/_xOxxLZ7II_I/R_kpbvES1fI/AAAAAAAAAKs/twV4d9yREss/S220/paorkut.bmp'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-32031277.post-288943233590921228</id><published>2007-07-18T17:29:00.000-07:00</published><updated>2007-07-18T17:39:29.244-07:00</updated><title type='text'>textos</title><content type='html'>&lt;strong&gt;Governo troca PPP por concessão&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;Ministro anuncia que projeto mais adiantado, de recuperação das BRs 116 e 324, será concedido à iniciativa privada&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;Leonardo Goy - ESTADÃO&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lançado no primeiro mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o programa das Parcerias Público-Privadas (PPPs) nunca saiu do papel. E, agora, está ainda mais distante de qualquer resultado prático, já que o governo anunciou ontem que desistiu de fazer a PPP que estava mais adiantada, a das obras de recuperação dos trechos baianos das BRs 116 e 324.O governo optou pela concessão desses trechos, de 660 quilômetros, à iniciativa privada. 'O presidente decidiu conceder, em vez de fazer a PPP, porque concluímos que essas rodovias são viáveis. Elas têm grande volume de tráfego, o que traz retorno econômico (ao investidor)', disse ontem o ministro dos Transportes, Alfredo Nascimento.Essa não foi a primeira PPP da qual o governo desistiu. A ferrovia Norte-Sul, que estava cotada para ser a primeira PPP federal, também foi convertida em possível concessão. Nascimento informou ainda que outro projeto de PPP federal, a do Ferroanel de São Paulo, será financiado de outra maneira. Segundo o ministro, o governo federal busca 'outra saída' para esse empreendimento.&lt;br /&gt;OUTROS PROJETOS&lt;br /&gt;Apesar dessas duas baixas, as PPPs federais não morreram de vez, pelo que informa o Ministério dos Transportes. O governo continua com outros projetos de parceria com o setor privado. São eles o da BR-116, da divisa da Bahia com Minas Gerais até Governador Valadares (MG), e o da BR-040, de Brasília a Juiz de Fora. Essas obras, porém, ainda estão na fase de estudos de viabilidade econômica. Terão de cumprir um longo caminho na burocracia até sair do papel.&lt;br /&gt;Segundo o ministro, o presidente Lula pediu a ele para priorizar as concessões, em um primeiro momento, para depois tratar das PPPs. Nascimento acrescentou que, se uma concessão é viável e implica tarifas baixas para os usuários, ela é uma alternativa mais interessante do que a de PPP, pois desobriga o governo a fazer investimentos. No modelo das PPPs, o governo dá ao investidor contrapartidas para que a realização de uma obra seja viável. No de concessões, todos os investimentos são custeados pelas tarifas dos usuários do serviço.&lt;br /&gt;PEDÁGIO MENOR&lt;br /&gt;A expectativa do ministro é de que os trechos das BRs 116 e 324 na Bahia sejam oferecidos em leilão até dezembro deste ano. Os estudos feitos pelo governo apontam que o pedágio máximo a ser cobrado nelas deverá ficar, na média, em R$ 3,50 para cada 100 quilômetros. É um preço menor do que o previsto para outros sete trechos de rodovias federais do Sul e Sudeste (incluindo a Fernão Dias e a Régis Bittencourt) que o governo promete conceder, onde a tarifa média é de R$ 4,50 para cada 100 quilômetros.&lt;br /&gt;Com relação ao leilão das sete rodovias, Nascimento acredita que o edital será publicado até o início de agosto e que o leilão deverá ocorrer em outubro. O cronograma inicial do governo previa que o edital deveria ter sido publicado ontem, mas os estudos sobre o leilão ainda estão em análise pelo TCU e deverão ser votados amanhã no plenário do Tribunal.O ministro negou a hipótese de o governo colocar o BNDES à frente do processo de concessões de rodovias. Essa possibilidade foi defendida nos bastidores, por integrantes do primeiro escalão descontentes com o ritmo de andamento das PPPs e das concessões. 'O BNDES não vai assumir este processo. Essa é uma atribuição da Agência Nacional dos Transportes Terrestres (ANTT).'&lt;br /&gt;NÚMEROS&lt;br /&gt;660 quilômetrosé o total de trechos das BR-116 e BR-324 que serão recuperados por meio de concessões&lt;br /&gt;R$ 3,50é o preço médio de pedágio, por 100 quilômetros, que deverá ser cobrado nessas rodovias&lt;br /&gt;R$ 4,50é o preço médio de pedágio, por 100 quilômetros, nas demais rodovias federais do Sul/Sudeste&lt;br /&gt;COLABOROU: LU AIKO OTTA]&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Alíquota do PIS/Cofins pode subir a 10,75% &lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;LEANDRA PERESDA SUCERSAL DE BRASÍLIA - FSP&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;Aumento compensaria queda na arrecadação causada pela prometida desoneração da folha de pagamento&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;O governo terá que aumentar a alíquota do PIS/Cofins dos atuais 9,25% para até 10,75% se quiser compensar a queda na arrecadação causada pela estudada desoneração da folha de pagamentos.&lt;br /&gt;As estimativas do governo mostram que, no pior cenário, cada ponto percentual de queda na contribuição patronal ao INSS, hoje em 20%, exige um aumento de 0,3 ponto percentual no PIS/Cofins. No melhor cenário, o aumento é de 0,2.Hoje, as empresas recolhem uma contribuição de 20% sobre o valor da folha de salários para financiar a Previdência Social. O governo quer reduzir o pagamento sobre a folha e transferir para o faturamento das empresas, de modo a estimular os setores que empregam mais mão-de-obra.A dificuldade em aprovar no Congresso Nacional um aumento de impostos, mesmo que para compensar a queda na tributação em outro setor, somada ao impacto inflacionário que o aumento do PIS e da Cofins teriam no curto prazo fizeram com que o governo adiasse os planos de desoneração da folha por tempo indefinido.&lt;br /&gt;O ministro Guido Mantega (Fazenda) disse, em junho, que uma desoneração inferior a cinco pontos percentuais não faria diferença para a economia. Portanto, o aumento do PIS/Cofins, com base nos estudos oficiais, tem que ser de 1 ponto percentual a 1,5 ponto percentual. Isso para fazer o que o governo considera a desoneração mínima. A arrecadação a ser compensada, nesse caso, é de R$ 17 bilhões.&lt;br /&gt;Os estudos técnicos para a desoneração da folha já foram concluídos e o que falta é uma decisão política sobre como evitar a perda de arrecadação.&lt;br /&gt;No curto prazo, o governo acredita que os setores que se beneficiarem de uma redução na carga tributária - leia-se aqueles intensivos em mão de obra - irão engordar suas margens de lucro com o ganho. Já os que tiverem aumento de tributação - setores intensivos em tecnologia - repassarão esse custo aos preços.&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;O tributarista Ilan Gorin estima que a relação estabelecida entre a desoneração da folha e o aumento do PIS/Cofins prejudicará todas as empresas cujos gastos com salário forem inferior a 30% do faturamento&lt;/strong&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://posturaativa.blig.ig.com.br/"&gt;http://posturaativa.blig.ig.com.br/&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/32031277-288943233590921228?l=posturativa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32031277/posts/default/288943233590921228'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32031277/posts/default/288943233590921228'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://posturativa.blogspot.com/2007/07/textos.html' title='textos'/><author><name>Stella</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15642808401317693150</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='25' src='http://bp3.blogger.com/_xOxxLZ7II_I/R_kpbvES1fI/AAAAAAAAAKs/twV4d9yREss/S220/paorkut.bmp'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-32031277.post-8325743104169388181</id><published>2007-07-15T15:41:00.000-07:00</published><updated>2007-07-15T15:47:24.625-07:00</updated><title type='text'>A escalada social</title><content type='html'>&lt;em&gt;Gaudêncio Torquato  -&lt;/em&gt; Estadão - 15 julho de 2007&lt;br /&gt;Historicamente identificada como o farol da sociedade, por seu poder de irradiar opinião, a classe média, pelo menos a brasileira, não brilha mais como no passado. A observação pode até parecer uma contradição em face de análises e projeções que a colocam na liderança das classes sociais em futuro próximo. Em 2010, segundo o Banco Santander, a classe média latino-americana terá 60 milhões de pessoas, tornando-se maioria no continente. Outro banco, o Goldman Sachs, indica que a classe média no Brasil, na Rússia, na Índia e na China, hoje com 200 milhões de pessoas, deverá atingir a casa dos 2 bilhões em 20 anos. Ocorre que, por aqui, este estrato social vive um ciclo de grandes mudanças. Seu espaço começa a ser ocupado por outras referências, oriundas de grupamentos periféricos, que se organizam, ganham força e autonomia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Peter Drucker, estudioso do impacto da globalização sobre o consumo, fala de uma “nebulosa social” no mundo, fruto do desemprego que atinge setores médios e do acesso de novos atores às tecnologias de aquisição de conhecimento. Entre nós, a crescente afluência das margens se deve, ainda, ao estreitamento das distâncias entre as classes B, C e D, que, revigoradas por programas de redistribuição de renda e sob ambiente de inflação baixa e maior acesso ao crédito, se inserem fortemente no mercado consumidor. Esta é a base sobre a qual o País poderá, amanhã, formar uma gigantesca classe média.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O fato é que estamos presenciando profunda transformação nas relações sociais, cujos efeitos sobre a esfera política já começam a se fazer sentir. Vejamos os movimentos dessa engenharia social. Inicialmente, convém lembrar que a classificação social no Brasil é bastante fluida por sermos um território com grandes diferenças. Ser rico numa região pode equivaler a pertencer à classe média baixa em outra. Escolhamos o critério de renda, o mais usado para definir as divisões. Assim, a classe A teria renda superior mensal a 20 salários mínimos; a classe B, entre 10 e 20 salários; a classe C, entre 4 e 10; a D, entre 2 e 4; e a E, com renda inferior a 2. Por esse critério, os ricos estariam na classe A, a classe média alta ficaria na faixa B, a C formaria a classe média típica e os de baixa renda estariam na classe D, ficando os pobres na E. Mas há algum tempo essa composição se desmancha. Como se sabe, a classe média se robustece no fluxo da expansão da industrialização ao longo de oito décadas no século 20. Supervisores, gerentes, técnicos, profissionais liberais, pequeno empresariado, artesãos e comerciantes emergiam como poderosa força. Mas a crise econômica dos anos 80, caracterizada por carência de recursos, encolhimento da produção e enxugamento do Estado, abriu o ciclo de declínio desta classe, cujas referências eram paradigmáticas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A globalização das economias e a conseqüente reengenharia na administração empresarial enxugaram postos de trabalho. A partir daí, desenvolve-se um processo de degradação que no Brasil, segundo estudos da Unicamp, fez a classe média perder, nos últimos anos, um terço de sua renda. Em 1980, 64,6% da classe média era composta de assalariados; em 2000, este índice era de 55%. Em 80, a classe entrava com 31,7% na população economicamente ativa (PEA); em 2000, caiu para 27,1%. Ademais, os custos da classe média com saúde, educação, segurança, transporte e habitação, sempre ascendentes, fizeram-na apertar o cinto. Sem tradição de lutas, os núcleos do meio da pirâmide canalizaram a indignação para a política. Daí serem comparados com a pedra que faz marolas no lago social. A formação da opinião pública tinha como parâmetro a expressão da classe média. Ao correr das últimas duas décadas, porém, ela se esgarçou. Perdeu espaço político. Enquanto sua voz definhava, fortalecia-se o grito das margens.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por essa vertente entram os ingredientes que alimentam a “nova classe”. A começar pelo braço social do Estado e pelo distributivismo das bolsas. Depois, o cartão de crédito que chega ao bolso de uma clientela mais humilde. O varejo se aquece. Em 2006, o comércio da Rua 25 de Março, em São Paulo, registrou R$ 17 bilhões, ou 40% de todos os shopping centers do País, enquanto o mercado de luxo movimenta cerca de R$ 5 bilhões por ano. Parcelas significativas passam a ter acesso a novas fontes de cultura e informação. Inaugura-se um processo de migração entre a classe média típica (C) e a classe média alta (B). Expande-se uma “psicologia global” que respira ares de autonomia e independência, algo que o sociólogo francês Robert Lattes definiria como “autogestão técnica” ou, em outros termos, as massas sabem o que querem e como agir. E o pragmatismo se incorpora a seu sistema decisório. Instala-se um leilão de trocas: quem dá menos, quem dá mais? A micropolítica - o remédio barato, o transporte fácil, a escola pública perto de casa, a rua asfaltada, a segurança no bairro, o lazer pago em pequenas prestações - passa a ser o discurso que provoca interesse.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;E assim a pirâmide social ganha novo traçado. O topo continua bem inclinado, a denotar a hipótese de que, no Brasil, os ricos se tornam cada vez mais ricos. O grau de inclinação do meio da pirâmide, porém, é mais largo, na perspectiva de uma classe média alta que se comprimiu e de uma classe média típica que se expande com a incorporação dos estratos de baixo. Este é o novo ambiente social em que se opera a política. A bandeira republicana, com os valores da ética e da dignidade, do respeito ao império do Direito e da Justiça, historicamente desfraldada pelas classes médias, agora cede lugar à bandeira franciscana, cujo lema é: “É dando que se recebe.” Luiz Inácio, animal político de instintos apurados, percebeu que a “nebulosa social” brasileira difere das nebulosas planetárias formadas por estrelas no ciclo final de vida. Aqui, as estrelas são novas e dispõem de muito espaço para expandir a luz. &lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;&lt;a href="http://posturaativa.blig.ig.com.br/"&gt;http://posturaativa.blig.ig.com.br/&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/32031277-8325743104169388181?l=posturativa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32031277/posts/default/8325743104169388181'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32031277/posts/default/8325743104169388181'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://posturativa.blogspot.com/2007/07/escalada-social.html' title='A escalada social'/><author><name>Stella</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15642808401317693150</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='25' src='http://bp3.blogger.com/_xOxxLZ7II_I/R_kpbvES1fI/AAAAAAAAAKs/twV4d9yREss/S220/paorkut.bmp'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-32031277.post-6819372338555564765</id><published>2007-07-10T18:55:00.000-07:00</published><updated>2007-07-10T19:03:57.534-07:00</updated><title type='text'>"Sinto Vergonha de Mim"</title><content type='html'>&lt;em&gt;(Cleide Canton)&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;Sinto vergonha de mim…&lt;br /&gt;por ter sido educador de parte desse povo,&lt;br /&gt;por ter batalhado sempre pela justiça,&lt;br /&gt;por compactuar com a honestidade,&lt;br /&gt;por primar pela verdade&lt;br /&gt;e por ver este povo já chamado varonil&lt;br /&gt;enveredar pelo caminho da desonra.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sinto vergonha de mim&lt;br /&gt;por ter feito parte de uma era&lt;br /&gt;que lutou pela democracia,&lt;br /&gt;pela liberdade de ser&lt;br /&gt;e ter que entregar aos meus filhos,&lt;br /&gt;simples e abominavelmente,&lt;br /&gt;a derrota das virtudes pelos vícios,&lt;br /&gt;a ausência da sensatez&lt;br /&gt;no julgamento da verdade,&lt;br /&gt;a negligência com a família,&lt;br /&gt;célula-mater da sociedade,&lt;br /&gt;a demasiada preocupação&lt;br /&gt;com o “eu” feliz a qualquer custo,&lt;br /&gt;buscando a tal “felicidade”em caminhos&lt;br /&gt;eivados de desrespeito&lt;br /&gt;para com o seu próximo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tenho vergonha de mim&lt;br /&gt;pela passividade em ouvir,&lt;br /&gt;sem despejar meu verbo,&lt;br /&gt;a tantas desculpas ditadas&lt;br /&gt;pelo orgulho e vaidade,&lt;br /&gt;a tanta falta de humildade&lt;br /&gt;para reconhecer um erro cometido,&lt;br /&gt;a tantos “floreios” para justificaratos criminosos,&lt;br /&gt;a tanta relutânciaem esquecer a antiga posição&lt;br /&gt;de sempre “contestar”,&lt;br /&gt;voltar atráse mudar o futuro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tenho vergonha de mim&lt;br /&gt;pois faço parte de um povo que não reconheço,&lt;br /&gt;enveredando por caminhos&lt;br /&gt;que não quero percorrer…&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tenho vergonha da minha impotência,&lt;br /&gt;da minha falta de garra,&lt;br /&gt;das minhas desilusõese do meu cansaço.&lt;br /&gt;Não tenho para onde ir&lt;br /&gt;pois amo este meu chão,&lt;br /&gt;vibro ao ouvir meu Hino&lt;br /&gt;e jamais usei a minha Bandeira&lt;br /&gt;para enxugar o meu suorou enrolar meu corpo&lt;br /&gt;na pecaminosa manifestação de nacionalidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao lado da vergonha de mim,&lt;br /&gt;tenho tanta pena de ti,&lt;br /&gt;povo brasileiro !&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://posturaativa.blig.ig.com.br/"&gt;http://posturaativa.blig.ig.com.br/&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/32031277-6819372338555564765?l=posturativa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32031277/posts/default/6819372338555564765'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32031277/posts/default/6819372338555564765'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://posturativa.blogspot.com/2007/07/sinto-vergonha-de-mim.html' title='&quot;Sinto Vergonha de Mim&quot;'/><author><name>Stella</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15642808401317693150</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='25' src='http://bp3.blogger.com/_xOxxLZ7II_I/R_kpbvES1fI/AAAAAAAAAKs/twV4d9yREss/S220/paorkut.bmp'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-32031277.post-237735810487875342</id><published>2007-06-24T17:37:00.000-07:00</published><updated>2007-06-24T18:02:53.567-07:00</updated><title type='text'>Entrevista do Marcola</title><content type='html'>feita pelo O GLOBO em 23/05/2006 fonte: site TERNUMA&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Estamos todos no inferno. Não há solução; pois,&lt;br /&gt;não conhecemos nem o problema.&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;Você é do PCC?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;- Mais que isso, eu sou um sinal de novos tempos. Eu era pobre e invisível... Vocês nunca me olharam durante décadas... E antigamente era mole resolver o problema da miséria... O diagnóstico era óbvio: migração rural, desnível de renda, poucas favelas, ralas periferias... A solução é que nunca vinha... Que fizeram? Nada.&lt;/strong&gt; O governo federal alguma vez: alocou uma verba para nós? E nós só aparecíamos nos desabamentos no morro ou nas músicas românticas sobre a "beleza dos morros ao amanhecer", essas coisas... Agora, estamos ricos com a multinacional do pó. E vocês estão morrendo de medo... &lt;strong&gt;Nós somos o início tardio de vossa consciência social... Viu? Sou  culto... Leio Dante na prisão...&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;- Mas... A solução seria...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Solução? Não há mais solução, cara... A própria idéia de "solução" já é um erro. Já olhou o tamanho das 560 favelas do Rio? Já andou de helicóptero por cima da periferia de São Paulo? Solução como? Só viria com muitos bilhões de dólares gastos organizadamente, com um governante de alto nível, uma imensa vontade política, crescimento econômico, revolução na educação, urbanização geral; e tudo teria de ser sob a batuta quase que de uma "tirania esclarecida", que pulasse por cima da paralisia burocrática secular, que passasse por cima do Legislativo cúmplice (ou você acha que os 287 sanguessugas vão agir? &lt;strong&gt;Se bobear, vão roubar até o PCC...) e do Judiciário, que impede punições. Teria de haver uma reforma radical do processo penal do país, teria de haver comunicação e inteligência entre polícias municipais, estaduais e federais (nós fazemos até conference calls entre presídios...). E tudo isso custaria bilhões de dólares e implicaria numa mudança psico-social profunda na estrutura política do país. Ou seja: é impossível.Não há solução.&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;- Você não tem medo de morrer?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Vocês é que têm medo de morrer, eu não. Aliás, aqui na cadeia vocês não podem entrar e me matar... Mas eu posso mandar matar vocês lá fora... Nós somos homens-bomba. Na favela tem cem mil homens-bomba... Estamos no centro do Insolúvel, mesmo... Vocês no bem e eu no mal e, no meio, a fronteira da morte, a única fronteira. Já somos uma outra espécie, já somos outros bichos, diferentes de vocês. A morte para vocês é um drama cristão numa cama, no ataque do coração... A morte para nós é o presunto diário, desovado n’uma vala...&lt;/strong&gt; Vocês, intelectuais, não falavam em luta de classes, em "seja marginal, seja herói"? Pois é: chegamos, somos nós! Ha, ha... &lt;strong&gt;Vocês nunca esperavam esses guerreiros do pó, né? Eu sou inteligente. Eu leio, li 3.000 livros e leio Dante... Mas, meus soldados todos são estranhas anomalias do desenvolvimento torto desse País. Não há mais proletários ou infelizes ou explorados. Há uma terceira coisa crescendo aí fora, cultivado na lama, se educando no absoluto analfabetismo, se diplomando nas cadeias, como um monstro Alien escondido nas brechas da cidade. Já surgiu uma nova linguagem. &lt;/strong&gt;Vocês não ouvem as  gravações feitas "com autorização da Justiça"? Pois é. É outra língua.&lt;strong&gt; Estamos diante de uma espécie de pós-miséria. Isso. A pós-miséria gera uma nova cultura assassina, ajudada pela tecnologia, satélites, celulares, internet, armas modernas. É a merda com chips, com megabytes. Meus comandados são uma mutação da espécie social, são fungos de um grande erro sujo.&lt;br /&gt; &lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;- O que mudou nas periferias?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Grana. A gente hoje tem. Você acha que quem tem US$ 40 milhões, como o Beira-Mar, não manda? Com 40 milhões a prisão é um hotel, um escritório... Qual a polícia que vai queimar essa mina de ouro, tá ligado?&lt;strong&gt; Nós somos uma empresa moderna, rica. Se funcionário vacila, é despedido e jogado no "microondas"... ha, ha... Vocês são o Estado quebrado, dominado por incompetentes. Nós temos métodos ágeis de gestão. Vocês são lentos e burocráticos. Nós lutamos em terreno próprio. Vocês, em terra estranha. Nós não tememos a morte. Vocês morrem de medo. Nós somos bem armados. Vocês vão de três-oitão. Nós estamos no ataque. Vocês, na defesa. Vocês têm mania de humanismo. Nós somos cruéis, sem piedade. Vocês nos transformam em superstars do crime. Nós fazemos vocês de palhaços. Nós somos ajudados pela população das favelas, por medo ou por amor. Vocês são odiados. Vocês são regionais, provincianos. Nossas armas e produto vêm de fora, somos globais. Nós não esquecemos de vocês, são nossos fregueses. Vocês nos esquecem assim que passa o surto de violência.&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;- Mas o que devemos fazer?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vou dar um toque, mesmo contra mim. &lt;strong&gt;Peguem os barões do pó! Tem deputado, senador, tem generais, tem até ex-presidentes do Paraguai nas  paradas de cocaína e armas. Mas quem vai fazer isso? O Exército? Com que grana? Não tem dinheiro nem para o rancho dos recrutas... O país está quebrado, sustentando um Estado morto a juros de 20% ao ano, e o Lula ainda aumenta os gastos públicos, empregando 40 mil picaretas.&lt;/strong&gt; O Exército vai lutar contra o PCC e o CV? Estou lendo o Klausewitz, "Sobre a guerra". Não há perspectiva de êxito... Nós somos formigas devoradoras, escondidas nas brechas... A gente já tem até foguete antitanques... Se bobear, vão rolar uns Stingers aí... P’ra acabar com a gente, só jogando bomba atômica nas favelas... Aliás, a gente acaba arranjando também "umazinha", daquelas bombas sujas mesmo... Já pensou? Ipanema radioativa?&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;- Mas... não haveria solução?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Vocês só podem chegar a algum sucesso se desistirem de defender a "normalidade". Não há mais normalidade alguma. Vocês precisam fazer uma autocrítica da própria incompetência. Mas vou ser franco... Na boa... Na moral... Estamos todos no centro do insolúvel. Só que nós vivemos dele e vocês... Não tem saída. Só a merda. E nós já trabalhamos dentro dela. &lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;Olha aqui, mano, não há solução. Sabe por quê? Porque vocês não entendem nem a extensão do problema. Como escreveu o divino Dante: "Lasciate ogna speranza voi che entrate!" Percam todas as esperanças. Estamos todos no inferno.&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/32031277-237735810487875342?l=posturativa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32031277/posts/default/237735810487875342'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32031277/posts/default/237735810487875342'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://posturativa.blogspot.com/2007/06/entrevista-do-marcola.html' title='Entrevista do Marcola'/><author><name>Stella</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15642808401317693150</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='25' src='http://bp3.blogger.com/_xOxxLZ7II_I/R_kpbvES1fI/AAAAAAAAAKs/twV4d9yREss/S220/paorkut.bmp'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-32031277.post-2398055048414253002</id><published>2007-06-13T15:13:00.000-07:00</published><updated>2007-06-13T15:14:58.955-07:00</updated><title type='text'>E não vale a lei para os compadres do rei?</title><content type='html'>&lt;strong&gt;José Nêumanne&lt;/strong&gt; - Estadão 13 junho de 2007&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Este jornal noticiou anteontem em manchete que a Polícia Federal (PF) concentrará o inquérito da Operação Xeque-Mate no petista Dario Morelli, compadre do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e tido como sócio de Nilton Cezar Servo, apontado como chefe da máfia desbaratada, que explorava caça-níqueis. A sentença enunciada nesta abertura de texto contém um teor explosivo que os cuidados nela exigidos e exibidos podem não bastar. De um lado, um chefe de governo, que deve ser ilibado por definição. Do outro, um suspeito de pertencer ao crime organizado. E, no meio dos dois, o compadre, o sócio. Convém, pois, esclarecer logo que o compadrio é uma prática antiga na política nacional. Próceres batizam filhos de seus eleitores com prodigalidade demais e, normalmente, atenção de menos. Quando Leonel Brizola pretendeu lançar-se candidato à sucessão do irmão de Neuza, sua mulher, João Goulart, tratou de preceder a campanha de um slogan, que se tornaria célebre e paradigmático: "Cunhado não é parente." Da mesma forma, hoje, da relação entre Lula e Dario é justo estabelecer que "compadre não é parente". Mas irmão é. E parente de primeiro grau. Ainda assim, não se pode inculpar Sua Excelência por nenhum dos ilícitos dos quais é acusado seu mano mais velho, Genival Inácio da Silva, o Vavá. Até Jimmy Carter teve seu irmão-problema, sem falar em nosso José Sarney, uma espécie de compadre virtual de Lula, sempre às voltas com o Vavá dele, de nome Murilo. Só que sempre fica um travinho na goela por conta da proximidade, da intimidade. Isso mesmo esquecendo logo de saída a deixa ancestral de Júlio César, que, para se livrar da bela Pompéia Sula, suspeita de receber atenções masculinas indevidas, condenou a própria cônjuge pelo fato de apenas parecer, mesmo não sendo provado que ela retribuísse tais atenções. Ao contrário dos tempos prévios àqueles famosos idos de março, esta nossa era e esta República são outras: nelas, às mulheres, aos compadres, parentes e amigos do peito não apenas se concede o direito de parecer, como o de se valer de qualquer negativa, por menos documentada que seja, como prova decisiva de sua inocência e da má-fé do acusador, seja quem for. O que difama esta República não é tanto o irmão pródigo do chefe de Estado tolerante e tolerado, mas, sim, o Estado permissivo e negligente que este comanda e o sistema de leis e normas que existem só para inglês ver (sem entender, diga-se). O Estado aprecia o espetáculo e dissemina a falsa idéia de que para punir um suspeito de ter cometido algum delito basta expô-lo à execração geral. Tolice: José Genoino ouviu imprecações do eleitorado quando foi votar, mas nem por isso deixou de ser eleito deputado federal, após ter assinado documentos para lá de heterodoxos na condição de presidente de um partido que infringiu de diversas formas a lei, que dizem ser o império de uma democracia que se preze. O conceito republicano da "mulher de César" não se aplicou ao nobre parlamentar nem atingiu seu irmão (ele também tem um irmão-problema) José Nobre Guimarães, cujo ex-assessor José Adalberto Vieira da Silva foi preso no aeroporto com US$ 100 mil na cueca. Aos protagonistas do caso em questão não se aplicou o tal conceito milenar, mas uma lei bem mais recente, cunhada pelos hábitos da República Velha e do mandonismo de Artur Bernardes: "Para os amigos, tudo; para os inimigos, o rigor da lei." Outros dois petistas foram beneficiados pelo mesmo expediente: Gedimar Passos e Valdebran Padilha foram flagrados com a chamada boca na botija, ou melhor, com a mão na massa: a PF, sempre a PF, pilhou-os com R$ 1,75 milhão num hotel perto do aeroporto e um dossiê encomendado a falsários para prejudicar o candidato do PSDB ao governo de São Paulo, José Serra, anulando seu favoritismo. Na condição de sabe-se lá o que de sabe-se lá quem ligado a alguma instância próxima ao rei (que só é paralisado, como até Ciro Gomes sabe e parece que a PF também, pelo xeque-mate), não foi lavrado o flagrante desses dois senhores, que, submetidos à prisão temporária, foram soltos no quinto dia, como manda a lei (que juiz nenhum se negará a aplicar) para este caso específico. Eles foram chamados de "aloprados" por Sua Majestade, mas até agora nada têm a pagar na Justiça. Exemplos como estes são empilhados nos arquivos dos jornais e não há espaço aqui para esgotá-los. O ex-ministro Saulo Ramos teve a pachorra de fazer as contas e, em seu livro Código da Vida, conta que a PF já processou, indiciou e prendeu 6 mil brasileiros, pela polícia espetacular dos governos Lula. Mas ninguém foi condenado. Não dá, porém, para deixar de lado o companheiro Antônio Palocci, visto pelo caseiro Francenildo Santos Costa freqüentando uma mansão suspeita, onde lenocínio e corrupção pareciam gêmeos siameses. Como Genoino, Palocci elegeu-se com facilidade deputado federal, goza de imunidade parlamentar e foro privilegiado, enquanto a testemunha infeliz perdeu emprego, mulher e paz. Nenhum dos delinqüentes que quebraram seu sigilo bancário e tornaram pública sua condição de bastardo foi punido pela lei dos homens. Todos gozam a anistia ampla, geral e irrestrita da impunidade dos todo-poderosos. Pode ser que a desproporção absurda entre os capturados pela polícia e os apenados pela Justiça se deva a excessos dos que prendem e algemam. E o ministro da Justiça, Tarso Genro, houve por bem anunciar um projeto para acabar com abusos e violências contra a cidadania como algemas, camburões e escutas telefônicas indiscriminadas. Na certa, também, a lerdeza e a permissividade do Judiciário contribuem para a conta. O certo é que a soma de tais fatores torna esta a Pátria da impunidade, em particular para parentes, compadres e amigos do rei.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://posturaativa.blig.ig.com.br/"&gt;http://posturaativa.blig.ig.com.br/&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/32031277-2398055048414253002?l=posturativa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32031277/posts/default/2398055048414253002'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32031277/posts/default/2398055048414253002'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://posturativa.blogspot.com/2007/06/e-no-vale-lei-para-os-compadres-do-rei.html' title='E não vale a lei para os compadres do rei?'/><author><name>Stella</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15642808401317693150</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='25' src='http://bp3.blogger.com/_xOxxLZ7II_I/R_kpbvES1fI/AAAAAAAAAKs/twV4d9yREss/S220/paorkut.bmp'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-32031277.post-4487981566753002232</id><published>2007-06-06T19:36:00.000-07:00</published><updated>2007-06-06T19:47:37.069-07:00</updated><title type='text'>O Brasil está doente</title><content type='html'>&lt;strong&gt;ROBERTO JEFFERSON  - &lt;em&gt;FSP&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Escancarei o mensalão. O governo não viu, não sabia, não ouviu. Exatos dois anos depois, o que temos? Manchetes sobre corrupção&lt;br /&gt;O DIA 6 de junho é um marco. De vergonha. Neste dia, há exatos dois anos, em entrevista à Folha de S.Paulo, escancarei ao Brasil o esquema de aluguel de parlamentares pelo PT -o mensalão. O país mergulhou em uma de suas mais graves crises políticas. À frente do processo -e no seu pedestal carcomido de vestal-, o PT. Fui criticado e cassado. O governo não viu, não sabia, não ouviu. Exatos dois anos depois, estampadas na Folha, o que temos? Manchetes sobre corrupção. O que antes era visto como sujeira dos pequenos partidos, ávidos por migalhas, hoje respinga em todas as siglas, derrubando ministros, ex-governadores, delegados de polícia e procuradores. A Navalha corta a carne de muitos. Saímos das cuecas e malas pretas para esquemas sofisticados de uso de recursos públicos. Novamente, o governo não viu, não sabia, não ouviu. Na rua, sempre me perguntam por que protegi o Lula. Ainda nesta semana, em Brasília, fui questionado por um senhor: "Por que não acabou com tudo, de uma vez?". Respondi: ative-me ao que presenciei. O que poupei no passado, para minha tristeza, se desmancha no presente. Lula ganhou a primeira eleição com prática inversa ao discurso. Dizia: "Fora, FMI" e já tinha acertado com a instituição; batia nas altas taxas de juros e estava comprometido com os banqueiros. Tinha discurso socialista, mas fez e faz governo populista (Bolsa Família e muita retórica), com 60% de aprovação do povão. É um operário que perdeu o dedo no torno e conta com o apoio do grande capital. Há candidato melhor? Lula confundiu o cenário quando migrou para o centro do espectro político e passou a defender teses econômicas que condenou na gestão Fernando Henrique. Imaginávamos uma guinada à esquerda, mas ele optou pelo centro -aquietou o mercado. Foi mais radical que FHC: o impulso reformista se esvaziou no primeiro ano. Não houve nem há ideologia. É toma lá, dá cá. Se no mensalão o "líder do governo" era o "Carequinha de Belo Horizonte", que gerava os "argumentos reais" para manter a base afinada no Congresso, agora o "líder" é Paulo Lacerda, diretor-geral da Polícia Federal, que constrange aqueles que tentam criar embaraço, exigindo mais do que o governo está disposto a ceder, como vinha fazendo o PMDB. Resultado: navalhada na carne, os peemedebistas ficaram sem o PAC -52% dos recursos são da esfera do Ministério de Minas e Energia. E tome operações midiáticas. O povão vai ao delírio. O PT não mudou, apenas trocou PTB, PR e PP pelo PMDB. A crise moral de hoje é igualzinha à anterior. O Brasil está doente. Lula surfa nas crises e todos estão com ele. Até a oposição. O que os une? O desavisado concluiria: um projeto de nação! Não. Lula tem é projeto político. Movimenta-se para fazer o sucessor e voltar -em 2014? Com uma concentração brutal de arrecadação nas mãos do Estado, ele tem a chave do cofre e sabe usá-la. Até o PSDB mudou. Envergonhou-se das privatizações. Geraldo Alckmin usou o uniforme dos Correios, o chapéu do Banco do Brasil e o escudo da Petrobras. Fez como o adversário. O Brasil precisa de um partido conservador moderno, com coragem de defender as privatizações e acabar com o baronato. Vamos rediscutir o papel do Estado. Sem medo. Da "excelente" política fiscal de Lula o que resultou? Respondem os ex-empregados do setor gaúcho de calçados, da indústria têxtil, de eletrodomésticos etc. Teremos como competir com China, Índia? PAC? Que piada! Na esteira do casamento de cobras e lagartos, rentistas e socialistas, a renda da classe média, acima de três mínimos, caiu 46% nos últimos seis anos. Há um saldo negativo de 2 milhões de empregos no período. Os governos supostamente de esquerda na América Latina são uma grande fraude. Empresas e bancos estatais se tornaram aparelhos partidários do poder. Lula suprimiu direitos de aposentados e pensionistas, mas se nega a avançar na privatização das estatais, lugar de negócios e cabide de empregos da esquerda dirigente. Devemos caminhar para o parlamentarismo, fazer a reforma política, ter fidelidade partidária. Vamos reformar o capital, enfrentando os rentistas. Privatizar as estatais e defender as leis sociais do trabalho e da Previdência. O PTB, que presido, pretende se firmar como um partido de centro-direita. Mas vai seguir esse caminho de forma institucionalizada, lembrando seus compromissos históricos com o trabalho. O céu de brigadeiro na economia mundial nos poupa de uma crise econômica. O governo Lula é uma bóia ao sabor da correnteza em praia do Caribe. Mas o Triângulo das Bermudas está logo ali. Fiz a minha parte. Agora é a vez de vocês.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;A revolução educacional chega ao Brasil&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;'O governo Lula se propõe alcançar o nível dos países mais desenvolvidos em 15 anos. Menos de 1% das localidades do Brasil tem um nível educacional aceitável, num sistema que é excludente'&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O governo Lula se propõe alcançar o nível dos países mais desenvolvidos em 15 anos. Menos de 1% das localidades do Brasil tem um nível educacional aceitável, num sistema que é excludenteBernardo GutiérrezNo Rio de JaneiroMais professores, melhores salários, mais lugares nas universidades públicas. Prêmios para as escolas com melhores resultados, incentivos aos doutorados, computadores para todos os colégios públicos. A revolução educacional, a grande conta pendente do presidente Lula da Silva em seu primeiro mandato, está prestes a começar no Brasil. É que numa república de tamanho continental, onde a educação é transferida para as prefeituras, o sistema está à beira do naufrágio. Os salários dos professores estão no chão. As greves paralisam os anos letivos nas universidades e o nível do ensino primário chega ao fundo.Para evitar o declínio do ensino, o presidente Lula acaba de lançar com ostentação o Plano de Desenvolvimento da Educação, um pacote de 47 medidas que afetarão profundamente todos os níveis do ensino brasileiro. Lula, escoltado por seu flamejante e eficiente ministro da Educação, Fernando Haddad, falou há alguns dias sobre sua nova revolução: "Vejo no plano o início do século da educação no Brasil. Um século que garantirá a primazia do talento sobre a origem social e do mérito sobre a riqueza familiar. Um século de uma elite de competência e de saber, e não de uma elite de sobrenome".O objetivo é ambicioso e não é outro senão situar o Brasil na média educacional dos países desenvolvidos, da Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), num prazo de 15 anos. Um estudo do governo brasileiro calculou que na OCDE a medida de conhecimentos, batizada como índice de desenvolvimento da educação básica, é de 6. No Brasil chega a apenas 3,8. E o que é pior: só 33 dos 4.350 municípios do Brasil (apenas 0,8%) têm um nível educacional considerado aceitável. Em regiões como o paupérrimo nordeste, terra natal de Lula, a situação é catastrófica: lá se encontram 81% das escolas brasileiras com um índice entre 0,3 e 2,7. A radiografia do Ministério da Educação revelou que 700 mil alunos do Brasil (1,5% do total) estudam em 18 mil escolas sem energia elétrica.Para acabar com o terceiro-mundismo educacional, o governo Lula vai aplicar um amplo pacote de medidas que abrangem todos os níveis educacionais. Antes de aplicar o chamado Plano de Desenvolvimento da Educação, o governo vai aumentar para 390 milhões de reais (cerca de 144 milhões de euros) o programa dinheiro direto à escola, que pretende equilibrar, sem intermediação de prefeituras ou estados, os orçamentos educacionais dos municípios. Embora a Constituição obrigue as prefeituras a destinar uma porcentagem mínima à educação, isso nem sempre é cumprido.O plano pretende criar 150 escolas técnicas em cidades pólo (normalmente situadas no interior) e aumentar em 20% os lugares nas cobiçadas universidades públicas. Além disso, graças ao programa ProUni, as universidades privadas criarão 100 mil lugares para alunos de baixa renda em troca de incentivos fiscais. Para tanto, serão criados 2.800 novos cargos de professores e 5 mil técnicos e administrativos nas universidades. O salário mínimo dos professores será estabelecido por lei em 850 reais, o que representará um aumento de quase 50%.Além disso, Lula prometeu que todos os colégios da rede pública receberão computadores até 2010 e que comprará 2.500 ônibus escolares, transporte muito importante nas localidades do interior. A introdução de prêmios para as escolas que cumpram seus objetivos e sanções para as que não cumprirem é outra das medidas contidas no citado plano.Mas nem tudo que brilha é ouro. E as críticas não demoraram a aparecer. O ministro da Educação, Fernando Haddad, reconhece que precisa de cerca de 3 bilhões de euros até 2010 para que o plano não descarrilhe. O atual ajuste fiscal do Palácio do Planalto (como é conhecido o Executivo brasileiro) poderia impedir a revolução educacional de Lula. "Não adianta criar escolas técnicas novas se não pudermos contratar professores", afirma Manuela D'Avila, deputada do Partido Comunista do Brasil (PCdoB). Cristovam Buarque, ex-ministro da Educação de Lula, mostra-se cético com o plano e o considera "um passo a mais dos que foram dados nos últimos 20 anos"; enquanto para Amilcar Bezerra, professor da Universidade Boa Viagem em Recife, "o aumento dos salários é fundamental, mas não suficiente, porque também é preciso investir na formação contínua dos professores".Daniel Quaranta, professor da Universidade UniRio do Rio de Janeiro, afirma que o grande problema é um sistema educacional altamente excludente: "Coloca-se uma prova de acesso dificílima na universidade pública. Só entra quem tem uma boa formação básica, e isso poucas vezes acontece com a população proveniente de colégios públicos".Walter Carvalho, professor da Universidade do Pará, afirma que existe uma falta de compromisso histórico dos governos brasileiros com a educação. Em troca, Marilza Regattieri, coordenadora de educação da Unesco no Brasil e que participou da elaboração do plano do governo, considera fundamental a participação da família no processo e mostra-se convencida de que "sem um incentivo familiar nada vai mudar no Brasil".&lt;br /&gt;Tradução: Luiz Roberto Mendes Gonçalves - FS&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://posturaativa.blig.ig.com.br/"&gt;http://posturaativa.blig.ig.com.br/&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/32031277-4487981566753002232?l=posturativa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32031277/posts/default/4487981566753002232'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32031277/posts/default/4487981566753002232'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://posturativa.blogspot.com/2007/06/o-brasil-est-doente.html' title='O Brasil está doente'/><author><name>Stella</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15642808401317693150</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='25' src='http://bp3.blogger.com/_xOxxLZ7II_I/R_kpbvES1fI/AAAAAAAAAKs/twV4d9yREss/S220/paorkut.bmp'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-32031277.post-5490817406319010457</id><published>2007-06-04T17:42:00.000-07:00</published><updated>2007-06-04T17:45:15.618-07:00</updated><title type='text'>Por uma Operação Guilhotina</title><content type='html'>&lt;strong&gt;Fritz Utzeri, jornalista&lt;/strong&gt; (JB - 03 de junho de 2007)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É triste saber que toda uma geração de brasileiros, hoje com 25 anos, jamais viu o Brasil crescer. A constatação é do ex-ministro do Planejamento João Paulo dos Reis Veloso, um homem que serviu à ditadura, mas saiu moralmente incólume da experiência e que, além disso, até hoje pensa o Brasil, organiza seminários para tentar entender o que há de errado conosco.&lt;br /&gt;São 25 anos que nosso país marca passo, crescendo em média 0,6% ao ano (5% seria o mínimo para absorver apenas a mão- de-obra que chega ao mercado de trabalho), ou até anda para trás. Os jornais, os noticiários não falam de outra coisa que não seja corrupção, crime e violência. Abrir o jornal ou assistir aos noticiários da TV se transformou num exercício diário de masoquismo.&lt;br /&gt;Um desalento crescente vai tomando conta dos brasileiros que constatam que a corrupção e a falta de vergonha de nossas elites atingem o patamar do insuportável. Não contentes em roubar, pilhar, saquear, agora escarnecem da opinião pública (será que isso existe no Brasil?), tripudiam, espezinham e fazem pouco caso de nossa indignação, tomam-nos por imbecis (que somos), crescem felizes e soberbos e prosperam na maior impunidade, com a cobertura e o beneplácito da Justiça e da força.&lt;br /&gt;De nada adiantam as operações espetaculares da Polícia Federal (em grande fase, malgré tout), mas o que está errado é a lâmina usada. O Brasil não precisa de "Operação Navalha". Navalha é lâmina de malandro e de malandros andamos todos fartos até o nariz. A única maneira de o povo ser respeitado (e temido), por essas elites sem vergonhas e predadoras é mudar a lâmina com urgência. Sai a navalha e entra a guilhotina. O Brasil precisa é de uma "Operação Guilhotina" para que se estabeleça um mínimo de respeito e moralidade no trato da coisa pública.&lt;br /&gt;E não estou sendo metafórico ao me referir à guilhotina, estou sendo literal, falo da engenhoca - criada pelo doutor Guilhotin - que decepa cabeças com uma eficiência até hoje não igualada. Mas para isso seria preciso que o povo saísse da apatia e fosse às ruas movido por uma justa revolta. O problema é que somos bonzinhos demais, pacientes demais, covardes demais e imaginem outras "qualidades demais" que herdamos de nossos antepassados escravos e escravocratas, para constatar a impossibilidade de tal hipótese. A revolta no Brasil é cega, não dirigida, caótica e se materializa numa violência geral e indiscriminada que não leva a nada, salvo a um clima de medo e insegurança gerais, contribuindo para reforçar a alienação e o domínio da cleptocracia.&lt;br /&gt;Os últimos levantamentos divulgados sobre a corrupção assustam. Segundo o próprio Ministério da Justiça, o Brasil perde entre R$ 25 bilhões e R$ 40 bilhões anualmente - um total maior do que a verba do Ministério da Saúde, devido à corrupção, e isso apenas no setor das licitações, ou seja, esse dinheiro vai para o bolso de quadrilhas (como a da empreiteira Gautama) que se organizam para combinar preços entre si e assaltar a bolsa da viúva. Esses cartéis de empreiteiros acabam provocando um sobrepreço de 40% nas obras públicas.&lt;br /&gt;Como aqui não temos a mais remota esperança de que os corruptos virem japoneses e comecem a se suicidar em massa (ia ser uma carnificina), esperamos pelo menos que algum dia sejam aplicados outros métodos mais "modernos". Atualizando a proposta da guilhotina, as coisas só tomarão jeito entre nós, reduzindo a incidência da corrupção, no dia em que as famílias dos corruptos (corrompidos ou corruptores) pagarem pela bala...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://posturaativa.blig.ig.com.br/"&gt;http://posturaativa.blig.ig.com.br/&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/32031277-5490817406319010457?l=posturativa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32031277/posts/default/5490817406319010457'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32031277/posts/default/5490817406319010457'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://posturativa.blogspot.com/2007/06/por-uma-operao-guilhotina.html' title='Por uma Operação Guilhotina'/><author><name>Stella</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15642808401317693150</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='25' src='http://bp3.blogger.com/_xOxxLZ7II_I/R_kpbvES1fI/AAAAAAAAAKs/twV4d9yREss/S220/paorkut.bmp'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-32031277.post-4863843338619593591</id><published>2007-05-23T19:50:00.000-07:00</published><updated>2007-05-23T19:54:11.153-07:00</updated><title type='text'>O silêncio dos cardeais</title><content type='html'>VINICIUS TORRES FREIRE - FSP&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;À beira dos 20 anos de regime constitucional, país vê crescer as conspirações e conluios no Estado, contra a sociedade&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;ONDE ESTÃO os "grandes líderes" da República, as "reservas morais" da nação, que ninguém se manifesta sobre o novo foco de infestação corrupta que a Polícia Federal descobriu no Estado? Fingindo de mortos. Ou queimando documentos, como aquele malandrote vulgar que a polícia flagrou churrasqueando papéis da quadrilha da empreiteira? Ou distribuindo cala-bocas a fim de amainar o sururu na cúpula da política? Onde estão os caciques da PSDB, da discursalhada "ética" da campanha eleitoral de 2006, que aliás se desvaneceu assim que passou a eleição? Passando um pente-fino na cabeleira de seus aliados e amigos, a fim de verificar se há piolhos comprometedores nas cercanias, como no caso do mensalão?&lt;br /&gt;O PMDB e partidinhos de aluguel cooptados pelo lulismo-petismo estão onde sempre estiveram, pastando no interior das suas "porteiras fechadas" ministeriais. Ora sem pasto, os "demos", as lideranças do DEM, o PFL que não ousa dizer seu nome, ao menos não renegam suas origens e a contumácia no vexame. Dizem que o escândalo da Gautama é um "problema do Executivo que não deve cair no colo do Congresso". "É tempo de murici, cada qual cuide de si", disse o coronel Tamarindo, um dos oficiais da vexaminosa expedição de Moreira César contra Canudos, ao dar uma das ordens mais vulgares da história militar brasileira.&lt;br /&gt;No ano que vem, o país completa 20 anos de regime constitucional e democrático. São 20 anos de contínua desmoralização dos partidos, débâcle que se completou com a subida do PT ao poder federal e sua subseqüente ruína moral e política. São 20 anos de despolitização progressiva da sociedade, contaminada também pelo espírito do tempo de conservantismo e derrotismo, despolitização que é traduzida pelas forças sociais do país numa organização política em forma de corporações, ONGs, lobbies e quadrilhas.&lt;br /&gt;São mais de 20 anos de estagnação econômica, que aguçou o espírito de saque dos coronelatos regionais e das grandes quadrilhas político-empresariais dos Estados mais ricos, com um e outro raro progresso recente, em lugares como São Paulo.&lt;br /&gt;Para não falar de Fernando Collor, pelo menos desde 1993, a partir da CPI dos anões do Orçamento, foi desfiada uma série de contubérnios do demo, de contubérnio entre quadrilhas estatais responsáveis pelos dinheiros públicos e parlamentares, juízes (lembram da Anaconda e da CPI do tráfico), empresas e bancos (lembram dos precatórios, do Banestado, das CC5?). Mais recentemente, depois da CPI do narcotráfico, foi recorrente o flagra da camaradagem de membros federais dos Três Poderes com bandidos mais comuns (em número), com traficantes de drogas e armas e mortes.&lt;br /&gt;O simples fato de os escândalos ocorrerem em maior profusão e primordialmente na administração e na votação do Orçamento, motivo primevo e básico da existência de Parlamentos, deveria ter provocado uma revolução de métodos, fiscalização e punições. Se nada disso se passa, se há conluio e conivência do resto das lideranças mais confiáveis, o nome da coisa é conspiração. Onde está o presidente da Câmara? O presidente do Senado? As lideranças do governo do PT-PMDB?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://posturaativa.blig.ig.com.br"&gt;http://posturaativa.blig.ig.com.br&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/32031277-4863843338619593591?l=posturativa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32031277/posts/default/4863843338619593591'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32031277/posts/default/4863843338619593591'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://posturativa.blogspot.com/2007/05/o-silncio-dos-cardeais.html' title='O silêncio dos cardeais'/><author><name>Stella</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15642808401317693150</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='25' src='http://bp3.blogger.com/_xOxxLZ7II_I/R_kpbvES1fI/AAAAAAAAAKs/twV4d9yREss/S220/paorkut.bmp'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-32031277.post-958690917280655608</id><published>2007-05-21T19:10:00.000-07:00</published><updated>2007-05-21T19:16:58.598-07:00</updated><title type='text'>Dados públicos são bloqueados para a imprensa</title><content type='html'>&lt;a class="black11" href="mailto:m.tavela@comunique-se.com.br"&gt;Marcelo Tavela&lt;/a&gt; -  &lt;a href="http://www.comunique-se.com.br/"&gt;http://www.comunique-se.com.br/&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Informação pública, no Brasil, é algo para poucos. Esta é a percepção que fica após leitura da pesquisa “Mapa do Acesso – um estudo da Abraji sobre o direito de acesso a informações públicas no Brasil”, desenvolvida pela Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo (Abraji), e apresentado em seu 2º Congresso Internacional, no último final de semana em São Paulo. A conclusão é estarrecedora: de 125 órgãos públicos estaduais nos três poderes questionados, somente 3,6% repassaram as informações.&lt;br /&gt;“Isso mostra que há muito pouca transparência nos órgãos consultados. A maioria absoluta se recusou a ceder as informações”, analisa Ana Estela de Sousa Pinto, que coordenou o estudo junto com Fernando Rodrigues e Katherine Funke para a Abraji. Os jornalistas organizaram um grupo de 42 voluntários em 24 estados e no Distrito Federal – os voluntários de Pará e Santa Catarina desistiram no meio da pesquisa. Eles entraram em contato com instituições requisitando dados como diárias pagas pelo Poder Executivo ou valor mensal da diária de magistrados.&lt;br /&gt;ResultadosA elaboração do Mapa do Acesso foi dividia em três fases: pedido simples por telefone ou e-mail; pedido protocolado ou carta registrada, citando a Constituição; e ofício formal em nome da Abraji, sendo que a última fase ainda está em andamento. Ao final da primeira fase, 1,6% dos órgãos cederam as informações completas e 22% repassaram de forma parcial. Na segunda, 1,2% passaram os dados completos, e 6,8%, de forma parcial. No total, apenas 3,6% dos órgãos cederam completamente as informações públicas, e 22% o fizeram de forma incompleta.&lt;br /&gt;Todas as instituições que cederam completamente as informações estão localizadas nas regiões Norte e Nordeste, sendo que o Amazonas foi o estado que mais dados forneceu. No Paraná e no Rio Grande do Sul, os estados participantes do Sul, nenhum dos órgãos consultados repassou qualquer informação.&lt;br /&gt;Na divisão por órgãos, os mais inacessíveis são gabinete dos governadores, que forneceram somente 8,3% dos dados solicitados, e o Poder Judiciário, com 12,5%. As instituições que mais repassaram informações foram as secretarias de justiça, com 58,3% das informações cedidas, mesmo que parcialmente.&lt;br /&gt;A insistência teve influência relevante nos resultados da pesquisa: 52% das repartições de secretaria de justiça e 40% das secretarias de segurança pública forneceram informações após novos telefonemas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Razões&lt;br /&gt;Entre os motivos relacionados pelas assessorias dos órgãos para não repassarem informações, em 52,33% dos casos em que não houve acesso às informações integrais a razão não foi explicitada. Em 19,77% das instituições, os dados estavam indisponíveis ou cedê-los provocaria prejuízos ao trabalho cotidiano do órgão. Em 11,63% dos casos a pauta foi questionada. Para 5,81% dos órgãos, as informações são estratégicas. Entre os que citaram legislação restritiva estão 4,65%. E somente um órgão alegou problemas técnicos.&lt;br /&gt;“Não há uma legislação clara que obrigue as instituições publicadas a cederem os dados, e esta é uma das lutas da Abraji. O Mapa do Acesso é um diagnóstico de como isto é necessário. Mas há algo que também tem que ficar claro para os jornalistas: insistir dá resultados. Se a informação é importante, não desista na primeira, nem na quinta, nem na décima vez. Há caminhos para obtê-la, inclusive pela justiça”, frisa Ana Estela.&lt;br /&gt;A íntegra do Mapa do Acesso – que deve se tornar um estudo anual – será divulgada em breve no site da Abraj – &lt;a href="http://www.abraji.org.br/" target="_blank"&gt;www.abraji.org.br&lt;/a&gt;. Leia mais detalhes sobre o estudo nos dois links abaixo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.comunique-se.com.br/conteudo/newsshow.asp?menu=JI&amp;idnot=36555&amp;amp;editoria=8"&gt;Resultados detalhados do Mapa do Acesso&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.comunique-se.com.br/conteudo/newsshow.asp?menu=JI&amp;idnot=36555&amp;amp;editoria=8"&gt;http://www.comunique-se.com.br/conteudo/newsshow.asp?menu=JI&amp;idnot=36555&amp;amp;editoria=8&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.comunique-se.com.br/conteudo/newsshow.asp?menu=JI&amp;idnot=36554&amp;amp;editoria=8"&gt;Metodologia do Mapa do Acesso&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.comunique-se.com.br/conteudo/newsshow.asp?menu=JI&amp;idnot=36554&amp;amp;editoria=8"&gt;http://www.comunique-se.com.br/conteudo/newsshow.asp?menu=JI&amp;idnot=36554&amp;amp;editoria=8&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/32031277-958690917280655608?l=posturativa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32031277/posts/default/958690917280655608'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32031277/posts/default/958690917280655608'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://posturativa.blogspot.com/2007/05/dados-pblicos-so-bloqueados-para.html' title='Dados públicos são bloqueados para a imprensa'/><author><name>Stella</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15642808401317693150</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='25' src='http://bp3.blogger.com/_xOxxLZ7II_I/R_kpbvES1fI/AAAAAAAAAKs/twV4d9yREss/S220/paorkut.bmp'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-32031277.post-7845374664508052608</id><published>2007-04-17T15:37:00.000-07:00</published><updated>2007-04-17T15:42:32.764-07:00</updated><title type='text'>Descriminalizar o aborto</title><content type='html'>FSP -  16 de abril de 2007&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Descriminalizar o aborto&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;KENARIK BOUJIKIAN FELIPPE e&lt;br /&gt;JOSÉ HENRIQUE RODRIGUES TORRES&lt;br /&gt;*****O aborto é um gravíssimo problema de saúde pública e deve ser enfrentado fora do âmbito das políticas repressivas e excludentes  "Ela está morrendo de tanto sangrar" *****&lt;br /&gt;EÇA de Queiroz não imaginou que uma de suas maiores obras literárias, "O Crime do Padre Amaro", seria adaptada e materializada nas telas por Carlos Carrera para desvelar ao mundo o terrível drama de milhares de mulheres, vítimas da exclusão e da dominação de uma ideologia patriarcal.&lt;br /&gt;As mulheres têm enfrentado a omissão da sociedade e, em especial, dos Estados, inclusive daqueles que se proclamam garantidores dos direitos humanos. Os indicadores da Organização Mundial da Saúde (OMS) apontam que cerca de 80 mil mulheres morrem todos os anos em razão da prática de aborto inseguro; 80 milhões de mulheres têm gravidez indesejada; 45 milhões recorrem ao aborto e metade destas realizam o aborto em condições precárias e ilegais.&lt;br /&gt;No Brasil, o abortamento inseguro constitui uma das maiores causas de morte de gestantes, mas elas são, no dizer de Anibal Faundes e José Barcelatto, "só a ponta de um grande iceberg", pois centenas de milhares de mulheres continuam suportando terríveis conseqüências físicas e psíquicas em razão do abortamento realizado em condições precárias e inseguras ("O Drama do Aborto - Em Busca de um Consenso"). A cada ano aumenta o número de países que passam a descriminalizar o aborto. Neste mês, Portugal entrou no rol dos países da Comunidade Européia que descriminalizam o aborto realizado a pedido da mulher, após referendo que realizou em fevereiro. Agora, a exceção na Comunidade ficou restrita a três países: Polônia, Malta e Irlanda.&lt;br /&gt;No Brasil, o aborto é descriminalizado em duas hipóteses: perigo de vida para gestante e gravidez resultante de estupro. No entanto, ao não contemplar as causas sociais e econômicas, bem como o aborto a pedido da mulher em razão de uma gestação indesejada, a legislação brasileira ignora as duas razões mais freqüentes para o recurso ao aborto.&lt;br /&gt;A questão não pode e não deve ser reduzida ao embate maniqueísta daqueles que, diante do tema aborto, são "contra" ou "a favor". O aborto é um gravíssimo problema de saúde pública e deve ser enfrentado fora do âmbito das políticas repressivas, excludentes, fortalecedoras da violência e reprodutoras de dor e sofrimento. É inegável que o aborto não é um evento desejável e que tudo deve ser feito para evitar a gravidez indesejada. Mas o enfrentamento do problema deve ser fixado exclusivamente no âmbito das políticas públicas de saúde reprodutiva, com fomento à educação sexual e reprodutiva, com o acesso pleno e informado aos meios anticonceptivos, com acesso das mulheres e seus companheiros aos diversos métodos de planejamento familiar, etc...&lt;br /&gt;No Brasil, as mulheres não recebem assistência para a prática do aborto sequer para as hipóteses descriminalizadas há mais de meio século. Apesar dos esforços que têm sido feitos na última década para a implantação de serviços de aborto legal nos hospitais públicos, os obstáculos para sua obtenção são inúmeros.&lt;br /&gt;E não se olvide que o Brasil ratificou tratados internacionais de direitos humanos, reconhecendo que as mulheres têm o direito à assistência para a prática do aborto não criminoso e que a Constituição Federal garante a assistência à saúde, como dever do Estado.&lt;br /&gt;Precisamos implementar, imediatamente, políticas públicas de redução de danos e riscos para o abortamento, antes e depois de sua realização. Vale lembrar Ronald Dworkin ("Domínio da Vida"), que diz que, para aqueles que são contrários ao aborto, pode existir a controvérsia moral que lhes permite continuar a acreditar, com plena convicção, que o aborto é moralmente condenável, mas também acreditar com igual fervor que as mulheres grávidas devem ser livres para tomar uma decisão diferente se suas convicções assim o permitirem ou exigirem. Somente com a descriminalização é que a liberdade será um efetivo valor, "porque a liberdade é sempre a do outro".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;KENARIK BOUJIKIAN FELIPPE é juíza da 16ª Vara Criminal de SP e Secretaria do Conselho Executivo da Associação Juizes para a Democracia.&lt;br /&gt;JOSÉ HENRIQUE RODRIGUES TORRES é juiz da Vara do Júri de Campinas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://posturaativa.blig.ig.com.br/"&gt;http://posturaativa.blig.ig.com.br/&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/32031277-7845374664508052608?l=posturativa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32031277/posts/default/7845374664508052608'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32031277/posts/default/7845374664508052608'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://posturativa.blogspot.com/2007/04/descriminalizar-o-aborto.html' title='Descriminalizar o aborto'/><author><name>Stella</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15642808401317693150</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='25' src='http://bp3.blogger.com/_xOxxLZ7II_I/R_kpbvES1fI/AAAAAAAAAKs/twV4d9yREss/S220/paorkut.bmp'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-32031277.post-4023459868421010198</id><published>2007-04-11T15:23:00.000-07:00</published><updated>2007-04-11T15:28:37.194-07:00</updated><title type='text'>A turma da boquinha se deu mal, nos EUA</title><content type='html'>&lt;em&gt;ELIO GASPARI&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;No Banco Mundial, em Harvard e Yale também há gente que gosta de levar vantagem, mas o negócio é arriscado&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;PARECE COISA de país pobre. Em 2005, o professor Paul Wolfowitz ganhou a presidência do Banco Mundial. Ele vinha de uma explosiva carreira na diplomacia de George Bush. Desde as horas seguintes ao atentado de 11 de Setembro, Wolfowitz sustentava que o EUA deveriam atacar o Iraque, que nada tinha a ver com a história.&lt;br /&gt;O doutor chegou ao cargo com uma pedra no sapato. Sua namorada, Shaha Ali Riza, era funcionária do banco desde 1997. Profissional cosmopolita, nascera na Tunísia, de mãe síria e pai saudita, estudara na London School of Economics e fizera o mestrado em Oxford. Nada devia ao namorado, mas as normas do Banco Mundial não permitiam que ocupasse um cargo sob sua supervisão. Afinal de contas, o banco dá aulas de bom governo aos países do andar de baixo.&lt;br /&gt;No melhor estilo das trocas de chumbo entre burocratas, Riza foi promovida e transferida para o gabinete da filha do vice-presidente Dick Cheney, no Departamento de Estado. Teve dois aumentos e ficou com um salário anual de US$ 193.590. Em seis meses, aumentou sua renda em cerca de US$ 60 mil e hoje ganha US$ 7.000 a mais que a secretária de Estado Condoleezza Rice.&lt;br /&gt;Wolfowitz começou a se explicar e o caso será examinado pelo conselho do banco. Por mais que as promoções de Riza cheirem a queimado, há algo mesquinho no episódio, pois a palavra "namorada" insinua um clima de alcova que não existiria se o beneficiado fosse um amigo de Wolfowitz. Mais relevante que a fofoca é a constatação de que entre sábios americanos, tão severos no julgamento dos costumes alheios, também há o gosto por uma boquinha.&lt;br /&gt;Se o Banco Mundial, um professor de Harvard, ou de Yale, dizem que um país deve fazer isso ou aquilo, suas opiniões ganham aura de santidade. Dois outros casos, com cabeludas transgressões, mostram quanto há nisso de ranço colonial. Desde os anos 90, os professores Andrei Shleifer (Harvard) e Florencio Lopez-de-Silanes (Yale) foram ouvidos, até no Brasil, como oráculos em matéria de privatizações e boa administração. Shleifer é considerado um dos economistas mais brilhantes da atualidade. Lopez-de-Silanes fundou um centro de estudos na universidade para estudar boa governança. Ambos lambuzaram-se.&lt;br /&gt;O doutor Lopez-de-Silanes desgovernou suas prestações de contas e privatizou US$ 150 mil do instituto. Ele fora considerado um dos Cem Líderes Globais do Futuro pelo Fórum de Davos. Devolveu o dinheiro, mas foi mandado embora de Yale.&lt;br /&gt;Andrei Shleifer chefiou equipes mandadas pelo Banco Mundial e por Harvard a Moscou para ensinar economia de mercado aos russos. Ele e a mulher banqueira meteram-se numa teia de negócios da privataria que custou US$ 26,5 milhões à universidade. Shleifer pagou US$ 2 milhões ao governo para encerrar o assunto. Ao contrário do que Yale fez com Lopez-de-Silanes, Harvard manteve-o na cátedra.&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;Os controles da sociedade americana fazem com que o dinheirinho fácil seja um negócio arriscado. Infelizmente, nos países do andar de baixo, prefere-se mudar as leis a aplicá-las. Muita gente boa continua usando os trabalhos de Shleifer e Lopes-de-Salinas, omitindo que havia um oceano entre a teoria que ensinavam e a voracidade de suas práticas.&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://posturaativa.blig.ig.com.br"&gt;http://posturaativa.blig.ig.com.br&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/32031277-4023459868421010198?l=posturativa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32031277/posts/default/4023459868421010198'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32031277/posts/default/4023459868421010198'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://posturativa.blogspot.com/2007/04/turma-da-boquinha-se-deu-mal-nos-eua.html' title='A turma da boquinha se deu mal, nos EUA'/><author><name>Stella</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15642808401317693150</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='25' src='http://bp3.blogger.com/_xOxxLZ7II_I/R_kpbvES1fI/AAAAAAAAAKs/twV4d9yREss/S220/paorkut.bmp'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-32031277.post-117560446484292591</id><published>2007-04-03T05:42:00.000-07:00</published><updated>2007-04-03T05:47:44.860-07:00</updated><title type='text'>General responde a Mirian Leitão</title><content type='html'>28/03 - General responde a Mirian Leitão           &lt;br /&gt;Resposta do General Torres de Melo à carta da jornalista.              &lt;br /&gt;À  Senhora Jornalista Miriam Leitão&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;          Li o seu artigo "ENQUANTO ISSO", com todo cuidado possível. Senti, em suas linhas, que a senhora procura mostrar que os MILITARES BRASILEIROS de HOJE, são bem diferentes dos MILITARES BRASILEIROS de ONTEM. Penso que esse é o ponto central de sua tese. Para criar credibilidade nas suas afirmativas, a senhora escreveu: "houve um tempo em que a interpretação dos militares brasileiros sobre LEI E ORDEM era rasgar as leis e ferir a ordem. Hoje em dia, eles demonstram com convicção terem aprendido o que não podem fazer". Permita-me discordar dessa afirmativa de vez que vejo nela uma injustiça, pois fiz parte dos MILITARES DE ONTEM e nunca vi os meus camaradas militares rasgarem leis e ferir a ordem. Nem ontem nem hoje. Vou demonstrar a minha tese.&lt;br /&gt;No Império, as LEIS E A ORDEM foram rasgadas no Pará, Ceará, Minas, Rio, São Paulo e Rio Grande do Sul pelas paixões políticas da época. AS LEIS E A ORDEM foram restabelecidas pelo Grande Pacificador do Império, um Militar de Ontem, o Duque de Caxias, que com sua ação manteve a Unidade Nacional. Não rasgamos as leis nem ferimos a ordem. Pelo contrário.&lt;br /&gt;Vem a queda do Império e a República. Pelo que sei, e a História registra,   foram políticos que acabaram envolvendo os velhos Marechais Deodoro e Floriano nas lides políticas. A política dos governadores criando as oligarquias regionais, não foi obra dos Militares de Ontem, quando as leis e a ordem foram rasgadas e feridas pelos donos do Poder, razão maior das revoltas dos tenentes da década de 20, que sonhavam com um Brasil mais democrático e justo. Os Militares de Ontem ficaram ao lado da lei e da Ordem. Lembro à nobre jornalista que foram os civis políticos que fizeram a revolução de 30, apoiados, contudo, pelos tenentes revolucionários, menos Prestes, que abraçou o comunismo russo.&lt;br /&gt;Veio a época getuliana, que, aos poucos, foi afastando os tenentes das decisões políticas. A revolução Paulista não foi feita pelos Militares de Ontem   e sim pelos políticos paulistas que não aceitavam a ditadura de Vargas. Não foram os Militares de Ontem que fizeram a revolução de 35 (senão alguns, levados por civis a se converterem para a ideologia vermelha, mas logo combatidos e derrotados pelos verdadeiros Militares de Ontem); nem fizeram a revolta de 38; nem  deram o golpe de 37. Penso que a senhora, dentro de seu espírito de justiça, há de concordar comigo que foram as velhas raposas GETÚLIO - CHICO CAMPOS - OSWALDO ARANHA e os chefetes que estavam nos governos dos Estados, que aceitaram o golpe de 37. Não coloque a culpa nos Militares de Ontem.&lt;br /&gt;Veio a segunda guerra mundial. O Nazismo e o Fascismo tentam dominar o mundo. Assistimos ao primeiro choque da hipocrisia da esquerda. A senhora deve ter lido - pois àquela época não seria nascida -, sobre o acordo da Alemanha e a URSS para dividirem a pobre Polônia e os sindicatos comunistas do mundo ocidental fazendo greves contra os seus próprios países a favor da Alemanha por imposição da URSS e a mudança de posição quando a "Santa URSS" foi invadida por Hitler. O Brasil ficou em cima de muro até que nossos navios (35) foram afundados. Era a guerra, a FEB e seu término. Getúlio - o ditador - caiu e vieram as eleições. As Forças Armadas foram   chamadas a intervir para evitar o pior. Foram os políticos que pressionaram os Militares de Ontem para manter a ordem. Não rasgamos as leis nem ferimos a ordem. Chamou-se o Presidente do Supremo Tribunal Federal para, como Presidente, governar a transição. Não se impôs MILITAR algum.&lt;br /&gt;O mundo dividiu-se em dois. O lado democrático, chamado pelos comunistas de imperialistas, e o lado comunista com as suas ditaduras cruéis e seus celebres julgamentos "democráticos". Prefiro o primeiro e tenho certeza de que a senhora, também. No lado ocidental não se tinham os GULAGs.&lt;br /&gt;O período Dutra (ESCOLHIDO PELOS CIVIS E ELEITO PELO VOTO DIRETO DO POVO) teve seus erros - NUNCA CONTRA A LEI E A ORDEM - e virtudes como toda obra humana. A colocação do Partido Comunista na ilegalidade foi uma obra do Congresso Nacional por inabilidade do próprio Carlos Prestes, que declarou ficar ao lado da URSS e não do Brasil em caso de guerra entre os dois países. Dutra vivia com o "livrinho" (a Constituição) na mão, pois os políticos, nas suas ambições, queriam intervenções em alguns Estados, inclusive em São Paulo. A senhora deve ter lido isso, pois há vasta literatura sobre a História daqueles idos.&lt;br /&gt;Novo período de Getúlio Vargas. Ele já não tinha mais o vigor dos anos trinta. Quem leu CHATÔ, SAMUEL WEINER (a senhora leu?) sente que os   falsos amigos de Getúlio o levaram à desgraça. Os Militares de Ontem não se envolveram no caso, senão para investigar os crimes que vinham sendo cometidos sem apuração pela Polícia; nem rasgaram leis nem feriram a ordem.&lt;br /&gt;Eram os políticos que se digladiavam e procuravam nos colocar como fiéis da balança. O seu suicídio foi uma tragédia nacional, mas não foram os Militares de Ontem os responsáveis pela grande desgraça.&lt;br /&gt;A senhora permita-me ir resumindo para não ficar longo. Veio Juscelino e as Forças Armadas garantiram a posse, mesmo com pequenas divergências. Eram os políticos que queriam rasgar as leis e ferir a ordem e não os Militares de Ontem. Nessa época, há o segundo grande choque da esquerda. No XX Congresso do Partido Comunista da URSS (1956) Kruchov coloca a nu a desgraça do stalinismo na URSS. Os intelectuais esquerdistas   ficam sem rumo.&lt;br /&gt;Juscelino chega ao fim e seu candidato perde para o senhor Jânio Quadros. Esperança da vassoura. Desastre total. Não foram os Militares de Ontem que rasgaram a lei e feriram a ordem. Quem declarou vago o cargo de Presidente foi o Congresso Nacional. A Nação ficou ao Deus dará. Ameaça de guerra civil e os políticos tocando fogo no País e as Forças Armadas divididas pelas paixões políticas, disseminadas pelas "vivandeiras dos quartéis" como muito bem alcunhou Castello.&lt;br /&gt;Parlamentarismo, volta ao presidencialismo, aumento das paixões políticas, Prestes indo até Moscou afirmando que já estavam no governo, faltando-lhes apenas o Poder. Os militares calados e o chefe do Estado Maior do Exército (Castello) recomendando que a cadeia de comando deveria ser mantida de qualquer maneira. A indisciplina chegando e incentivada dentro dos Quartéis, não pelos Militares de Ontem e sim pelos políticos de esquerda; e as vivandeiras tentando colocar o Exército na luta política.&lt;br /&gt;Revoltas de Polícias Militares, revolta de sargentos em Brasília, indisciplina na Marinha, comícios da Central e do Automóvel Clube representavam a desordem e o caos contra a LEI e a ORDEM. Lacerda, Ademar de Barros, Magalhães Pinto e outros governadores e políticos (todos civis)incentivavam o povo à revolta. As marchas com Deus, pela Família e pela Liberdade (promovidas por mulheres) representavam a angústia do País. Todo esse clima não foi produzido pelos MILITARES DE ONTEM. Eles, contudo, sempre à escuta dos apelos do povo, pois ELES são o povo em armas, para garantir as Leis e a Ordem.&lt;br /&gt;Minas desce. Liderança primeira de civil; era Magalhães Pinto. Era a contra-revolução que se impunha para evitar que o Brasil soçobrasse ao comunismo. O governador Miguel Arraes declarava em Recife, nas vésperas de 31 de março: haverá golpe. Não sabemos se deles ou nosso. Não vamos ser hipócritas. A senhora, inteligente como é, deve ter lido muitos livros que reportam   a luta política daquela época (exemplos: A Revolução Impossível de Luis Mir - Combates nas Trevas de Jacob Gorender - Camaradas de William Waack - etc) sabe que a esquerda desejava implantar uma ditadura de esquerda. Quem afirma é Jacob Gorender. Diz ele no seu livro: "a luta armada começou a ser tentada pela esquerda em 1965 e desfechada em definitiva a partir de 1968". Na há, em nenhuma parte do mundo, luta armada em que se vão plantar rosas e é por essa razão que GORENDER afirma: "se quiser compreendê-la na perspectiva da sua história, A ESQUERDA deve assumir a violência que praticou". Violência gera violência.&lt;br /&gt;Castello, Costa e Silva, Médici, Geisel e João Figueiredo com seus erros e virtudes desenvolveram o País. Não vamos perder tempo com isso. A senhora é uma economista e sabe bem disso. Veio a ANISTIA. João Figueiredo dando murro na mesa e clamando que era para todos; e Ulisses não desejando que Brizolla, Arraes e outros pudessem tomar parte no novo processo eleitoral, para não lhe disputarem as chances de Poder. João bateu o pé e todos tiveram direito, pois "lugar de Brasileiro é no Brasil", como dizia. Não esquecer o terceiro choque sofrido pela a esquerda: Queda do Muro de Berlim, que até hoje a nossa esquerda não sabe desse fato histórico.&lt;br /&gt;Diretas já. Sarney, Collor com seu desastre, Itamar, FHC, LULA e chegamos aos dias atuais. Os Militares de Hoje, silentes, que não são responsáveis pelas desgraças que vivemos   agora, mas sempre aguardando a voz do Povo. Não houve no passado, nem há, nos dias de hoje, nenhum militar metido em roubo, compra de voto, CPI, dólar em cueca, mensalões ou mensalinhos. Não há nenhum Delúbio, Zé Dirceu, José Genoíno, e que tais. O que já se ouve, o que se escuta é o povo dizendo: SÓ OS MILITARES PODERÃO SALVAR A NAÇÃO. Pois àquela época da "ditadura" era que se era feliz e não se sabia...Mas os Militares de Hoje, como os de Ontem, não querem ditadura, pois são formados democratas.   E irão garantir a Lei e a Ordem, sempre que preciso.&lt;br /&gt;Os militares não irão às ruas sem o povo ao seu lado. OS MILITARES DE HOJE SÃO OS MESMOS QUE OS MILITARES DE ONTEM. A nossa desgraça é que políticos de hoje (olhe os PICARETAS do Lula!) - as exceções justificando a regra - são ainda piores do que os de ontem. São sem ética e sem moral, mas também despudorados. E o Brasil sofrendo, não por conta dos MILITARES, mas de ALGUNS POLÍTICOS   - uma corja de canalhas, que rasgam as leis e criam as desordens.&lt;br /&gt;Como sei que a senhora é uma democrata, espero que publique esta carta no local onde a senhora escreve os seus artigos, que os leio atenta e religiosamente, como se fossem uma Bíblia. Perfeitos no campo econômico, mas não muitos católicos ou evangélicos no campo político por uma razão muito simples: quando parece que a senhora tem o vírus de uma reacionária de esquerda.&lt;br /&gt;Atenciosa e respeitosamente,&lt;br /&gt;      GENERAL DE DIVISÃO REFORMADO DO EXÉRCITO FRANCISCO BATISTA TORRES DE MELO.&lt;br /&gt;          (Um militar de ontem, que respeita os militares de hoje, que pugnam pela Lei e a Ordem). &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://posturaativa.blig.ig.com.br"&gt;http://posturaativa.blig.ig.com.br&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/32031277-117560446484292591?l=posturativa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32031277/posts/default/117560446484292591'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32031277/posts/default/117560446484292591'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://posturativa.blogspot.com/2007/04/general-responde-mirian-leito.html' title='General responde a Mirian Leitão'/><author><name>Stella</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15642808401317693150</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='25' src='http://bp3.blogger.com/_xOxxLZ7II_I/R_kpbvES1fI/AAAAAAAAAKs/twV4d9yREss/S220/paorkut.bmp'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-32031277.post-117312586580054848</id><published>2007-03-05T12:12:00.000-08:00</published><updated>2007-03-05T12:17:45.816-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;strong&gt;FSP - 05-03-2007&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Deputados dão emprego a 68 parentes por R$ 3,6 mi ao ano&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;SILVIO NAVARRO&lt;br /&gt;RANIER BRAGONDA&lt;br /&gt;SUCURSAL DE BRASÍLIA&lt;br /&gt;Ao completar o primeiro mês da nova legislatura, a Câmara contabiliza ao menos 68 casos de familiares de deputados recém-nomeados ou que mantiveram seus empregos nos gabinetes. Com salários que variam de R$ 720 a R$ 8.040, os "assessores-parentes" representam um gasto anual de R$ 3,6 milhões aos cofres públicos.Levantamento da Folha nos boletins administrativos da Casa revela a preferência de 52 deputados em empregar os filhos, que representam 40% do total de familiares lotados nos gabinetes. Mas há de quase tudo: irmãos, mulheres, primos, sobrinhos, cunhados e até concunhada e ex-cunhada."Enquanto houver possibilidade, estou dando a oportunidade a eles. Depois que for proibido, tudo bem", avalia Átila Lins (PMDB-AM), que emprega dois filhos e patrocinava o cargo de outra filha, exonerada em outubro.&lt;br /&gt;Cada um dos 513 deputados pode contratar até 25 assessores sem concurso público. A Câmara reserva, por parlamentar, R$ 50,8 mil ao mês para o pagamento desses assessores.&lt;br /&gt;O número de familiares localizado pela Folha nos boletins da Câmara é subestimado por dois motivos: a pesquisa só rastreou sobrenomes similares ao do parlamentar, e a maioria dos deputados que assumem o primeiro mandato ainda não nomeou nem metade dos 25 assessores a que têm direito.&lt;br /&gt;Houve ainda casos de servidores que carregam sobrenomes idênticos ao do parlamentar, mas, pelo fato de o parlamentar não ter sido localizado pela reportagem, esses nomes não foram contabilizados.&lt;br /&gt;É o caso de Mussa Demes (PFL-PI), que possui uma filha de nome "Simone Maria". Há uma "Simone Maria Demes Jereissati" empregada na Câmara, mas, como a Folha não conseguiu confirmar o parentesco, o caso não entrou na contagem.&lt;br /&gt;Além disso, muitos familiares de deputados que estavam empregados na Casa como CNEs (Cargo de Natureza Especial) -com lotação em órgãos técnicos, ou seja, fora dos gabinetes- foram exonerados no final de 2006 por decisão do ex-presidente da Casa Aldo Rebelo (PC do B-SP). Mais de mil dos cerca de 3.000 CNEs foram definitivamente extintos neste ano por Arlindo Chinaglia (PT-SP), sucessor de Aldo.&lt;br /&gt;O nepotismo -usar a influência pública para privilegiar familiares- não é ilegal no Congresso, mas enfrenta duras críticas do Ministério Público e de setores da sociedade. A Câmara tem uma PEC (Proposta de Emenda Constitucional) que trata do assunto engavetada há cerca de dois anos.O ex-presidente da Câmara Severino Cavalcanti (PP-PE) empregou mais de cinco parentes e era aberto defensor da medida. José Múcio Monteiro (PTB-PE), principal cotado para ser o novo líder do governo na Câmara, patrocinava o emprego de duas filhas -uma delas, Marina, foi exonerada há menos de um mês.&lt;br /&gt;Outros indicaram a mulher e o filho para trabalharem juntos, como Wellington Roberto (PR-PB) e Zonta (PP-SC). O deputado Roberto Balestra (PP-GO) emprega dois irmãos e um parente de terceiro grau.Nessa lista, destaca-se ainda o caso de um empregado no gabinete que doou dinheiro para bancar a campanha do futuro chefe. É o caso de Roberto Tejadas, cunhado do deputado Marco Maia (PT-RS), que contribuiu com R$ 7.000. Ele foi indicado pelo PT para o cargo."Sou contra o nepotismo, mas o nepotismo em excesso. A lei não pode ser discriminatória com parentes, há casos e casos", afirma Maia.&lt;br /&gt;Assim como Átila Lins, há parlamentares que nomearam dois filhos no gabinete, como Arnon Bezerra (PTB-CE), Átila Lira (PSDB-PI), José Santana de Vasconcellos (PR-MG) e Vicente Arruda (PSDB-CE).O deputado Vilson Covatti (PP-RS), que assume seu primeiro mandato, levará para Brasília seus dois cunhados. O também novato Luiz Carlos Setim (PFL-PR) nomeou a mulher, Neide Maria, para um dos maiores salários do gabinete.&lt;br /&gt;Procurados pela Folha na sexta-feira, alguns dos parlamentares reagiram com irritação. "Vocês só fazem matéria para f... a gente. Não quer saber se é competente, se não é. Só quer saber se é parente. Se é parente, é f.d.p. E esculacha o nome do parlamentar (...) Pode escrever isso aí", afirmou em entrevista gravada Jair Bolsonaro (PP-RJ), que emprega familiares da mulher. Minutos depois, sua assessoria telefonou para se desculpar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Para parlamentares não é imoral contratar parentes &lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Deputados afirmam que a prática é legal e que os funcionários cumprem funçõesDA SUCURSAL DE BRASÍLIA&lt;br /&gt;A maioria dos deputados que emprega seus familiares afirmou não ver imoralidade na prática e reagiu com irritação, sendo que alguns tentaram desvincular o funcionário de sua vida pessoal. Em muitos casos, a resposta foi a mesma: "Cunhado não é parente"."Tem alguma lei que proíbe? Não é imoral porque ela está trabalhando. Quando houver mudança na Constituição, eu exonero e contrato outro", disse Nelson Meurer (PP-PR), que emprega a cunhada.&lt;br /&gt;O deputado Jair Bolsonaro (PP-RJ), por sua vez, chegou a xingar a reportagem.&lt;br /&gt;Veja abaixo as explicações:Leandro Vilela (PMDB-GO): "Não vejo nenhum problema, o que não pode é ter um gabinete com dez ou 20 parentes. Nesse caso, cumprindo as funções, acho normal".&lt;br /&gt;Leonardo Vilela (PSDB-GO): diz que a filha já foi exonerada. A Folha não encontrou a publicação da saída.Lobbe Neto (PSDB-SP): assessoria apenas confirmou que sua mulher trabalha em seu escritório no Estado.Luiz Carlos Setim (PFL-PR): informou por meio da assessoria que sua mulher "acompanha sua vida política".&lt;br /&gt;Luiz Paulo Vellozo Lucas (PSDB-ES): informou se tratar de um parente de terceiro grau.Márcio Reinaldo (PP-MG): a assessoria informou que sua irmã trabalha como assessora no Estado.&lt;br /&gt;Marco Maia (PT-RS): "Sou contra o nepotismo, mas o nepotismo em excesso. A lei não pode ser discriminatória com parentes, há casos e casos. No meu caso, o Roberto Tejadas é dirigente do PT desde 1988, é indicação do partido".Mauro Lopes (PMDB-MG): "Meu filho é funcionário do Dnit e está fazendo um trabalho específico na Câmara. Ele é especialista em transportes e eu era o presidente da comissão de Transportes. Ele ganha só uma gratificação, de R$ 480, porque a lei não permite ele ser requisitado sem salário".Nelson Meurer (PP-PR): "Tem alguma lei que proíbe? Não é imoral porque está trabalhando. Quando houver mudança na Constituição, eu exonero e contrato outro".&lt;br /&gt;Neucimar Fraga (PR-ES): "Minha irmã trabalha comigo desde que eu era vereador. Dos meus 20 assessores, eu tenho uma irmã, e enquanto a lei permitir ela vai continuar".&lt;br /&gt;Nilson Pinto de Oliveira (PSDB-PA): assessoria informou que o filho do deputado foi exonerado. A Folha não encontrou o registro de saída.&lt;br /&gt;Osvaldo Reis (PMDB-TO): a assessoria informou que não houve interferência política do deputado na nomeação do seu filho para o gabinete do deputado peemedebista Tadeu Filippelli (DF).&lt;br /&gt;Paulo Henrique Lustosa (PMDB-CE): assessoria informou que se trata de um ex-cunhado.Roberto Balestra (PP-GO): "Nepotismo é muito difícil, parente é pai, filho e irmão. Se o funcionário trabalha com dignidade e honradez, não vejo problema".&lt;br /&gt;Rodrigo Rollemberg (PSB-DF): disse que não houve interferência política porque seu sobrinho já trabalhava no gabinete do deputado Mauro Lopes antes de ele tomar posse de seu primeiro mandato.&lt;br /&gt;Sandro Matos (PTB-RJ): "Ele [ seu irmão] é meu assessor de marketing, é meu braço direito e esquerdo. Nesse caso, não é um problema, mas uma solução pela responsabilidade dele".&lt;br /&gt;Tadeu Filippelli (PMDB-DF): a assessoria argumentou que não se trata de familiar porque a funcionária é mulher do seu cunhado.&lt;br /&gt;Vilson Covatti (PP-RS): informou por meio da assessoria que, "mediante à lei, cunhado não é parente".&lt;br /&gt;Abelardo Camarinha (PSB-SP): "De 25 nomeações que eu tenho direito, nomeei um membro da família, que é minha irmã, que é meu braço direito há vários anos. (...) Não há nenhuma imoralidade nisso".&lt;br /&gt;Flaviano Melo (PMDB-AC): "Ela [a mulher] é funcionária do Senado, quando eu cheguei lá, em 91, era divorciado, e ela era funcionária da Casa desde os anos 80. (...) Não é indicação minha, faço questão de não me meter nisso".&lt;br /&gt;Ademir Camilo (PDT-MG): diz que a mulher era concursada como professora, em Teófilo Otoni (MG), e que foi cedida para a Câmara para acompanhar o marido.&lt;br /&gt;Átila Lins (PMDB-AM): afirma que, enquanto não for proibido, não vê problema em contratar os dois filhos. "Um percentual que não chega nem a dez por cento [do que um deputado pode contratar]".&lt;br /&gt;Os demais deputados citados não responderam.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/32031277-117312586580054848?l=posturativa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32031277/posts/default/117312586580054848'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32031277/posts/default/117312586580054848'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://posturativa.blogspot.com/2007/03/fsp-05-03-2007-deputados-do-emprego-68.html' title=''/><author><name>Stella</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15642808401317693150</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='25' src='http://bp3.blogger.com/_xOxxLZ7II_I/R_kpbvES1fI/AAAAAAAAAKs/twV4d9yREss/S220/paorkut.bmp'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-32031277.post-117009591966490154</id><published>2007-01-29T10:26:00.000-08:00</published><updated>2007-01-29T10:40:51.070-08:00</updated><title type='text'>A tentação chavista</title><content type='html'>Fábio Ulhoa Coelho - jurista, é professor da PUC-SP&lt;br /&gt;Estadão - 29/01/2007&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não fosse o Lula, seria um golpista. No discurso de improviso feito ao tomar posse no segundo mandato, Lula incorreu em imprecisão histórica e confusão conceitual que, na boca de outro presidente, soariam como prenúncio de golpe. Mencionou como fato marcante do primeiro mandato um movimento de massas na defesa de instituições democráticas que simplesmente não ocorreu. E classificou a crueldade de alguns traficantes cariocas como terrorismo, confundindo questão de segurança pública com agressão ao Estado. Fosse outro, de quem não se tolerassem facilmente imprecisões históricas e confusões conceituais, e um discurso como este, ao espreitar ameaças rondando instituições da democracia, serviria à preparação de ambiente propício à revisão delas, a pretexto de as proteger.&lt;br /&gt;Mas que golpe poderia temer a democracia brasileira no fim da primeira década do século 21? A resposta é clara: a tentação chavista das ilimitadas reconduções sucessivas ao cargo de presidente ou, pelo menos, a do terceiro mandato sucessivo.&lt;br /&gt;Um dos princípios basilares do regime democrático é a alternância no poder. Admite-se, no máximo, o segundo mandato sucessivo, com o objetivo de conferir alguma estabilidade administrativa; ainda assim, sem o consenso absoluto entre os democratas. A alternância pressupõe que mesmo o bom governante não se deve perpetuar no governo, sendo sempre preferível sua substituição periódica como antídoto contra o irrefreável fator corrosivo do poder. Por isso, o terceiro mandato sucessivo ou a supressão de limite às reconduções sucessivas representa séria agressão à democracia.&lt;br /&gt;O mais perigoso, no caso brasileiro, não é o Lula cair na tentação chavista. Admitamos até que ele já tenha sucumbido - é indiferente. Deve atemorizar-nos muito mais se, nos próximos dois ou três anos, parte significativa de sua frágil e eclética base ceder à mesma tentação.&lt;br /&gt;A Lula não interessa que surja de sua base algum nome realmente competitivo em 2010. Na pior das hipóteses, não podendo concorrer, ele se estará cacifando para 2014. De qualquer modo, consolidado, após as próximas eleições municipais, o cenário de provável vitória da oposição em 2010, criam-se as condições políticas para o golpe do terceiro mandato.&lt;br /&gt;Lembre-se que a base do governo lulista tem reservado amplos espaços para políticos que, no passado, não se acanharam de servir à ditadura militar. Some-se a isto que no PT muitos militantes consideram a democracia não um fim, mas mera transição para outros regimes de organização política. Diante da inexistência de candidato competitivo nas próximas eleições presidenciais, estas forças e todos quantos se tenham beneficiado dos dois governos lulistas estarão expostos à tentação chavista.&lt;br /&gt;Lula deve repetir, no segundo mandato, a mesma política econômica ortodoxa e o crescimento continuará não dando espetáculos. Assim como uma eventual queda acentuada nos preços do petróleo seria fatal para o projeto bolivariano, uma forte deterioração no quadro econômico brasileiro tenderia a minar o potencial de nova candidatura de Lula. Quer dizer, se nada radicalmente diferente acontecer na economia, as condições para o golpe do terceiro mandato dependerão apenas da política.&lt;br /&gt;A viabilização, no Brasil, do golpe do terceiro mandato não se conseguiria sustentar unicamente num eventual projeto pessoal de perpetuação no poder. Aqui, a democracia tem exibido maior musculatura que nos demais países da América Latina. Vários fatos demonstram como estamos um tanto mais seguros, sob o ponto de vista da estabilidade institucional, que nossos vizinhos.&lt;br /&gt;Em primeiro lugar, aponto a plena informatização do processo eleitoral, que tem garantido a mais ampla confiabilidade nos resultados dos pleitos. Em nenhum dos Estados em que os governadores foram eleitos por margem reduzida de votos houve contestação alguma. No México, López Obrador, derrotado na corrida presidencial, ainda hoje põe em dúvida a lisura do sufrágio, tendo até mesmo mandado às favas as instituições e se autoproclamado vencedor. O site oficial de sua campanha não foi desativado, mas transformado no do “governo legítimo do México”&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.amlo.org.mx/"&gt;http://www.amlo.org.mx/&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Mesmo as tranqüilas eleição e reeleição de um metalúrgico para o cargo de presidente são reveladoras da maturidade de nossa democracia. A Bolívia também tem um presidente que não veio das elites, mas o país está mergulhado hoje numa enorme crise, que, perigosamente, o pode levar à guerra civil.&lt;br /&gt;A frustração das diversas tentativas, empreendidas no primeiro mandato de Lula, de controlar os meios de comunicação de massa, inclusive procurando disciplinar o exercício da profissão de jornalista, é outro forte indício do vigor da democracia brasileira. Igualmente, o rápido e indolor sepultamento da proposta desprovida de paternidade de convocação de uma Constituinte específica para a reforma política é demonstrativo de vitalidade democrática. Mais recentemente, também revela a musculatura de nossa democracia a impossibilidade de se levar adiante o inconcebível projeto de lei que visava a controlar os acessos à internet, mediante prévia identificação de todos quantos ingressassem na rede. Divulgada pela imprensa a despropositada propositura, dois dias de reação foram mais que suficientes para o pronto afastamento da matéria da pauta do Senado - uma maneira honrosa de arquivar o assunto.&lt;br /&gt;As exibições de musculatura que a democracia tem feito no Brasil são alentadoras, mas não têm tranqüilizado inteiramente os democratas diante da possibilidade de a tentação chavista cativar os aliados de Lula. Atenção redobrada, então.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/32031277-117009591966490154?l=posturativa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32031277/posts/default/117009591966490154'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32031277/posts/default/117009591966490154'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://posturativa.blogspot.com/2007/01/tentao-chavista.html' title='A tentação chavista'/><author><name>Stella</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15642808401317693150</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='25' src='http://bp3.blogger.com/_xOxxLZ7II_I/R_kpbvES1fI/AAAAAAAAAKs/twV4d9yREss/S220/paorkut.bmp'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-32031277.post-116972975661301495</id><published>2007-01-25T04:53:00.000-08:00</published><updated>2007-01-25T04:55:56.626-08:00</updated><title type='text'>Brasil é ignorado em abertura de fórum, que exalta China</title><content type='html'>por Clóvis Rossi - FSP&lt;br /&gt;Os encontros anuais do Fórum Econômico Mundial começam, tradicionalmente, com uma sessão matinal de atualização sobre a economia mundial.&lt;br /&gt;Este ano, agregaram-se atualizações regionais, entre elas sobre a América Latina.Azar da América Latina: ninguém tocou no nome dela ou de qualquer um de seus países, nem o Brasil, na sessão global, carregada de euforia sobre a economia mundial.&lt;br /&gt;Em contrapartida, no debate sobre a América Latina, tocou-se um melancólico tango argentino, com críticas ao crescimento "medíocre" da região. Como a América Latina cresceu, no ano passado, 5,3%, não se fizeram necessárias observações sobre o desempenho do Brasil, mais ou menos a metade dessa "mediocridade".&lt;br /&gt;No andar de cima (literalmente: o debate sobre a economia global foi um piso acima da sala sobre a América Latina), o indiano Montek Ahluwalia, vice-presidente da Comissão de Planejamento de seu país, jogava ao auditório os 8,3% de crescimento da Índia.&lt;br /&gt;A seu lado, humilhava-o Min Zhu, vice-presidente do Banco da China, com o crescimento de 10,5% de seu país.Até o mundo rico tinha números bons a apresentar, pela voz de Laura D'Andrea Tyson, reitora da London Business School: Estados Unidos, Europa e Japão vão crescer entre 2% e 2,5%, o que é muito bom para esse tipo de país, de economias já prontas e acabadas.&lt;br /&gt;Depois de 70 minutos de otimismo, sem que aparecesse a palavra Brasil, o enviado da Folha quis saber o que tinham a dizer sobre o país.Por acaso ou não, a resposta foi entregue ao único pessimista, Nouriel Roubini, presidente da Roubini Global Economics (EUA). Ele limitou-se a dizer as platitudes convencionais: que o Brasil fizera as reformas macroeconômicas indispensáveis, que tinha uma boa estratégia fiscal e reduzira a inflação a patamares mais que civilizados.&lt;br /&gt;Para aumentar o crescimento, falta, completou, elevar a taxa de investimentos e fazer as indefectíveis reformas.No andar de baixo, o ex-presidente mexicano Ernesto Zedillo ia um pouco mais longe, ao falar da América Latina em geral. Disse que os latino-americanos são "capitalistas relutantes", do que resultaria o "medíocre" crescimento.Ninguém discordou, até porque os debatedores pertencem à corrente liberal. Exceção feita ao brasileiro Ricardo Young, presidente do Instituto Ethos, que defendeu o que chamou de "políticas pró-pobres". Crescimento só não basta, argumentou, citando pesquisa do Fundo das Nações Unidas para o Desenvolvimento, segundo a qual 56% de 80 países pesquisados tiveram crescimento econômico, mas só 23% melhoraram a situação de seus pobres.&lt;br /&gt;Mas ressaltou: "Esse tipo de política tem que perdurar por pelo menos duas décadas. E não basta reduzir a pobreza se as pessoas não tiverem educação para se tornarem competitivas no mercado de trabalho".&lt;br /&gt;Redução da pobreza e da desigualdade figuraram em todos os discursos. Houve até menções ao fato de que a pobreza, pelo menos, está se reduzindo, mas não de maneira suficiente."A porcentagem da riqueza nacional que vai para o capital está aumentando na comparação com a fatia que vai para o trabalho", observou Guillermo Ortiz, presidente do Banco Central do México.No andar de cima, o otimismo era tamanho que o catastrofista de plantão todo ano em Davos (Stephen Roach, economista-chefe da Morgan Stanley) desta vez nem foi chamado. Roach prevê todo ano uma crise que ainda não aconteceu.&lt;br /&gt;No lugar dele, entrou Nouriel Roubini, que conseguiu enxergar "três ursos feios" no caminho da economia mundial: o fim do "boom" imobiliário nos Estados Unidos, o aumento dos juros, que começa a provocar um sufoco no crédito, e a retomada da tendência à alta no preço do petróleo.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/32031277-116972975661301495?l=posturativa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32031277/posts/default/116972975661301495'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32031277/posts/default/116972975661301495'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://posturativa.blogspot.com/2007/01/brasil-ignorado-em-abertura-de-frum.html' title='Brasil é ignorado em abertura de fórum, que exalta China'/><author><name>Stella</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15642808401317693150</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='25' src='http://bp3.blogger.com/_xOxxLZ7II_I/R_kpbvES1fI/AAAAAAAAAKs/twV4d9yREss/S220/paorkut.bmp'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-32031277.post-116457846299812367</id><published>2006-11-26T13:55:00.000-08:00</published><updated>2006-11-26T14:01:03.010-08:00</updated><title type='text'>O rap da empulhação</title><content type='html'>&lt;a href="http://posturaativa.blig.ig.com.br"&gt;http://posturaativa.blig.ig.com.br&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;VITORIOSO NAS eleições, o presidente Lula passou a trilhar nas últimas semanas um percurso melancólico. Investe o capital obtido nas urnas em promessas vagas e messiânicas de aceleração do crescimento econômico, enquanto a realidade dos acordos partidários se impõe no tráfico fisiológico de sempre.&lt;br /&gt;Seja nas conversações entre os formuladores de seu partido, seja nos encontros com os líderes de uma provável base de governo, o que ressalta nas atitudes de Lula é a falta de alternativas e soluções para o impasse econômico em que se encontra o país.&lt;br /&gt;No círculo presidencial se chega à conclusão de que é preciso investir na habitação popular, doar dinheiro para famílias pobres conquistarem moradia. Algo parecido com uma idéia, enfim. Mas a caridade seria feita a expensas alheias, com a poupança do trabalhador forçado a contribuir todo mês com o FGTS.&lt;br /&gt;Outro lampejo: incentivos bilionários para empresas que constroem fábricas, expandem linhas de produção e compram máquinas; alívio no INSS para firmas que empregam muito. Não se lobriga, no entanto, como a conta vai fechar. Por que meios o Tesouro será ressarcido da benevolência ninguém diz -ou deixa para divulgar a fatura mais à frente, embutida num pacote de Natal enviado ao Congresso.&lt;br /&gt;Há que cortar gastos. Mas onde? Contra quem? Taxas pífias de investimento público ameaçam estrangular qualquer projeção otimista para o PIB dos próximos anos. Aumentá-las, pela via de um acréscimo na carga tributária, surge no atual ambiente econômico como temeridade a que, nem mesmo em seus acessos mais delirantes -e rápidos quando se trata de verberar a liberdade de imprensa-, o petismo se arrisca a praticar.&lt;br /&gt;Propor uma reforma tributária que elimine as distorções em vigor -amplamente favoráveis às pessoas de renda mais alta, enquanto penalizam o assalariado de baixa renda- não consta da agenda presidencial.A redução nos gastos da Previdência, envolvendo reforma num sistema que cerca de privilégios parcelas importantes da população, ainda em plenas condições de atividade, esboça-se sem clareza, e sem garantias de viabilização política, nos bastidores da composição ministerial.&lt;br /&gt;Esta se faz, afinal, sem rumos, sem propósito, sem programa. O lema da retomada do crescimento se repete com a monotonia de um rap, de uma ladainha, de uma ação de graças: Lula venceu, quer o crescimento, não sabe como, pede propostas, ministros virtuais se apressam, são tímidos e medíocres, Lula não está contente, Lula pede mais propostas, seus aliados pedem mais cargos, Lula pede mais crescimento, não sabe a quem, não sabe como.&lt;br /&gt;Nesse nauseante bate-estaca se apresenta, enfim despojado dos marqueteiros, o político que a maioria reconduziu ao Planalto: desnorteado e conciliatório, vago de propostas e confuso, girando em torno do próprio eixo no ritmo da empulhação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Entre a ação e o bocejo  &lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;JANIO DE FREITAS&lt;br /&gt;UMA IMPORTANTE proposta para atenuar a desmoralização do Congresso, com prováveis reflexos saneadores nos Estados, tende a se perder caso não haja um movimento em seu apoio na opinião pública, a partir de imprensa, CNBB, OAB, ABI e outras entidades com poder mobilizador (embora pouco ou nada exercido nos últimos anos).Motivada como contraproposta à articulação para mais aumentos dos vários ganhos de deputados e senadores, a idéia que reúne um pequeno grupo de parlamentares consiste em duas providências concomitantes: sustar a discussão do "reajuste" e instituir, por meio de uma comissão especial, os estudos necessários para sanear e racionalizar o gasto com os congressistas e com atividades injustificáveis da Câmara, como a sua rádio só para as cercanias de Brasília, e do Senado.Em nenhum sentido, o que inclui o salarial, a função de deputado equivale à de ministro do Supremo Tribunal Federal, como não é superior à de ministro do Superior Tribunal de Justiça. Dispensa considerações, portanto, o absurdo da articulação para que os subsídios de parlamentares equiparem-se, com aumento de 91,5%, aos do STF e sejam superiores aos do STJ.Diminuir os vencimentos de parlamentares, isso sim, seria saudável. O desconto das faltas injustificáveis, considerada a semana normal do funcionalismo, e a conseqüente diminuição dos subsídios de quase todos os parlamentares seria, a rigor, a mais decente das providências para iniciar a moralização do Congresso. Nenhum dos presidentes da Câmara e do Senado, em anos a perder de vista, mostrou estatura para aplicar o regime legal de presenças e vencimentos. E não é prudente supor que apareça algum, no futuro previsível. Quem seria capaz de fazê-lo, por isso mesmo, não se elege presidente no Congresso.Mas a proposta de racionalização dos gastos atuais aborda práticas não menos despropositadas, e vários dos privilégios. Como a verba "indenizatória", à falta de nome ainda mais disfarçante; a mais recente verba "de gabinete" e, além de outras de igual teor moral, também lembra Fernando Gabeira os milhares de reais mensais, para cada parlamentar, a pretexto de gasto com selos na era da internet. São os diversos penduricalhos, assentados em justificativas falseadas, que levam o gasto mensal com cada deputado a quase R$ 100 mil. Gasto, convém lembrar, que não resulta da divisão da despesa total da Câmara pelo número de deputados, mas de gasto direto, pessoal, com cada um deles.Fernando Gabeira, Eduardo Suplicy, Chico Alencar, Jefferson Peres, Heloísa Helena e Júlio Delgado iniciaram o grupo da contraproposta. Nenhuma surpresa nesses nomes, nem nos que vêm aumentar o grupo. Mas, cá de fora, qualquer passo que os apoie para valer, com ação, será muito surpreendente. O que é tão deplorável quanto mais parece que um punhado de parlamentares batalhadores pode iniciar a luta, mas a maneira mais provável de vencê-la seria outra. Seria o projeto popular, como a Constituição prevê, proveniente de movimento de opinião pública. Se houvesse, cá fora, quem acordasse para acordá-la.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/32031277-116457846299812367?l=posturativa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32031277/posts/default/116457846299812367'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32031277/posts/default/116457846299812367'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://posturativa.blogspot.com/2006/11/o-rap-da-empulhao.html' title='O rap da empulhação'/><author><name>Stella</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15642808401317693150</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='25' src='http://bp3.blogger.com/_xOxxLZ7II_I/R_kpbvES1fI/AAAAAAAAAKs/twV4d9yREss/S220/paorkut.bmp'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-32031277.post-116441028624381339</id><published>2006-11-24T15:15:00.000-08:00</published><updated>2006-11-24T15:18:06.253-08:00</updated><title type='text'>A normalidade da anomalia - CLÓVIS ROSSI</title><content type='html'>&lt;a href="http://posturaativa.blig.ig.com.br"&gt;http://posturaativa.blig.ig.com.br&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Brasil é um país tão estranho, mas tão estranho, que as maiores anomalias podem ser expostas de público sem causar o menor choque. A mais recente saiu da boca do presidente Luiz Inácio Lula da Silva ao falar sobre as medidas para "destravar" a economia. "Não me pergunte o que é ainda, que eu não sei, e não me pergunte a solução, que eu não a tenho, mas vou encontrar, porque o país precisa crescer", disse Lula.&lt;br /&gt;É fantástico: Lula passou praticamente toda a sua vida adulta sendo candidato a presidente; quando, enfim, passa quatro anos governando, se candidata de novo a presidente, mas não tem a mais remota idéia do que é necessário fazer para o país crescer.&lt;br /&gt;O pior é que ninguém se espantou com a confissão de quem, antes da eleição ou pouco depois dela, vivia dizendo que as fundações estavam prontas, que as paredes já estavam praticamente erguidas, faltavam apenas detalhes de acabamento para que, por fim, ocorresse o tal "espetáculo do crescimento".&lt;br /&gt;Na hora de o espetáculo começar, o diretor da peça avisa que não tem as falas. Era tudo blablablá, promessas ocas de campanha. Aliás, vê-se agora, tardiamente, que já em 2003, quando fez o primeiro anúncio do "espetáculo do crescimento" (que não houve), Lula estava "chutando", aliás uma de suas grandes características. Se não tem agora a solução, se não tem agora as respostas para "destravar" o país, muito menos ainda poderia tê-las há quatro anos.&lt;br /&gt;Aí, convida o PMDB para um governo de "coalizão", que giraria em torno do crescimento econômico, entre outros itens igualmente vagos. Ora, que projeto de crescimento Lula pode oferecer ao PMDB se ele próprio não tem a mais remota idéia do que fazer?&lt;br /&gt;No entanto, tudo é dito com a maior naturalidade e engolido como se fosse verdade. Patético.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/32031277-116441028624381339?l=posturativa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32031277/posts/default/116441028624381339'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32031277/posts/default/116441028624381339'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://posturativa.blogspot.com/2006/11/normalidade-da-anomalia-clvis-rossi.html' title='A normalidade da anomalia - CLÓVIS ROSSI'/><author><name>Stella</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15642808401317693150</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='25' src='http://bp3.blogger.com/_xOxxLZ7II_I/R_kpbvES1fI/AAAAAAAAAKs/twV4d9yREss/S220/paorkut.bmp'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-32031277.post-115940030508983000</id><published>2006-09-27T16:30:00.000-07:00</published><updated>2006-09-27T16:39:14.796-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;strong&gt;&lt;a href="http://posturaativa.blig.ig.com.br"&gt;http://posturaativa.blig.ig.com.br&lt;/a&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;EDITORIAL DO ESTADÃO&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Desserviços prestados &lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;Com uma explicação realista sobre a corrupção no Brasil - "a prática é sistêmica e ainda que seja condenada acaba aceita pela sociedade" -, o ministro da Cultura, Gilberto Gil, expôs, naturalmente sem querer, um dos dois maiores desserviços do presidente Lula ao povo brasileiro. Ele é o mais comunicativo líder popular da história nacional, capaz de se fazer entender como nenhum outro pela grande massa da população - portanto pelos mais desavisados, deseducados, logo os mais carentes de cultura cívica. Lula também provoca uma empatia que daria inveja ao "pai dos pobres" Getúlio Vargas, formal, remoto e impessoal mesmo à frente das multidões. E o vínculo afetivo - a empatia -, sabe a psicologia educacional, representa meio caminho andado para o aluno absorver as palavras do mestre a quem se sente ligado pelo coração. Pois bem. Dotado desse dom literalmente excepcional de liderança política, Lula desperdiçou a oportunidade histórica de ensinar à grande massa dos seus eleitores os valores básicos da democracia - o que é, aliás, o primeiro dever de qualquer verdadeiro líder político, principalmente num país com um eleitorado com o nível de educação do brasileiro.&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;Alguns desses valores são a separação entre o público e o privado, o caráter sagrado do dinheiro que os governantes arrecadam dos governados e o imperativo de tratar implacavelmente corruptores e corrompidos, onde quer que sejam apanhados e qualquer que seja a sua posição social ou o seu poderio político. Ostentando ainda a superlativa credencial de ser o migrante iletrado e operário que chegou a chefe de governo - fato inédito, nas democracias, em escala planetária -, ele tinha tudo para ensinar, por palavras respaldadas no exemplo de seus atos como presidente, que a leniência com a corrupção é simplesmente intolerável. Ao contrário disso, como diz Gilberto Gil, o que Lula ensinou aos seus eleitores, à medida que se sucediam os escândalos no seu governo, foi que a corrupção "é uma prática comum" que todo mundo pratica. O que ele condenou na ação criminosa dos seus companheiros não foi a ação criminosa em si, mas o fato de terem sido apanhados com a boca na botija. São "imbecis" e "aloprados". Sua campanha reeleitoral não tem sido outra coisa se não um endosso do cínico ensinamento do dramaturgo alemão Bertolt Brecht: "Erst kommt das fressen, dann kommt die moral" (primeiro vem o rango, depois vem a moral).&lt;br /&gt;A contribuição do presidente para a atual indiferença da grande maioria dos brasileiros pela ética na política - quando as suas condições materiais de existência mudam para melhor - tem ingresso assegurado na história da formação das mentalidades no Brasil contemporâneo. Não é um "erro", como ele classifica as bandalheiras de seus "companheiros". É, sim, um crime. O segundo imenso desserviço de Lula aos seus eleitores típicos e à sociedade em geral está nas suas sistemáticas palavras de mal disfarçado desdém pela educação - o bem mais precioso a que podem aspirar os que nada têm, por ser o único meio seguro de ascensão na escala social. Já no discurso de posse, em vez de lamentar, ele se vangloriou de que o diploma de presidente era o primeiro que recebia.&lt;br /&gt;Desde então, costuma propagar a enormidade de que a escola não é imprescindível para o sucesso pessoal. Como seria, se "este filho de mãe que nasceu analfabeta" (sic) chegou onde chegou? Nem para governar, ele considera os livros mais importantes do que a experiência de vida e a comunhão com os anseios do povo, como afirma e reafirma. Não só para acicatar o antecessor, o sociólogo de renome mundial Fernando Henrique Cardoso. Mas, o que é infinitamente pior, porque acredita nisso. A prova é que Lula já declarou publicamente que ler é aborrecido.&lt;br /&gt;O seu desserviço é tanto maior quando se tem em mente que inumeráveis brasileiros, que nasceram e chegaram à idade adulta em condições tão desfavoráveis como as dele, fizeram das tripas coração para então superar o fardo da sua origem miserável - e acabaram vitoriosos nas atividades que abraçaram. Lula escolheu não estudar quando já podia. Ruim para ele, pior para o País que o tem como presidente. Mas o mínimo a que deveria obrigá-lo o seu proclamado espírito compassivo seria ele ensinar aos despossuídos que a intuição e a inteligência - qualidades que ninguém há de lhe negar - dão frutos ainda melhores quando fecundadas pela escola.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/32031277-115940030508983000?l=posturativa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32031277/posts/default/115940030508983000'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32031277/posts/default/115940030508983000'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://posturativa.blogspot.com/2006/09/httpposturaativa_27.html' title=''/><author><name>Stella</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15642808401317693150</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='25' src='http://bp3.blogger.com/_xOxxLZ7II_I/R_kpbvES1fI/AAAAAAAAAKs/twV4d9yREss/S220/paorkut.bmp'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-32031277.post-115905784476277441</id><published>2006-09-23T17:26:00.000-07:00</published><updated>2006-09-23T17:30:44.776-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;a href="http://posturaativa.blig.ig.com.br"&gt;http://posturaativa.blig.ig.com.br&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;CLÓVIS ROSSI "Insanos", mas trambiqueiros&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Impregnado até a alma pela cultura do trambique, o lulo-petismo não pára de fabricar dossiês, mesmo depois de apanhado com a mão na massa, a ponto de sete homens de confiança do partido/governo caírem um após o outro, em seqüência raramente vista em qualquer país civilizado. O dossiê do momento é a insistência de dirigentes do partido, inclusive de Aloizio Mercadante, em que o importante é investigar o outro dossiê, aquele que os "insanos" do PT, para usar qualificação de Lula, queriam comprar. É curioso, aliás, que Mercadante demita graduado assessor seu, por estar envolvido na sordidez, mas diga que é preciso investigar o dossiê cuja fabricação é parte da sordidez que o levou a afastar um dos seus próximos. Ou o assessor prestou um serviço público e, portanto, teria que ser promovido, em vez de demitido, ou fez sujeira e gente de bem não se mete com sujeira. Mas é a índole petista: quando apanhados em flagrante, culpam "conspiração da mídia", vêm com o ridículo da "fantasmagoria" (como se dólar na cueca não fosse uma realidade concreta, apalpável) e jogam lama sobre todos. Seus crimes não são importantes; os dos outros, sim, mesmo que não saibam se existem ou não. Dossiê fabricado para venda é, por definição, descartável. Dossiê aceitável seria o da CPI (que nada apurou neste caso específico) e/ou uma investigação do próprio governo sobre a gestão do antecessor. Se a tivesse feito, e se ela apontasse algum envolvimento de José Serra (o verdadeiro alvo do dossiê), aí, sim, teriam que ser tomadas todas as providências. O diabo é que a investigação atrapalharia os sanguessugas do próprio PT e de partidos aliados, estes sim apanhados pela CPI. O PT não perde o vício de patrulhar o mundo. Mas, agora, é tempo de prestar contas. À polícia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;FERNANDO RODRIGUES - O escravo das "qualis"&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Com um teleprompter à sua frente, Lula discursou: "Eu sou o maior interessado em apurar o que aconteceu nesse negócio do dossiê. Eu quero saber de onde veio o dinheiro, sim. Eu quero saber toda a tramóia que houve. Mas sobretudo eu quero saber que diabo de conteúdo que há nesse dossiê que pessoas cometeram a enroscada que cometeram".O presidente foi adestrado para repetir em público o que os seus eleitores fiéis têm falado nas chamadas "qualis", as pesquisas qualitativas -quando um grupo de eleitores fica numa sala discutindo enquanto especialistas atrás de um espelho falso observam tudo. As "qualis" mostram que os eleitores das classes C, D e E não entendem direito o caso do "dossiegate". Muitos nomes. Gedimar, Valdebran, Freud e até um homônimo de marca de chuveiro. Os eleitores lulistas perguntam sempre "que dossiê era esse" e acham que o governo "não pode jogar para debaixo do tapete". É o que Lula repete agora toda vez que aparece em público. Ao se tornar um escravo das pesquisas qualitativas, Lula tomou um rumo claro nesta reta final. Antes do "dossiegate", o petista sonhava em ter a maior votação da história num primeiro turno -o recorde é de Eurico Gaspar Dutra, que, no longínquo 1945, foi eleito com 55% dos votos válidos. Abalroado pela crise atual, Lula está agora apenas preocupado em manter os seus eleitores mais fiéis. Retroalimenta esse grupo com os argumentos que eles gostam de ouvir. Quer dessa forma tentar estancar uma eventual sangria de votos quando o caso avançar com a divulgação da origem do dinheiro sujo usado na operação. É impossível prever se Lula terá êxito. Mas até ele já parece saber que sua vitória, se vier, pode ser menor do que a esperada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;ROGÉRIO GENTILE - Passeio de cadela&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;DELÚBIO SOARES era íntimo de Lula. Caiu, silenciou e até hoje vive numa boa -livre, leve e, principalmente, solto. Nunca entregou ninguém. A pergunta arranha a garganta: como ele paga, atualmente, suas próprias contas? Waldomiro Diniz era amigo de José Dirceu. Caiu, silenciou e também segue tranqüilo. Nunca entregou ninguém, assim como tampouco viu o sol quadriculado. A garganta arranha de novo. Na República da Companheirada, valem os mesmos princípios descritos por Tommaso Buscetta em suas confissões: os "uomini d'onore" jamais falam de coisas das quais sabem que não devem falar. Em compensação, gozam do apoio e da solidariedade dos demais. Delúbio e Waldomiro são apenas dois exemplos notórios no PT. Desde o início do governo do companheiro-mor, os escândalos se multiplicam, e os envolvidos, idem. Mas, tirando Rogério Buratti, que, convenhamos, tinha razões emocionais para tanto, ninguém nunca atirou, de fato, para cima. Todo mundo "matou no peito" -com o perdão pela metáfora futebolística, tão usual neste governo. Não será diferente agora, acredito. Nem mesmo Freud Godoy, o sujeito que se apresentou à Polícia Federal com cara de suspeito acuado -barba por fazer, agasalho puído e cigarro entre os dedos-, deve falar algo de concreto. Não teremos no PT, acho, um Freud Buscetta. No máximo, se não tiver mesmo como negar sua atuação no escândalo da compra de testemunho e de acusações (e, quem sabe, da supressão de provas contra petistas), dirá que fez tudo por conta própria. Claro, o colega de caminhada e de futebol, faz-tudo do Planalto, ajuda o companheiro-patrão, mas não precisa dizer aonde leva a cachorrinha da família para passear quando ela quer fazer cocô. Não precisa porque tem autonomia de vôo, digo, de passeio de cadela. Freud conhece Luiz Inácio desde os anos 80. Foi seu segurança em campanhas, morou por alguns meses na residência oficial do Palácio da Alvorada e tinha a incumbência de organizar as "peladas" na Granja do Torto -era ele o encarregado de convidar os jogadores. É tão próximo do presidente que, sabe-se agora, teve o prazer de manter relações comerciais com Marcos Valério. A sua empresa de segurança recebeu, em 2003, R$ 98,5 mil de uma agência de publicidade do operador do mensalão. Com sua demissão da Secretaria Particular da Presidência, a pergunta arranha a garganta mais uma vez: como ele pagará suas contas?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em meio ao escândalo, Alckmin protagonizou a nota cômica da semana. Mirando em Lula, disse que "governo que é Jader Barbalho e Ney Suassuna não pode dar certo. Está cercado de um submundo da política terrível". FHC que o diga.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/32031277-115905784476277441?l=posturativa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32031277/posts/default/115905784476277441'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32031277/posts/default/115905784476277441'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://posturativa.blogspot.com/2006/09/httpposturaativa_23.html' title=''/><author><name>Stella</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15642808401317693150</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='25' src='http://bp3.blogger.com/_xOxxLZ7II_I/R_kpbvES1fI/AAAAAAAAAKs/twV4d9yREss/S220/paorkut.bmp'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-32031277.post-115879134645569849</id><published>2006-09-20T15:24:00.000-07:00</published><updated>2006-09-20T15:29:06.466-07:00</updated><title type='text'>Acabou a era FHC - Marcos Nobre</title><content type='html'>&lt;a href="http://posturaativa.blig.ig.com.br"&gt;http://posturaativa.blig.ig.com.br&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;LULA DEU uma rara entrevista a quatro órgãos de comunicação no domingo, entre eles a Folha. É até agora o documento de campanha mais importante. Mas ainda não recebeu a devida atenção porque tem sido interpretado de maneira limitada, como tentativa de desviar o foco da crise do dossiê.&lt;br /&gt;A entrevista é o contraponto da carta aberta de FHC. É uma análise do primeiro mandato e um mapa do segundo. E mostra que o desespero da carta de FHC tem fundamento.&lt;br /&gt;Porque Lula deixou claro que pretende e tem meios para desmontar a armação do sistema político deixada pelo antecessor. O Plano Real não foi apenas um plano de estabilização econômica. Foi também um plano de estabilização política.&lt;br /&gt;Ordenou o sistema de tal maneira que empurrou todos os partidos para uma disputa pelo centro político, apertando ao máximo o espartilho das políticas públicas possíveis. O grande teste desse modelo foi a alternância de poder. Segundo a lógica instaurada pelos dois governos FHC, o PT no poder federal estaria condenado ao PMDB para constituir o segundo pólo da política brasileira.&lt;br /&gt;Só que o governo Lula não seguiu o figurino. Recusou uma aliança duradoura com o PMDB bem cedo, em 2004, quando o então ministro José Dirceu já havia negociado em detalhe uma composição e foi desautorizado pelo presidente.&lt;br /&gt;Essa atitude quase custou a Lula seu mandato. Mas a partir do momento em que conseguiu se manter acima da crise política do mensalão e do próprio PT, Lula abriu caminho para se desvencilhar da camisa-de-força que recebeu. E para organizar o sistema político em novas bases.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É isso o que explica o desespero da carta aberta de FHC. Ficou claro para o ex-presidente que o momento perdido de um eventual impeachment de Lula tinha pavimentado o caminho para a destruição de seu verdadeiro legado: um sistema de dois pólos travado no centro político.&lt;br /&gt;E o golpe de morte foi dado pela escolha de uma candidatura presidencial sem nenhum brilho e sem capacidade de manter coeso o pólo PSDB-PFL. Lula não pretende poupar esforços para quebrar o pólo representado pela aliança PSDB-PFL, aproveitando para se infiltrar nas rachaduras da disputa entre Aécio Neves e José Serra pela candidatura à Presidência em 2010. Esse o sentido do chamamento a um "pacto de responsabilidade".&lt;br /&gt;É certo que Lula pretende mesmo atrair o que for possível do PMDB, além dos pequenos partidos dependentes do governo para sobreviver. Deixa claro também que o PT já não desempenhará papel protagonista nesse processo. Mas é difícil saber que cara terá a reorganização do sistema político que pretende empreender. Só o seu sentido é claro: o fim do modelo político brasileiro de FHC.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;MARCOS NOBRE é professor de filosofia política da Unicamp e pesquisador do Cebrap&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/32031277-115879134645569849?l=posturativa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32031277/posts/default/115879134645569849'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32031277/posts/default/115879134645569849'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://posturativa.blogspot.com/2006/09/acabou-era-fhc-marcos-nobre.html' title='Acabou a era FHC - Marcos Nobre'/><author><name>Stella</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15642808401317693150</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='25' src='http://bp3.blogger.com/_xOxxLZ7II_I/R_kpbvES1fI/AAAAAAAAAKs/twV4d9yREss/S220/paorkut.bmp'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-32031277.post-115854629838572918</id><published>2006-09-17T19:21:00.000-07:00</published><updated>2006-09-17T19:24:58.406-07:00</updated><title type='text'>A endemia e a quadrilha - CLÓVIS ROSSI</title><content type='html'>&lt;a href="http://posturaativa.blig.ig.com.br"&gt;http://posturaativa.blig.ig.com.br&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Que a corrupção no Brasil é "endêmica", não precisaria o Banco Mundial dizer. Todo mundo sabe. Novidade é o fato de que, ao terminar o governo do partido que se intitulava dono exclusivo da ética, a corrupção não só continua "endêmica" como se agravou. Como diria o presidente Lula, "nunca neste país" um procurador-geral da República havia acusado a cúpula, TODA a cúpula, de um partido do governo de formar uma "quadrilha".&lt;br /&gt;Sempre neste país, acusados de corrupção se defendiam, negavam até a morte que política se faz obrigatoriamente pondo a mão em matéria fecal. Agora, petistas dão de ombros para esse comportamento ou tem até orgasmos com ele, como se vê em artigos de supostas intelectuais do PT. Natural, nessa podridão, que se chegue ao dossiê contra José Serra. Anos atrás, Lula e o PT, corretamente, haviam desprezado o papelório do chamado "dossiê Cayman". Agora, ao contrário, um filiado ao partido e uma pessoa que se disse a serviço do PT são presos com dinheiro vivo (e não pouco, R$ 1,7 milhão), que seria usado para comprar o novo dossiê. Ou seja, a "quadrilha" mostra agora um novo ramo de atividades, sempre, no entanto, como "organização criminosa".&lt;br /&gt;Aliás, só delinqüentes usam dinheiro vivo, nessa proporção, para qualquer tipo de operação. Enquanto isso, a renda do trabalhador no governo do Partido dos Trabalhadores caiu a um ritmo anual de 1,12% e, pela primeira vez em 13 anos, aumentou o número de crianças entre 5 e 14 anos que são forçadas a trabalhar.&lt;br /&gt;Até a única boa notícia contida na Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (a queda na desigualdade) é falsa, porque o Ipea já demonstrou que a pesquisa contém brutal sub-declaração dos rendimentos com juros.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/32031277-115854629838572918?l=posturativa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32031277/posts/default/115854629838572918'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32031277/posts/default/115854629838572918'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://posturativa.blogspot.com/2006/09/endemia-e-quadrilha-clvis-rossi.html' title='A endemia e a quadrilha - CLÓVIS ROSSI'/><author><name>Stella</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15642808401317693150</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='25' src='http://bp3.blogger.com/_xOxxLZ7II_I/R_kpbvES1fI/AAAAAAAAAKs/twV4d9yREss/S220/paorkut.bmp'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-32031277.post-115759488798965522</id><published>2006-09-06T19:04:00.000-07:00</published><updated>2006-09-06T19:08:08.003-07:00</updated><title type='text'>Gastos devem cair antes dos impostos</title><content type='html'>&lt;a href="http://posturaativa.blig.ig.com.br"&gt;http://posturaativa.blig.ig.com.br&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Gazeta Mercantil - 5 de Setembro de 2006 - Na semana passada, o Congresso recebeu do Executivo a proposta para o Orçamento de 2007. Esta versão, a de setembro, é bem diferente da Lei de Diretrizes Orçamentárias enviada ao Congresso em abril, também válida para o próximo ano.&lt;br /&gt;Na proposta feita quando faltavam seis meses para a eleição, o Executivo propôs um corte nas despesas correntes do próximo exercício de 0,1% do PIB, em relação a este ano. Já na proposta agora elaborada, quando falta apenas um mês para o pleito, as despesas crescem 0,2% do PIB, em relação a 2006. Entre abril e setembro muita água passou embaixo da ponte do Orçamento da União. A principal diferença é que o governo passou a superestimar a arrecadação do próximo ano. Em outras palavras: o Executivo estipulou que em 2007 o PIB avançará 4,75%. E fez um orçamento que já gastava por conta da estimativa otimista de receita. Com isso, os gastos aumentariam "apenas" 0,2%. Um cálculo simples, partindo de base mais realista, mostra outra situação: se o País crescer só 3,5% no ano que vem, o aumento dos gastos passa a representar uma carga de 0,4% do PIB. No cenário orçamentário com previsão de aumento de gastos de 0,2% do PIB, as despesas correntes ultrapassam o crescimento do PIB mais uma vez. Há anos o Brasil lida com este erro de três maneiras: ou o Orçamento é refeito, ou o Orçamento não é cumprido porque, o governo bloqueia o repasse final das verbas "autorizadas", ou, a pior delas, a receita sobe, porque os impostos aumentam.&lt;br /&gt;O novo governo, portanto, deverá decidir logo nos primeiros dias se deseja aumentar impostos ou cortar despesas. O ministro do Planejamento, Paulo Bernardo, já reconheceu que os números orçamentários serão revistos "várias vezes", porque a proposta foi elaborada e enviada ao Congresso sem que as diretrizes estivessem aprovadas. Na prática, a proposta do Orçamento começará a ser discutido ainda neste ano e seguindo script bem conhecido, deputados e senadores incham a peça orçamentária o quanto consideram bom. O governo recebe as decisões irrealistas e age de modo também conhecido: bloqueia a maior parte dos gastos. Bernardo, no entanto, foi bem objetivo sobre esta tática: em 2007 o bloqueio "não será suficiente", porque o mercado não aceitará equilíbrio orçamentário via controle na boca do caixa.&lt;br /&gt;O governo, portanto, está consciente do problema e já fala em austeridade no ano que vem. O drama é que tanto o Congresso quanto a máquina do governo podem querer arrancar do novo governo outra alternativa: não cortar gastos e aumentar a receita.&lt;br /&gt;O ex-coordenador da Secretaria da Fazenda de São Paulo, Clóvis Panzarini, especialista em questões tributárias construiu imagem exata sobre esse problema: é como taxa de condomínio, paga-se o quanto o condomínio gasta; se gasta a mais do que arrecada, tem boleto extra. Para Panzarini, há um equívoco nesta discussão: enquanto o governo não reduzir gastos, não será possível cortar impostos, como em qualquer condomínio. A definição de prioridades, portanto, está incorreta: só depois de cortar gastos é que os impostos caem, não o inverso. Sem esquecer que sem corte de gastos não será possível ao governo fazer investimento. E sem investimento o País não cresce.&lt;br /&gt;Quando o governo fala em aumentar gastos, ele emite sinal perigoso, porque certas despesas orçamentárias (saúde, por exemplo) crescem por determinação constitucional, ou seja, aumentam obrigatoriamente mesmo que o governo ou o Congresso não autorizem, porque tais gastos devem crescer "no mesmo ritmo do PIB". Desse modo, logo nos primeiros dias do próximo governo, duras decisões deverão ser tomadas.&lt;br /&gt;Seja quem for o eleito, ele precisará de apoio do Congresso para cortar gastos ou, então, aumentar impostos. A carga tributária em 37,37% do PIB indica que o limite foi atingido.&lt;br /&gt;Talvez a razão última da temperatura morna da campanha eleitoral seja apenas cautela frente às sérias dificuldades a serem superadas logo nos primeiros dias do novo governo.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/32031277-115759488798965522?l=posturativa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32031277/posts/default/115759488798965522'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32031277/posts/default/115759488798965522'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://posturativa.blogspot.com/2006/09/gastos-devem-cair-antes-dos-impostos.html' title='Gastos devem cair antes dos impostos'/><author><name>Stella</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15642808401317693150</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='25' src='http://bp3.blogger.com/_xOxxLZ7II_I/R_kpbvES1fI/AAAAAAAAAKs/twV4d9yREss/S220/paorkut.bmp'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-32031277.post-115732187346770082</id><published>2006-09-03T15:13:00.000-07:00</published><updated>2006-09-04T12:58:04.360-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;a href="http://posturaativa.blig.ig.com.br/"&gt;http://posturaativa.blig.ig.com.br/&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;São Paulo, sexta-feira, 01 de setembro de 2006&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;VINICIUS TORRES FREIRE&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;A fantasia luliana do PIB &lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;Governistas não temem desmoralização das profecias de crescimento porque, por ora, "país dos pobres" vai bemNÃO SE ESPERA que um presidente diga que a economia do país que governa esteja à beira de tropeçar no brejo. Afora o irrealismo óbvio da expectativa, o pessimismo pode ser contagioso e contraproducente. Mas por que Lula não teme a desmoralização contínua de suas juras de crescimento? Para atingir a meta luliana de crescer 4% neste ano, a economia precisaria acelerar, andar a uma velocidade quatro vezes maior que a do trimestre que passou. Não é impossível, embora muito improvável, e o problema nem é esse. Profecia sobre números de curtíssimo prazo, como o PIB trimestral, com minúcias obsessivas sobre décimos de porcentagem, é propaganda ou coisa pior. Lula e ministros se entregam ao desfrute ignorante ou politiqueiro de fantasiar a numeralha econômica porque conhecem ao menos o eleitorado. Quem vai entender discussões sobre médio prazo, bens de capital e penetração de importações? O eleitorado pobre vive por ora em um país estatístico em que a renda cresce muito. Problemas estruturais são uma abstração -por ora. O resultado do PIB foi muito ruim. Não implica desastre, mas indica que a economia enfrenta problemas nada triviais. A quantidade de importações cresce, o ritmo de aumento de exportações caiu a um quarto do que era havia um ano, por conta da invasão chinesa e do real forte: câmbio. O resultado do comércio exterior foi fator maior na queda do crescimento. Mas o nível de investimento também caiu, de modo surpreendente. Tem sido volátil, o que indica razoável indecisão de empresários (afora a pressão do câmbio). Sobre o resto do ano, o resultado da indústria paulista em julho, que também saiu ontem, já prejudicou alguns otimismos para o terceiro trimestre. O chute menos temerário para o PIB do ano ora anda em torno de 3%. Afora todos os defeitos crônicos da economia (impostos, dívida, burocracia e pouco comércio externo), tais problemas resultaram de ações deliberadas do governo, ainda que Lula fosse ignorante do alcance delas. A meta de inflação baixa demais, fixada em 2005, exigiu juros mais altos por mais tempo, o que encareceu o produto nacional. No curto prazo, ao menos, isso afeta a contribuição do comércio externo ao crescimento. O caso fica pior devido ao bem-sucedido plano chinês de tomar o mercado mundial de manufaturas. O aumento do gasto corrente do governo Lula limita o investimento público. Inflação baixa e salário mínimo maior (que é gasto público) melhoram a vida do povo. A dita "demanda doméstica", em especial consumo privado e do governo, cresceu no semestre a uns 4%. Mas em troca de gastos e juros altos pode se estar destruindo indústrias, transferindo investimentos para o exterior e consumindo já o que poderia ser crescimento mais duradouro amanhã. O problema político da economia é saber se Lula, reeleito, vai continuar a fantasia nutrida de populismo cambial "cum" bolsa-esmola, atualização do populismo tucano. Há três anos, diante dos metalúrgicos de São Bernardo, Lula prometeu o "espetáculo do crescimento". Seu programa eleitoral agora diz que o "nome do segundo mandato será desenvolvimento". Como também o dizia FHC. Será uma maldição?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;São Paulo,domingo, 3 de setembro de 2006&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;CLÓVIS ROSSI&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;12 anos de fracasso &lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;SÃO PAULO - Doze anos de política econômica tucano-lulista é tempo suficiente para uma olhada em seus números em campo crucial, o do emprego. Todos os dados que se seguem são do livro "Brasil: Estado de uma Nação", editado pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada, conforme resumidos na excelente revista "Desafios do Desenvolvimento", também do Ipea.&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;Vamos lá: FHC assume o país com o desemprego em 6,7% da população economicamente ativa.&lt;br /&gt;Entrega-o a Lula com 9,9%. Lula eleva-o para os 10% ou pouco mais em que se encontra hoje. Entre jovens de 15 a 24 anos, o desemprego pulou de 35% para 40% a partir de 2001 e ficou por aí desde então. Alguma surpresa com a explosão da criminalidade entre os jovens nessa faixa etária? Além disso, mais da metade dos trabalhadores brasileiros não tem emprego formal (51,2% em 2004, último ano tratado no livro). Dita assim, de passagem, a palavra informalidade pode soar até simpática, lembrar um certo "à vontade".&lt;br /&gt;Mas, na vida real, "o setor informal gera empregos de baixa qualidade e remuneração, constituindo um atraso, uma distorção a ser combatida. Tem efeitos deletérios no longo prazo, na medida em que cerceia a expansão de companhias mais eficientes e que respeitam a legislação", diz Lauro Ramos, pesquisador do tema no Ipea.&lt;br /&gt;Creio que é dispensável, por óbvio, falar também dos baixos salários que se pagam no Brasil. É também óbvio, mas vale lembrar que, sempre de acordo com os dados do Ipea, 72% da renda dos domicílios brasileiros provêm dos vencimentos do trabalho.&lt;br /&gt;Conclusão inescapável: esse modelo de política econômica é, no mínimo, insuficiente para criar condições de vida ao menos razoáveis. Mas é também o único com chances de vencer no mercado eleitoral. Azar do Brasil.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/32031277-115732187346770082?l=posturativa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32031277/posts/default/115732187346770082'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32031277/posts/default/115732187346770082'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://posturativa.blogspot.com/2006/09/httpposturaativa.html' title=''/><author><name>Stella</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15642808401317693150</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='25' src='http://bp3.blogger.com/_xOxxLZ7II_I/R_kpbvES1fI/AAAAAAAAAKs/twV4d9yREss/S220/paorkut.bmp'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-32031277.post-115672196179217298</id><published>2006-08-27T16:34:00.000-07:00</published><updated>2006-08-27T16:39:21.806-07:00</updated><title type='text'>Painel - Renata Lo Prete</title><content type='html'>Seguro-mandato&lt;br /&gt;A proposta de um pacto de conciliação política, feita por Lula na reunião do Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social, atende a uma preocupação em alta no Planalto e no PT: o medo de que o presidente saia vitorioso das urnas apenas para virar refém do PMDB no segundo mandato, dada a perspectiva de uma base parlamentar ainda mais frágil que a atual.Lula acena para a oposição, notadamente os tucanos-favoritos Aécio Neves e José Serra, na tentativa de estabelecer um contrapeso à voracidade de Renan Calheiros &amp; Cia.&lt;br /&gt;Entre os petistas, a expressão "governar com o PMDB" tem um significado apavorante: perda de cargos na máquina federal.&lt;br /&gt;Integrado.&lt;br /&gt;Tarso Genro (Relações Institucionais), o mais pró-pacto dos ministros, vocaliza o temor petista diante do avanço do PMDB. Além disso, suas atribuições lhe permitem ter uma boa idéia do Congresso que aguardará Lula em caso de vitória.&lt;br /&gt;Apocalípticos.&lt;br /&gt;Já os palacianos Luiz Dulci (Secretaria-Geral) e Marco Aurélio Garcia (Assuntos Internacionais) pertencem à ala do governo que defende abrir espaço ao PMDB e só. Nada de buscar algum entendimento com a oposição, que afinal de contas terá sido derrotada.&lt;br /&gt;O céu...&lt;br /&gt;Enquanto o PT se preocupa, o PMDB afia a faca. A turma de sempre volta a se reunir com Lula esta semana para discutir cargos no segundo mandato. Nelson Jobim, aposentado do Supremo e pós-quarentena, já participa oficialmente das negociações.&lt;br /&gt;...é o limite.&lt;br /&gt;Além das áreas inteiras do governo que reivindica, o PMDB já fala em disputar a presidência da Câmara, sem prejuízo de manter a do Senado, escorado na expectativa de eleger a maior bancada de deputados.&lt;br /&gt;Pré-pago.&lt;br /&gt;Quem conhece Lula de longa data afirma que o presidente tem sido pródigo no socorro a Aloizio Mercadante, nas ruas e na televisão, com uma intenção clara: evitar que o senador peça compensação demasiadamente ambiciosa caso perca a eleição para o governo de São Paulo.&lt;br /&gt;Tampão.&lt;br /&gt;Aliados de Lula dizem que a antecipação do 13º salário dos aposentados foi decidida, entre outras razões, como forma de retardar uma bomba prestes a explodir: a inadimplência entre os que aderiram ao crédito consignado, uma das atrações da campanha reeleitoral.Norte a Sul. Com as passagens por Acre e Rondônia neste fim de semana, Geraldo Alckmin terá visitado todos os Estados. O marco será lembrado na TV para mostrá-lo como candidato "nacional".&lt;br /&gt;Rebaixado.&lt;br /&gt;No Ceará, onde o candidato do PSDB é pró-Lula, Tasso Jereissati apóia o irmão de Ciro Gomes (PSB), e Heloísa Helena (PSOL) está em segundo, Alckmin ganhou o apelido de "Plutão".&lt;br /&gt;Ídolo.&lt;br /&gt;Ciro é astro no horário do irmão, Cid. O ex-ministro debate temas de governo, faz propostas e rebate ataques. O tucano Lúcio Alcântara estuda ir à Justiça para tirá-lo do espaço do adversário.&lt;br /&gt;Clone.&lt;br /&gt;Em comícios, Roseana Sarney (PFL) pede votos para si, para aliados e daí pergunta: "E para presidente?" A resposta é sempre "Lula". O slogan de sua campanha ao governo do Maranhão copia o do petista: "A força do povo".&lt;br /&gt;Draconiano.&lt;br /&gt;Deficiente visual, o deputado estadual Rafael Silva (PDT-SP) foi impugnado pela Justiça Eleitoral porque usava óculos escuros na foto que iria para as urnas.&lt;br /&gt;Nas bancas.&lt;br /&gt;Empresários paulistas fizeram o piloto de um álbum de figurinhas com mensaleiros e sanguessugas que faria parte de campanha contra o voto nos acusados. A idéia foi abandonada por medo de processo judicial.&lt;br /&gt;Tiroteio&lt;br /&gt;Pelo menos no Ceará Tasso Jereissati vai ganhar a eleição. Só que com o candidato do Lula.&lt;br /&gt;Do deputado DR. ROSINHA (PT-PR) sobre a ciranda eleitoral no Ceará, onde a disputa passou a ser liderada por Cid Gomes (PSB), apoiado por Tasso, presidente do PSDB, partido do candidato Lúcio Alcântara.&lt;br /&gt;Contraponto&lt;br /&gt;Poltergeist&lt;br /&gt;Em seu primeiro ano no Planalto, Lula era um poço de queixas contra o "Sucatão", avião herdado de governos anteriores. Certa feita, contam Eduardo Scolese e Leonencio Nossa no livro "Viagens com o Presidente", um assessor militar tentou contemporizar:- Presidente, mas as coisas funcionam. A TV é boa.Lula respondeu de bate-pronto:-Boa nada. A gente querendo fazer a reforma trabalhista, e você tentando manter uma TV da época do Getúlio!Lula arrematou:-Esta TV é tão velha quanto a do Alvorada. Outro dia desisti de assistir a um filme porque os canais mudavam sozinhos. Não precisava nem de controle remoto!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; &lt;a href="http://www.posturaativa.blig.com.br"&gt;www.posturaativa.blig.com.br&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/32031277-115672196179217298?l=posturativa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32031277/posts/default/115672196179217298'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32031277/posts/default/115672196179217298'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://posturativa.blogspot.com/2006/08/painel-renata-lo-prete.html' title='Painel - Renata Lo Prete'/><author><name>Stella</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15642808401317693150</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='25' src='http://bp3.blogger.com/_xOxxLZ7II_I/R_kpbvES1fI/AAAAAAAAAKs/twV4d9yREss/S220/paorkut.bmp'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-32031277.post-115621022906735025</id><published>2006-08-21T18:26:00.000-07:00</published><updated>2006-08-21T18:30:29.076-07:00</updated><title type='text'>Jornalistas apostam na reeleição de Lula</title><content type='html'>Para 54% dos jornalistas brasileiros, as chances do presidente Lula ser reeleito são acima de 60%. A informação é da sétima pesquisa com profissionais da imprensa feita pela Macroplan, empresa de consultoria. O estudo entrevistou cem jornalistas de sete estados do País (Distrito Federal, São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Rio Grande do Sul, Espírito Santo e Pernambuco) com maior visibilidade na mídia, "seguindo critérios qualitativos e não estatísticos de representatividade", segundo o anúncio da companhia. A pesquisa revelou também que 45% dos entrevistados avaliam que a probabilidade de um segundo mandato de Lula tem entre 40% e 60% de chance de acontecer. Apenas 1% acredita que é abaixo de 40%.&lt;br /&gt;Na avaliação do primeiro semestre do ano os jornalistas atribuíram nota 4,8 ao governo Lula, em uma escala de zero a dez. O melhor desempenho do governo foi na condução da política econômica, considerada muito boa ou boa para 90% dos entrevistados. O combate à fome e à pobreza e a geração de empregos foram avaliadas positivamente por cerca de 60% dos entrevistados.&lt;br /&gt;Entretanto, nem tudo no atual governo recebeu elogios. Noventa e cinco por cento dos jornalistas avaliaram negativamente as estratégias de combate à violência e à insegurança pública. Oitenta e um por cento consideraram que os principais problemas do governo federal são a formação de alianças e negociação e solução de crises políticas. Apenas 48% opinaram favoravelmente sobre a política externa contra 96% de pesquisas anteriores.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Avaliação dos Ministros&lt;br /&gt;Somente Luis Fernando Furlan, ministro do Desenvolvimento da Indústria e Comércio Exterior, manteve a mesma avaliação positiva da pesquisa anterior. Ele foi considerado o melhor ministro por 55% dos entrevistados. Guido Mantega, ministro da Fazenda, alcançou 47% (quase metade dos 81% que seu antecessor, Antônio Palocci, obteve). O ex-ministro da Agricultura Roberto Rodrigues obteve 34% de aprovação, mais do que a ministra da Casa Civil, Dilma Roussef (28%).&lt;br /&gt;Os piores desempenhos são os dos ministros da Saúde, José Saraiva Felipe, e Miguel Rosseto, do Desenvolvimento Agrário: 31%. Celso Amorim, ministro das Relações Exteriores, que era o quinto melhor avaliado, teve uma avaliação negativa nessa pesquisa e ficou em terceiro lugar no ranking dos piores (27%). Na quarta colocação está o ministro da Justiça, Márcio Thomas Bastos (24%).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Avaliação dos Governos Estaduais&lt;br /&gt;Se na pesquisa anterior, 77% aprovaram o ex-governador Geraldo Alkmin, nesta 46% consideraram a gestão de Cláudio Lembo ruim ou muito ruim. Aécio Neves continuou como o melhor governador com índice de 91% de aprovação (em 2005, obteve 81%).&lt;br /&gt;O pior desempenho foi, pela sétima vez consecutiva, da governadora do Rio de Janeiro, Rosinha Matheus. A pesquisa está disponível &lt;a href="http://www.comunique-se.com.br/conteudo/arquivos_downloads/Relatorio_7_Pesquisa_Jornalistas_ago_2006.pdf" target="new"&gt;aqui&lt;/a&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.comunique-se.com.br"&gt;http://www.comunique-se.com.br&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/32031277-115621022906735025?l=posturativa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32031277/posts/default/115621022906735025'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32031277/posts/default/115621022906735025'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://posturativa.blogspot.com/2006/08/jornalistas-apostam-na-reeleio-de-lula.html' title='Jornalistas apostam na reeleição de Lula'/><author><name>Stella</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15642808401317693150</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='25' src='http://bp3.blogger.com/_xOxxLZ7II_I/R_kpbvES1fI/AAAAAAAAAKs/twV4d9yREss/S220/paorkut.bmp'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-32031277.post-115620422413630291</id><published>2006-08-21T16:46:00.000-07:00</published><updated>2006-08-21T16:51:52.570-07:00</updated><title type='text'>O caixa 2 vai bem, obrigado</title><content type='html'>Guilherme Fiuza&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Todo mundo reclama dos corruptos, mas a receita para o Brasil dar errado tem sido garantida, cada vez mais, pelos homens de bem.&lt;br /&gt;Na política, o inferno das boas intenções está lotado. Não cabe ali nem mais uma formiga, nem mais uma lei – os bem intencionados adoram resolver os males do mundo com uma lei.&lt;br /&gt;Os brasileiros não aprenderam nada com a jornada delirante da Constituinte de 88. Já são quase 20 anos daquele sonho de proibir a alta de juros com um artigo na Carta Magna, e de salvar a democracia espalhando novos municípios por todo o território. Chato não é constatar o desastre da utopia. Chato é verificar que o desastre não ensinou nada.&lt;br /&gt;Os brasileiros assistiram ao show de Marcos Valério e Delúbio Soares, em suas coreografias arrojadas para transferir dinheiro público para partidos políticos. O que se fez contra essa promiscuidade do Banco do Brasil, dos Correios, da Caixa Econômica etc com os interesses privados dos políticos que estão no poder? Absolutamente nada.&lt;br /&gt;Como é de costume, a opinião pública se hipnotizou com o debate errado, e foram todos discutir o caixa dois nas campanhas políticas – um problema secundário diante do mensalão e do assalto às instituições públicas. Para piorar, as medidas discutidas (sempre as mesmas) são aquelas que só solucionam alguma coisa na cabeça abstrata dos guardiões da ética.&lt;br /&gt;Eles amam, por exemplo, o financiamento público das campanhas – essa incrível miragem que promete revogar a influência do poder econômico com a simples distribuição aos políticos de dinheiro do contribuinte.&lt;br /&gt;Essa aritmética do crioulo doido acabou forçando uma mudança de regras para a eleição 2006. Com o objetivo de baratear as campanhas, e com isso reduzir o mercado negro das doações, proibiu-se várias formas de publicidade eleitoral. Raciocinaram os éticos: se os candidatos não puderem anunciar em outdoor, por exemplo, ninguém vai se sentir em desvantagem e esse item desaparecerá do orçamento das campanhas.&lt;br /&gt;O único problema do mundo maravilhoso dos bem-intencionados é sua distância da vida real. E na vida real, um candidato a cargo público precisa se dar a conhecer ao eleitor – de preferência, da forma mais intensa possível. E o limite dessa intensidade jamais poderá ser controlado por uma lei. Conseqüência óbvia: explodiu o mercado de compra de espaços nas fachadas de residências e propriedades particulares.&lt;br /&gt;E aí está um gasto que quase sempre é informal, contratado de boca e sem recibo, ou seja, o paraíso do caixa dois. Não pode propaganda fixa em local público? Não tem problema. Os candidatos estão pagando exércitos de seguradores de faixas e bandeiras, para mofar nas esquinas da cidade exibindo seus nomes e números. Alguém acredita que o pagamento a essa mão-de-obra desqualificada freqüenta disciplinadamente os livros-caixa? Com recibo?&lt;br /&gt;Em lugar dos brindes, também proibidos, surgem presentinhos de vários tipos, freqüentemente mais caros, para compensar na memória afetiva do eleitor a falta da marca do candidato. Não se pode pagar cachê a artista para fazer showmício? As campanhas multiplicam seus gastos com panfletos, santinhos, soldados do spam, enfim, tudo que possa passar adiante a mensagem que não pôde ser transmitida singelamente de um palco em praça pública.&lt;br /&gt;Os éticos conseguiram. O combate ao caixa dois tornou-se o maior fermento do caixa dois. De quebra, a propaganda política vai ficando cada vez mais truncada, dura, distante dos hábitos normais das cidades.&lt;br /&gt;Sem sentir, esses “progressistas” se aproximam cada vez mais do ideal da ditadura, em que o candidato divulgava suas “idéias” com pouco mais do que um cartaz de procura-se, um slogan e um número.&lt;br /&gt;Depois esses democratas de almanaque vêm reclamar do voto nulo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;comentário: só discordo dessa última frase, democracia é ter a opção de votar ou não, mas omitir-se é *não* ser democrático, por isso sou contra esse movimento pró voto nulo.&lt;br /&gt;&lt;a href="http://posturaativa.blig.ig.com.br"&gt;http://posturaativa.blig.ig.com.br&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/32031277-115620422413630291?l=posturativa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32031277/posts/default/115620422413630291'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32031277/posts/default/115620422413630291'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://posturativa.blogspot.com/2006/08/o-caixa-2-vai-bem-obrigado.html' title='O caixa 2 vai bem, obrigado'/><author><name>Stella</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15642808401317693150</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='25' src='http://bp3.blogger.com/_xOxxLZ7II_I/R_kpbvES1fI/AAAAAAAAAKs/twV4d9yREss/S220/paorkut.bmp'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-32031277.post-115586715794934024</id><published>2006-08-17T19:09:00.000-07:00</published><updated>2006-08-17T19:12:37.960-07:00</updated><title type='text'>O mito do voto nulo - Jayme Copstein</title><content type='html'>Fico pensando no erro grotesco, cometido quando se erradicou do currículo escolar e universitário, o estudo da organização social e política do Brasil. Foi feito sob o pretexto de ser mera doutrinação do regime militar, sob o rótulo de Estudos de Problemas Brasileiros.&lt;br /&gt;Não se tratava de nada original. Ao tempo do Estado Novo, a cadeira de Moral e Cívica era até mais descarada. Não doutrinava o que quer que fosse, apenas endeusava o “chefe na Nação”. O nosso fundamentalismo costuma demolir prédios inteiros para consertar apenas algumas goteiras do telhado. Em vez de redefinir os objetivos e conteúdos da matéria, o que se fez foi deixar de lado noções vitais para o exercício da cidadania. De pouco adianta cantar o hino nacional com ar solene quando se ignora o que é o país, como ele funciona, como o cidadão pode manifestar sua concordância ou discordância, para preservar o que quer e eliminar o indesejável.&lt;br /&gt;A conseqüência é a crassa ignorância do brasileiro sobre o processo político do qual ele é agente, mas o qual ele vê como se tratasse de um clube de futebol. Assiste as partidas sem ser sócio, apenas paga entrada e porque pagou entrada, julga-se com o direito de xingar a mãe do juiz, chamar o técnico de burro, dizer palavrões à diretoria e até depredar o estádio. Ingressar em um partido político, falar, debater, arregimentar pessoas que pensem como ele, intervir nas convenções para escolher ou influir na escolha de candidatos, é com os outros, aqueles a quem xinga, não com ele. Resultado desta alheamento, corre no país uma campanha que, segundo as pesquisas, não chega a engajar mais que 15% dos eleitores, pregando a inutilização do voto para anular o pleito. O alarmante não é a campanha em si porque é da democracia defender-se idéias que a cada um bem aprouverem, mas o desconhecimento que a sua prática implica mais do que ser mero torcedor de arquibancada, confortavelmente instalado em um par de folgadas bermudas e com o pandulho entupido de cerveja.&lt;br /&gt;O alarmante é a origem da campanha. Não nasce nem é alimentada por analfabetos, mas por pessoas que, supostamente, deveriam ter um mínimo de conhecimentos para justificar os diplomas universitários de que são portadores ou fazem parte daquela importante fração da comunidade que antigamente recebia o nome de classe produtoras. Notável, também, é a omissão da Justiça Eleitoral para esclarecimento diante da campanha que já há tempo rola pela internet e está iludindo alguns incautos. A lei fala no reconhecimento de eleições onde sejam computados 50 por cento e mais um dos votos válidos. Como o eleitor hoje, no Brasil, não tem como anular voto, pois ele não tem mais cédulas para nelas escrever piadinhas, desenhar obscenidades ou misturar nomes de partidos adversários, o máximo que pode expressar claramente é que não deseja votar em ninguém, ou seja, quer se abster da sua cidadania. Apertar a tecla nulo é claramente isso. Haver uma tecla com este nome, e também uma para o voto em branco, quando bastaria “abstenção”, é um uma demasia com todo o jeito de piada.&lt;br /&gt;O que pode anular a votação, não o voto, são irregularidades, bem expressas em lei, e nesse caso sim, se as urnas anuladas contiverem 50% mais um dos votos válidos, deverão convocadas novas eleições.&lt;br /&gt;O Judiciário bem poderia esclarecer esta questão. Mas não o faz por uma simples razão: é que nunca aconteceu e, na prática, as possibilidade de que venha a ocorrer são nulas. Como o Judiciário só atua se acionado, e não o será nunca, em vez da resposta, só alimenta mais um mito e contribui para agravar a séria crise em que o país se afoga.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/32031277-115586715794934024?l=posturativa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32031277/posts/default/115586715794934024'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32031277/posts/default/115586715794934024'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://posturativa.blogspot.com/2006/08/o-mito-do-voto-nulo-jayme-copstein.html' title='O mito do voto nulo - Jayme Copstein'/><author><name>Stella</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15642808401317693150</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='25' src='http://bp3.blogger.com/_xOxxLZ7II_I/R_kpbvES1fI/AAAAAAAAAKs/twV4d9yREss/S220/paorkut.bmp'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-32031277.post-115490227948279084</id><published>2006-08-06T15:04:00.000-07:00</published><updated>2006-08-06T15:11:19.493-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;em&gt;CLÓVIS ROSSI  -  &lt;/em&gt;&lt;strong&gt;Já morreu &lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fidel Castro morreu, como modelo a ser seguido, muito antes de seu ocaso biológico que está se dando agora. O último grande líder político do século 20, para o bem ou para o mal, continua um mito, mas a revolução cubana já não é inspiração, salvo para um punhado de fanáticos. A prova está dada, paradoxalmente, pelos dois presidentes que têm em Fidel seu ídolo e seu padrinho: Hugo Chávez (Venezuela) e Evo Morales (Bolívia). Chávez não chamou sua revolução de "castrista", "fidelista", "cubana" ou qualquer outra qualificação que lembrasse a ilha caribenha. É "bolivariana", de Simón Bolívar, que antecede qualquer ícone socialista. Evo Moraes retrocedeu ainda mais no tempo, e seus heróis antecedem até Cristóvão Colombo. É verdade que ambos utilizam especialistas cubanos (médicos e educadores em especial), mas é só. Por mais que Evo tenha nacionalizado os recursos naturais e por mais que Chávez tenha dado alguns passos estatizantes, o fato é que Bolívia e Venezuela continuam sendo economias de mercado, ao contrário de Cuba, um dos últimos refúgios comunistas do planeta, ao lado da Coréia do Norte. Também ao contrário de Cuba, as instituições funcionam na Bolívia e na Venezuela, os partidos são livres, a mídia, idem, há eleições regulares (atestadas como "free and fair" por observadores internacionais). Há tentações autoritárias? Sempre há. Mas elas aparecem também no governo da grande democracia do norte, os Estados Unidos, na esteira dos atentados de 11 de Setembro. Presos políticos, como em Cuba, não há. No Brasil, nem o PT, o partido que tem mais admiradores de Fidel do que qualquer outro no planeta, fora o PC cubano, roça qualquer coisa que tenha leve sabor cubano. No ocaso, Fidel e o "castrismo" não têm futuro. Só passado.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/32031277-115490227948279084?l=posturativa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32031277/posts/default/115490227948279084'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32031277/posts/default/115490227948279084'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://posturativa.blogspot.com/2006/08/clvis-rossi-j-morreu-fidel-castro.html' title=''/><author><name>Stella</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15642808401317693150</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='25' src='http://bp3.blogger.com/_xOxxLZ7II_I/R_kpbvES1fI/AAAAAAAAAKs/twV4d9yREss/S220/paorkut.bmp'/></author></entry></feed>
